Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (I Timóteo 2.5)
 

 

 

Ü Batismo em Água

Ü Ceia do Senhor Jesus

Ü Pessoa de Jesus, o Messias

à O Messias prometido

à O Logos encarnado

à A encarnação do Logos divino

à Sua origem celestial

à Foi Ele homem e também Deus?

à Autêntica natureza humana

à Encarnação e as  limitações

à Poderoso em perdoar pecados

à O aperfeiçoamento de Jesus

 

 
 
 
 
 

                                                                                                                                         

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    Sua humanidade era real; de outra maneira, não poderia haver qualquer expiação pelo sangue, Cristo Jesus  foi um homem, e sua morte expiratória fez parte de sua Missão como homem.

   O Dr R.N.C., lista dez pontos essenciais que mostram ser algo indispensável, a verdade sobre a humanidade de Jesus Cristo.

   1. Isso  era necessário para que cumprisse sua missão terrena em geral, visto que somente como homem poderia redimir aos homens.

   2.  Havia necessidade de identificar-se ele com os homens, a fim de que estes pudessem identificar-se com ele, na sua glória.

   3. Pois assim é que poderíamos atingir aquela medida e aquela forma de glorificação que pertence a ele, de conformidade com a vontade divina, e a fim de que ele pudesse conferir tal glorificação a todos os remidos.

    4. Pois era mister tal para que ele pudesse assumir a posição suprema no universo, como seu cabeça (ver Ef 1.10 e ss., quanto ao «mistério da vontade de Deus»), na qualidade de unificador  e restaurador de todas as coisas, bem como o personagem em torno do qual a harmonia e a unidade universais serão estabelecidas. A  exaltação de Cristo ocorreu porque ele cumpriu com pleno êxito a sua missão terrena, e não porque essa exaltação já lhe fosse devida, como Deus, conforme nos informa o décimo versículo do presente capítulo, conforme dizem também o primeiro capítulo da epístola aos Efésios e o trecho de Hebreus 1.9. E é andando pelo Caminho que ele palmilhou que nos tornamos «plenitude» de Cristo, embora ele preencha a tudo em todos, sendo tudo para cada um de nós.

    5. Seu presente ofício de Mediador exigia que ele se identificasse conosco, como também isso é requerido pela nossa identificação potencial com ele, em sua glorificação. (Ver Hb. 2.17).

   6. A necessidade que há de ser fortalecido e consolado o povo de Deus, na sua peregrinação terrena, depende do fato de ser Cristo um ser humano verdadeiro . (Ver Hb. 2.18).

   7. Todas as forças do mal, que impuseram a «morte» no homem, foram derrotadas quanto da missão terrena do filho de Deus, porquanto ele «provou a morte em favor de todo o homem», a fim outorgar-lhe a vida eterna. (Ver Hb. 2.9).

   8. Apesar de Cristo ser o Caminho, é ele, por igual modo, é o «Pioneiro» desse Caminho mostrando-nos ele,  desse modo, podemos ter êxito nessa peregrinação neste mundo (ver Hb. 2.10)

   9. A ressurreição de Cristo Jesus garante a nossa própria. Mas isso não poderia ocorrer não fora o fato de ter Cristo assumido a nossa humanidade (ver a totalidade do décimo quinto capítulo da primeira epístola aos Coríntios).

   10. A ressurreição de Cristo Jesus subentende a sua ascensão aos céus e a sua glorificação; e isso também nos está assegurado pelo Salvador, que é o Deus-Homem, o filho de Deus (ver Rom. 8:30). 

   Verdadeiramente, não há como negar que Jesus Cristo foi totalmente homem. Várias razões comprovam essa verdade: Jesus teve uma concepção miraculosa (Mt 1.18), teve nascimento (Mt 1.16), teve participação na carne e no sangue (Jo 1.14), teve alma (ou espírito) humana (Mt 26.38-27.50 e  Atos 2.27); foi circuncidado (Lc 2.21); teve crescimento em estatura e sabedoria (Lc 2.52); chorou (Lc 19.41; Jo 11.35); teve fome (Mt 4.2; 21.18); sede (Jo 4.7; 19.28); sono (Mt 8.24); cansaço (Jo 4.6). E também por ter sido homem de tristezas (ver Isa. 53:3,4 e Luc. 22:44); por haver sido esbofeteado (ver Mt 26:67); por haver suportado afrontas (ver Luc. 23:11); por haver sido açoitado (ver Mat. 27:26); por haver sido encravado na cruz (ver Luc. 23:33); por haver morrido (ver João. 19:30); por haver sido sepultado (ver Mt 27:26), por haver sido tentado como nós, embora sem pecado (ver Atos 3:22; Fp. 2:7,8 e Hb 2:17). A humanidade de Cristo é descrita como parte necessária não apenas terrena, mas igualmente de seu ofício de Mediador (ver Rm 6:15,19; Cr 15:21; Gl 4:4,5; 1Tm 2:5 e Hb 2:17). Sua natureza humana foi reconhecida pelos homens (ver Mt 6:3; Jo 7:27 e Atos 2:22), mas é negada pelo anticristo, pelos hereges da variedade gnóstica  (ver I João 4:3 e II João 7).  

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     No nascimento: Jesus nasceu como qualquer ser humano. «Estando eles ali, aconteceu completarem-se lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura porque não havia lugar para eles na hospedaria» (Lc 2.6,7 ss). Nasceu em Belém, cidade de Davi (Lc 2.4,15) foi circuncidado ao oitavo dia do nascimento, foi apresentado no templo (vv. 22-24) conforme a lei ordenava (v 27). É interessante notarmos aqui, que a apresentação de Jesus no templo, seguia a norma da lei mosaica. Segundo a lei, todo primogênito era consagrado a Jeová, por isso tinha que ser levado a Jerusalém para ser apresentado no templo (Ex 13.2,12).

