

Sua
humanidade era real; de outra maneira, não poderia haver qualquer expiação
pelo sangue, Cristo Jesus foi um homem, e sua morte expiratória fez
parte de sua Missão como homem.
O Dr R.N.C., lista
dez pontos essenciais que mostram ser algo indispensável, a verdade sobre a
humanidade de Jesus Cristo.
1. Isso era
necessário para que cumprisse sua missão terrena em geral, visto que somente
como homem poderia redimir aos homens.
2. Havia
necessidade de identificar-se ele com os homens, a fim de que estes pudessem
identificar-se com ele, na sua glória.
3. Pois assim é que
poderíamos atingir aquela medida e aquela forma de glorificação que pertence
a ele, de conformidade com a vontade divina, e a fim de que ele pudesse
conferir tal glorificação a todos os remidos.
4. Pois era
mister tal para que ele pudesse assumir a posição suprema no universo, como
seu cabeça (ver Ef 1.10 e ss., quanto ao «mistério da vontade de Deus»), na
qualidade de unificador e restaurador de todas as coisas, bem como o
personagem em torno do qual a harmonia e a unidade universais serão
estabelecidas. A exaltação de Cristo ocorreu porque ele cumpriu com
pleno êxito a sua missão terrena, e não porque essa exaltação já lhe fosse
devida, como Deus, conforme nos informa o décimo versículo do presente
capítulo, conforme dizem também o primeiro capítulo da epístola aos Efésios
e o trecho de Hebreus 1.9. E é andando pelo Caminho que ele palmilhou que
nos tornamos «plenitude» de Cristo, embora ele preencha a tudo em todos,
sendo tudo para cada um de nós.
5. Seu presente ofício
de Mediador exigia que ele se identificasse conosco, como também isso é
requerido pela nossa identificação potencial com ele, em sua glorificação.
(Ver Hb. 2.17).
6. A necessidade que há de
ser fortalecido e consolado o povo de Deus, na sua peregrinação terrena,
depende do fato de ser Cristo um ser humano verdadeiro . (Ver Hb. 2.18).
7. Todas as forças do mal,
que impuseram a «morte» no homem, foram derrotadas quanto da missão terrena
do filho de Deus, porquanto ele «provou a morte em favor de todo o homem», a
fim outorgar-lhe a vida eterna. (Ver Hb. 2.9).
8. Apesar de Cristo ser o
Caminho, é ele, por igual modo, é o «Pioneiro» desse Caminho mostrando-nos
ele, desse modo, podemos ter êxito nessa peregrinação neste mundo (ver
Hb. 2.10)
9. A ressurreição de Cristo
Jesus garante a nossa própria. Mas isso não poderia ocorrer não fora o fato
de ter Cristo assumido a nossa humanidade (ver a totalidade do décimo quinto
capítulo da primeira epístola aos Coríntios).
10. A ressurreição de Cristo
Jesus subentende a sua ascensão aos céus e a sua glorificação; e isso também
nos está assegurado pelo Salvador, que é o Deus-Homem, o filho de Deus (ver
Rom. 8:30).
Verdadeiramente,
não há como negar que Jesus Cristo foi totalmente homem. Várias razões
comprovam essa verdade: Jesus teve uma concepção miraculosa (Mt 1.18), teve
nascimento (Mt 1.16), teve participação na carne e no sangue (Jo 1.14), teve
alma (ou espírito) humana (Mt 26.38-27.50 e Atos 2.27); foi
circuncidado (Lc 2.21); teve crescimento em estatura e sabedoria (Lc 2.52);
chorou (Lc 19.41; Jo 11.35); teve fome (Mt 4.2; 21.18); sede (Jo 4.7;
19.28); sono (Mt 8.24); cansaço (Jo 4.6). E também por ter sido homem de
tristezas (ver Isa. 53:3,4 e Luc. 22:44); por haver sido esbofeteado (ver Mt
26:67); por haver suportado afrontas (ver Luc. 23:11); por haver sido
açoitado (ver Mat. 27:26); por haver sido encravado na cruz (ver Luc.
23:33); por haver morrido (ver João. 19:30); por haver sido sepultado (ver
Mt 27:26), por haver sido tentado como nós, embora sem pecado (ver Atos
3:22; Fp. 2:7,8 e Hb 2:17). A humanidade de Cristo é descrita como parte
necessária não apenas terrena, mas igualmente de seu ofício de Mediador (ver
Rm 6:15,19; Cr 15:21; Gl 4:4,5; 1Tm 2:5 e Hb 2:17). Sua natureza humana foi
reconhecida pelos homens (ver Mt 6:3; Jo 7:27 e Atos 2:22), mas é negada
pelo anticristo, pelos hereges da variedade gnóstica (ver I João 4:3 e
II João 7).

No
nascimento: Jesus nasceu como qualquer ser humano. «Estando eles ali,
aconteceu completarem-se lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho
primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura porque não havia lugar
para eles na hospedaria» (Lc 2.6,7 ss). Nasceu em Belém, cidade de Davi (Lc
2.4,15) foi circuncidado ao oitavo dia do nascimento, foi apresentado no
templo (vv. 22-24) conforme a lei ordenava (v 27). É interessante notarmos
aqui, que a apresentação de Jesus no templo, seguia a norma da lei mosaica.
Segundo a lei, todo primogênito era consagrado a Jeová, por isso tinha que
ser levado a Jerusalém para ser apresentado no templo (Ex 13.2,12).
No seu
crescimento: «Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria, e
a graça de Deus estava sobre ele. E crescia Jesus em sabedoria, estatura e
graça, diante de Deus e dos homens» (vv 40 e 52). Aos 12 anos, o menino
Jesus se pôs assentado no meio dos mestres da lei, no templo, ouvindo-os e
interrogando-os (vv 41.46). Como homem que era, Jesus precisou se
aperfeiçoar, conforme se deixa subentendido nas passagens que acabamos de
citar.
No início de seu Ministério
Público
Vejamos uns dos fatos
marcantes que mostram e confirmam a verdadeira humanidade de Jesus:
1) O seu batismo
(Mt 3.13-15; Mc 19; Lc 3.21). Jesus foi batizado, mas não como os mesmos
propósitos do povo em geral. O povo era batizado em demonstração ao seu
arrependimento, preparando-o para o reino do Messias, enquanto que
Jesus, O Messias, foi batizado para «cumprir toda a justiça» (Mt 3.15). Essa
toda «justiça» referia-se à sua «impecabilidade».
2) A descida do Espírito
Santo sobre Jesus (Mt 3.16, Mc 1.10, Lc 3.22a): A descida do Espírito
Santo sobre Jesus, foi uma das maiores provas que veio confirmar a sua
Autêntica humanidade. Como homem que Ele era, precisou do poder do Espírito
Santo, para dar inicio a seu Ministério Público. Como qualquer homem o qual
precisa da presença e poder do Espírito Santo em sua vida, para que se possa
realizar as obras de Deus, assim também precisou Jesus Cristo. «...Deus
ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, o qual andou por
toda parte fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque
Deus era com ele» (Atos 10.28).
3) Os 40 dias de
preparação no deserto: «Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão
e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto durante quarenta dias, sendo
tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome» (Lc
41.2). O Ministério público de Jesus começou com jejum, uma preparação
espiritual para lutar contra o Diabo. Esta preparação espiritual de Jesus
era real e necessária, e não apenas com um exemplo para nós, como autêntico
homem, Jesus precisou dessa preparação. É interessante notarmos que Marcos
disse que o Espírito Santo o «impeliu» para o deserto (Mc 1.12), Mateus fala
que Jesus foi «levado» pelo Espírito (4.1). O termo «impeliu» usado por
Marcos é mais forte que o termo «levado» usado por Mateus e o «guiado» usado
por Lucas. Esse vocábulo «impeliu», empresta vigor e significação à
afirmativa.
Não podemos
pensar que Jesus começou a se preparar espiritualmente aqui, Ele já vinha se
preparando há muito tempo. O preparo de Jesus, após o batismo, o qual foi
impelido pelo Espírito Santo ao deserto, denota uma nova fase em sua vida.
Foi tentado pelo diabo:
Em todos os 40 dias em que esteve no deserto Jesus foi tentado pelo diabo,
«...durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo» (Lc 4.2a).
Verdadeiramente Jesus foi tentado em toda a sua vida, o qual suportou todas
as tentações em toda a sua vida, as tentações começaram já no seu nascimento
(Mt 2.13-18) e se estenderam por toda a sua vida.

Veja com
eles se relacionam com a humanidade de Jesus,
mostrando assim, que Ele era e é o Messias prometido.
Jesus
foi verdadeiro homem, possuidor de uma humanidade autêntica e
perfeita. Embora tendo nascido de uma virgem, «...convinha que
em todas as cousas, se tornasse semelhante aos irmãos,
para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas cousas
referentes a Deus, e para fazer propiciação pelos pecados do
povo» (Hb 2.17).
Por mais que os
cristãos atuais, de uma maneira geral, pregam e ensinam que Jesus Cristo foi
humano, todavia, ao defrontarem com as maravilhas, os milagres, as curas,
etc., operados por Jesus, tentam se esquivar na verdade de sua humanidade.
Dizem que Jesus fazia todas estas coisas, porque ele era Deus. É
fácil de notar a mudança súbita que fazem a respeito da pessoa de Jesus
Cristo, nisto o conceito sobre a pessoa de Cristo é completamente confuso.
Estes conceitos propagados em nossos dias, pelos atuais cristãos, ensinam
claramente que Jesus na melhor das hipóteses foi apenas
«...aparentemente...» homem, um Cristo docético (vede).
Muitos podem indagar;
«nós não ensinamos que Cristo foi aparentemente homem?». É claro que não
ensinam isso diretamente, mas, podemos entender nitidamente que Cristo é
ensinado como sendo docético. Por exemplo; continuamente se diz que Jesus
fez este ou aquele milagre porque ele «era Deus». Ora isso aqui, é um
docetismo puro, pois nega a humanidade de Cristo, nega que Ele era o Messias
prometido, uma vez que se atribui um feito diretamente divino ao Messias,
como se um homem desenvolvido, como o Messias não pudesse operar milagres.
Em todo caso a humanidade de Cristo é realçada quando se refere aos seus
sofrimentos, crucificação e morte
Neste artigo,
vamos aprender que os milagres, as maravilhas, os sinais, as curas, a
ressurreição dos mortos, etc., operados por Jesus Cristo, denotam o poder e
a autoridade que Ele tinha, como «Filho do Homem». Tudo isso, era fruto de
um alto nível de fé, de uma intensa dedicação na oração, de uma íntima
comunhão com o Pai, conferindo a Cristo um elevadíssimo estado de
espiritualidade, o qual Ele havia se desenvolvido (Lc 2.40,52).
É totalmente
antibíblico, o argumento que diz que Jesus fez tantas maravilhas, porque
Ele era Deus, ou porque usou o seu lado divino para realizar tais
milagres. Os cristãos atuais não conseguem ver Cristo realizando milagres
como homem, mas como Deus. Por isso, é comum alguém dizer que Jesus fez
determinado milagre
porque Ele era Deus. Este conceito verdadeiramente demonstra que os
cristãos atuais, de modo geral, desconhecem a Pessoa de Cristo, ou seja, não
sabem Quem é, e Quem foi realmente Jesus, o Cristo!
A ridícula
invenção de que existe uma certa Santa Trindade, é o calabouço em
que os cristãos têm caído. Por causa disso, a idéia sobre a identidade de
Jesus Cristo, no que tange à sua realidade, é completamente contrária
daquilo que Jesus Cristo é. Fazendo assim, com que Cristo fosse uma mistura
de Deus e de homem. Nisto resulta, em um Jesus aparentemente humano,
e não real ou autenticamente humano. Jesus Cristo foi totalmente homem. É
claro que Ele não era um Homem ordinário, mas um Homem de um desenvolvimento
espiritual elevadíssimo. Sobre Jesus como autêntico homem, temos provido
vários comentários, o qual o leitor irmão pode consultar.
Também neste
artigo, vamos analisar e conferir que vários milagres, sinais, curas, ou
seja, que o ministério público de Jesus de modo em geral, tinha alguns
paralelismos no Antigo Testamento, embora que o Jesus Cristo foi uma pessoa
incomparável. O Ministério de Público de Jesus Cristo foi incomparável, mas
algumas particularidades de Seu Ministério são sentidas no A.T.
O Milagre da
multiplicação dos pães e dos peixes (Mt 14.13-21, 15.32-38). O milagre da
multiplicação dos pães e dos peixes, sem dúvida resultou da grande compaixão
de Cristo para com os homens. Muitos dizem que Jesus operou estes dois
milagres, simplesmente porque era Deus. Este é um conceito docético, que
nega o poder, a autoridade, a fé, a comunhão e o desenvolvimento espiritual
de Jesus como autêntico homem. Vê-se que as pessoas «anulam» facilmente à
humanidade de Cristo. Jesus Cristo fez estes milagres, porque o Espírito
Santo estava sobre e nEle; veja em Atos 10.38. Esta passagem afirma que
Jesus de Nazaré «fez o bem e curou a todos os oprimidos do diabo, porque
Deus era com ele». É notável que aqui, não diz que Jesus fazia estas
grandiosas obras porque era Deus, mas é porque «Deus era com ele».
Pedro na casa de Cornélio ensina e defende a autêntica humanidade de Cristo,
tanto que ele o chama de «...Jesus de Nazaré...» (ver Mt 2.23). Em
Jesus habitava o Sétuplo Espírito, referido em Isaías
11.2; «Repousará sobre ele o Espírito de Yahweh, o Espírito de Sabedoria
e de Entendimento, o Espírito de Conselho e de Fortaleza, o Espírito de
Conhecimento e de Temor de Yahweh».
No Antigo
Testamento, encontramos certos paralelos a estes milagres; por exemplo:
«Elias aumentou a farinha da panela e o azeite da botija, da viúva de
Sarepta» (1 Reis 17.8-16). «Eliseu aumentou o azeite de uma certa viúva» (2
Reis 4.1-7). Estes dois milagres citados, são provas daquilo que Jeová fez
(e pode continuar fazendo), através de Seus servos. Agora perguntamos, Elias
era Deus? Eliseu era Deus? Porventura, não eram eles homens? No entanto,
eram profetas de grande espiritualidade, de autoridade, de poder, de fé e,
tudo isso, Jesus Cristo possuía em grau elevadíssimo. Se Elias e Eliseu
fizeram estes milagres, como servos e profetas do Altíssimo; porque é que
Jesus não poderia também operas milagres, sinais, maravilhas...? Sendo Ele o
Profeta dos profetas, o profeta maior que Moisés (Dt 18.15; Jo 1.17), o
Messias, o Servo Escolhido de Jeová (Isaías 42.1; Lc 4.18, 19). Ver também o
milagre da transformação da água em vinho, em Caná da Galiléia, o primeiro
milagre de Jesus (João 2.1 ss.). Encontramos também no A.T. que Eliseu
alimentou cem homens com vinte pães de cevada e algumas espigas verdes e,
ainda sobejou (2 Reis 4.42-44).
Jesus anda
sobre as águas do mar (Mt 14.22-33; Mc 6.45-52; Jo 6.15-21). Os discípulos
se assustaram ao ver Jesus andando sobre as águas e pensaram ser um
fantasma. Porém, Jesus os acalmou, dizendo: «Tende bom ânimo! Sou eu. Não
temais! Embora, há interpretações acerca deste milagre (considerando também
os demais milagres), no entanto, afirmamos de acordo com a Bíblia, que
Cristo realmente andou sobre o mar e, que não há aqui nenhum episódio
ilusório ou simbólico, foi um milagre autêntico. Jesus andou sobre as águas,
não porque Ele era um fantasma ou porque era Deus, mas é porque era um Homem
de uma autêntica «fé», que possuía um alto poder de desenvolvimento
espiritual, mediante a participação no poder do Espírito Santo. E não porque
usou a sua natureza divina, até porque como homem, Jesus Cristo não tinha
duas naturezas, mas, somente uma, a humana. A natureza divina é outra
coisa, é a natureza que Ele tinha como «Pai» e não como Filho. Todo o
ministério de Cristo aqui na terra, Ele realizou como autêntico Homem.
Nota-se, que até Pedro também andou um pouco sobre as águas (Mt 14.28,29). O
que lhe fez afundar foi seu medo, a sua dúvida (vv. 30,31). Fica
subentendido, nas palavras de Cristo que, se Pedro tivesse «fé suficiente»,
andaria triunfantemente sobre as águas, assim como fez Jesus. O Senhor Jesus
disse em certa ocasião aos seus discípulos, após ter secado uma figueira
pela sua palavra o qual veio a causar uma grande admiração a Pedro: «Tende
fé em Deus: porque em verdade vos afirmo que se alguém disser a esse monte:
Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que este
fará o que diz, assim será com ele. Por isso vos digo que tudo que oração
pedirdes, credes que recebestes, e será assim convosco» (Marcos
11.22-24).
Jesus continuamente
instava com os seus discípulos, para que tivessem uma autêntica fé em Deus:
«Sem fé é impossível agradar a Deus» (Hb 11.6). «O que não é de fé, é
pecado» (Rm 14.23). Definitivamente a “fé” e a certeza das coisas
esperadas, é a convicção das coisas não vistas (Hb 11.1). Não existe
milagre se uma “fé” pura em Jesus Cristo, pois ele é o autor e consumador da
fé (Hb 12.2). A fé não é meramente intelectual, ou uma crença em um
certo sistema de credo, a verdadeira fé é a entrega da alma aos cuidados de
Cristo, uma entrega sem reservas, é uma confiança inabalável em
Cristo.
Jesus Cristo,
embora sendo homem, tinha uma fé inabalável e autêntica em Deus. Por isso
Ele andou sobre o mar. O que Ele fez, fez como homem, e não como Deus, um
homem extremamente desenvolvido, de uma espiritualidade avançada, devido o
seu rigoroso preparo (Lc 2 40.52), desde a sua infância. Diante disso, andar
sobre as águas era uma tarefa fácil para Ele. Até mesmo Pedro (como já
vimos), experimentou isso, embora viesse a fracassar. Tudo isso nos mostra
que qualquer ser humano pode andar sobre águas, desde que tenha a fé
necessária para fazer esse milagre e que esteja dentro dos propósitos
divinos e a necessidade em que a ocasião exigir tal milagre. Somente
um cético é que pode ignorar isso.
Jesus
repreende o vento e acalma o mar (Mt 8.23-27; Mc 4.35-41; Lc 8.22-250).
Estas passagens demonstram o poder e a autoridade de Jesus Cristo sobre as
forças da natureza.
No A.T.
podemos encontrar vários milagres e sinais operados pelos servos de Jeová
sobre as forças da natureza.
1. Chuva
de pedras sobre o Egito (Êx 9.13-35). Esta foi a sétima praga sobre o
Egito. Jeová disse a Moisés: «Estende a mão para o céu e cairá chuva de
pedras em toda a terra do Egito...E Moisés estendeu a sua vara para o céu;
Jeová deu trovões e chuva de pedras, e fogo desceu sobre a terra; e fez
Jeová cair chuva de pedra sobre a terra do Egito» (vv 23,24). Quando a vara
de poder de Moisés entrou em ação, como também no caso de outras pragas,
começaram a cair chuva de pedras e fogo sobre a terra do Egito (vede os
versículos acima). A vara de Moisés era o emblema do poder divino. Por isso
quando Moisés a estendeu ao céu, seguiu-se uma tempestade espetacularmente
violenta.
2.
Sob a ordem de Jeová Moisés estende a sua vara para o céu e, «...houve
trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias» (Êx 10.21-23).
3. O mar
se abre para Israel passar (Êx 14-15.3). Sob a ordem de Jeová Moisés
estende sua vara de poder «...sobre o mar, e Jeová por um forte vento
oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou
terra seca, e as águas foram divididas» (v.21ss). E sob as ordens de Jeová,
«Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã, retornou a
sua força....» (v. 27).
Nestes
milagres que acabamos de citar (sem falar em outros estupendos milagres),
vemos que Moisés munido da vara conferida por Jeová, alterava o rumo dos
acontecimentos naturais. Moisés, sendo homem, foi constituído «...como
deus sobre Faraó» (Êx 7.1). Tudo isso estava em vista os sinais e os
milagres poderosos concedidos a Moisés, e isso dependia da obediência
absoluta de Moisés a Yahweh (v. 2).
4. A
travessia do Jordão pelos filhos de Israel, sob o comando de Josué (Js
3-4). Como sabemos, Josué é um tipo de Cristo. O nome Josué é a forma
hebraica do grego «Jesus». Que significa «Yahweh é a Salvação».
5. O sol e
a lua são detidos sob o comando de Josué (Js 10.12-15). Aqui, vemos
Josué controlando dois astros, o sol e a lua. Josué ordenou para que o sol
se detivesse, parasse em seu trajeto, até obter a vitória sobre os amorreus.
A ordem de Josué foi: «Sol detém-se em Gibeom, e tu, lua, no
vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou
de seus inimigos» (vv. 12b e 13a).
Este episódio foi real e não uma narração poética do escritor (como
alguns afirmam), como se fosse real somente a intervenção de Jeová em
favor de Israel. O versículo 14 confirma a realidade deste episódio.
6. Elias,
bem como também Eliseu dividem as águas do rio Jordão. «Elias tomou o
seu manto, enrolou-o, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas
bandas; e passaram ambos (Elias e Eliseu) em seco» (2Rs 2.8). Eliseu «tomou
o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está Jeová,
Deus de Elias? Quando feriu ele as águas elas se dividiram para uma e outra
banda, e Eliseu passou» (2Rs 2.14).
Todos esses
episódios milagrosos que acabamos de ver, evidenciam que Jeová sempre
delegou a seus santos, também poder sobre a natureza. Sendo assim, não há
nada de estranho Jesus acalmar tempestades, sendo homem. Segundo o Senhor
Jesus, os discípulos também poderiam acalmar àquela tempestade, o que lhes
faltava era a fé suficiente para tal, em lugar do medo e do
desespero: «Por que sois tímidos, homens de pequena fé?» (Mt 8.26). Em
Marcos diz: «...como é que não tendes fé?» (Mc 4.40). Lucas: «...onde está a
vossa fé?» (8.25). Precisamos ter a fé que vence todos os obstáculos,
a fé em Jesus Cristo. O poder e a autoridade de Cristo somente operam em
nós, quando demonstramos a devida
fé nEle. É tão certo que os discípulos de Jesus desconheciam o
poder da fé. A «fé» elimina o medo e o desespero, e foi justamente por
falta de fé que os discípulos se desesperaram e gritaram: «Mestre,
Mestre, estamos perecendo!» (Lc 8.25). Depois da grande maravilha,
veio a grande bonança, «...os discípulos possuídos de grande temor e
admirados diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe
obedecem?» (Mt 8.27; Mc 4.41; Lc 8.25).
Jesus Cristo nos deixou
o exemplo para que assim também possamos seguí-lo. Se nós não seguirmos os
exemplos de Nosso Senhor Jesus, não seremos seus discípulos, pois, alguém
somente pode amá-lo, se o imitá-lo e seguí-lo. Se alguém está em Cristo,
então este alguém deve seguir os Seus exemplos (João 15). O apóstolo Paulo
disse aos coríntios: «Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo»
(1Co 11.1). Cristo é o Caminho, ao mesmo tempo em que é o Pioneiro deste
Caminho (Jo 14.6; Hb 12.2). Precisamos conhecer realmente o
poder da fé, e cultivá-lo.
Portanto, Jesus Cristo,
sendo o Messias prometido pelos profetas, pôde fazer muitas e muitas
maravilhas entre os homem. Como autêntico homem, dotado pelo poder do
Espírito Santo, Cristo realizou com êxito o Seu ministério redentor. Ele não
era Deus, mas homem, era «Filho de Deus», sim Ele era é Deus
como «Pai» (João 10.30). Qualquer homem em Jesus Cristo, pode também
realizar muitas e muitas maravilhas e milagres, no entanto que seja
autêntico discípulo de Cristo e que possa andar e viver nas virtudes que Ele
ensinou aos seus discípulos.