    No seu crescimento: «Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava sobre ele. E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens» (vv 40 e 52). Aos 12 anos, o menino Jesus se pôs assentado no meio dos mestres da lei, no templo, ouvindo-os e interrogando-os (vv 41.46). Como homem que era, Jesus precisou se aperfeiçoar, conforme se deixa subentendido nas passagens que acabamos de citar.

    No início de seu Ministério Público    

    Vejamos uns dos fatos marcantes que mostram e confirmam a verdadeira humanidade de Jesus:

  1) O seu batismo (Mt 3.13-15; Mc 19; Lc 3.21). Jesus foi batizado, mas não como os mesmos propósitos do povo em geral. O povo era batizado em demonstração ao seu arrependimento, preparando-o para o  reino do Messias, enquanto que Jesus, O Messias, foi batizado para «cumprir toda a justiça» (Mt 3.15). Essa toda «justiça» referia-se à sua «impecabilidade».

  2) A descida do Espírito Santo sobre Jesus (Mt 3.16, Mc 1.10, Lc 3.22a): A descida do Espírito Santo sobre Jesus, foi uma das maiores provas que veio confirmar a sua Autêntica humanidade. Como homem que Ele era, precisou do poder do Espírito Santo, para dar inicio a seu Ministério Público. Como qualquer homem o qual precisa da presença e poder do Espírito Santo em sua vida, para que se possa realizar as obras de Deus, assim também precisou Jesus Cristo. «...Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, o qual andou por toda parte fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele» (Atos 10.28).

  3) Os 40 dias de preparação no deserto: «Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome» (Lc 41.2). O Ministério público de Jesus começou com jejum, uma preparação espiritual para lutar contra o Diabo. Esta preparação espiritual de Jesus era real e necessária, e não apenas com um exemplo para nós, como autêntico homem, Jesus precisou dessa preparação. É interessante notarmos que Marcos disse que o Espírito Santo o «impeliu» para o deserto (Mc 1.12), Mateus fala que Jesus foi «levado» pelo Espírito (4.1). O termo «impeliu» usado por Marcos é mais forte que o termo «levado» usado por Mateus e o «guiado» usado por Lucas. Esse vocábulo «impeliu», empresta vigor e significação à afirmativa.

    Não podemos pensar que Jesus começou a se preparar espiritualmente aqui, Ele já vinha se preparando há muito tempo. O preparo de Jesus, após o batismo, o qual foi impelido pelo Espírito Santo ao deserto, denota uma nova fase em sua vida.

    Foi tentado pelo diabo: Em todos os 40 dias em que esteve no deserto Jesus foi tentado pelo diabo, «...durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo» (Lc 4.2a). Verdadeiramente Jesus foi tentado em toda a sua vida, o qual suportou todas as tentações em toda a sua vida, as tentações começaram já no seu nascimento (Mt 2.13-18) e se estenderam por toda a sua vida.

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     Veja com eles se relacionam com  a humanidade de Jesus,  mostrando assim, que Ele era e é o Messias prometido.

   Jesus foi verdadeiro homem, possuidor de uma humanidade autêntica e perfeita. Embora tendo nascido de uma virgem, «...convinha que em todas as cousas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas cousas referentes a Deus, e para fazer propiciação pelos pecados do povo» (Hb 2.17).

    Por mais que os cristãos atuais, de uma maneira geral, pregam e ensinam que Jesus Cristo foi humano, todavia, ao defrontarem com as maravilhas, os milagres, as curas, etc., operados por Jesus, tentam se esquivar na verdade de sua humanidade. Dizem que Jesus fazia todas estas coisas, porque ele era Deus. É fácil de notar a mudança súbita que fazem a respeito da pessoa de Jesus Cristo, nisto o conceito sobre a pessoa de Cristo é completamente confuso. Estes conceitos propagados em nossos dias, pelos atuais cristãos, ensinam claramente que Jesus na melhor das hipóteses foi apenas «...aparentemente...» homem, um Cristo  docético (vede).

    Muitos podem indagar; «nós não ensinamos que Cristo foi aparentemente homem?». É claro que não ensinam isso diretamente, mas, podemos entender nitidamente que Cristo é ensinado como sendo docético. Por exemplo; continuamente se diz que Jesus fez este ou aquele milagre porque ele «era Deus». Ora isso aqui, é um docetismo puro, pois nega a humanidade de Cristo, nega que Ele era o Messias prometido, uma vez que se atribui um feito diretamente divino ao Messias, como se um homem desenvolvido, como o Messias não pudesse operar milagres. Em todo caso a humanidade de Cristo é realçada quando se refere aos seus sofrimentos, crucificação e morte

    Neste artigo, vamos aprender que os milagres, as maravilhas, os sinais, as curas, a ressurreição dos mortos, etc., operados por Jesus Cristo, denotam o poder e a autoridade que Ele tinha, como «Filho do Homem». Tudo isso, era fruto de um alto nível de fé, de uma intensa dedicação na oração, de uma íntima comunhão com o Pai, conferindo a Cristo um elevadíssimo estado de espiritualidade, o qual Ele havia se desenvolvido (Lc 2.40,52). 

    É totalmente antibíblico, o argumento que diz que Jesus fez tantas maravilhas, porque Ele era Deus, ou porque usou o seu lado divino para realizar tais milagres. Os cristãos atuais não conseguem ver Cristo realizando milagres como homem, mas como Deus. Por isso, é comum alguém dizer que Jesus fez determinado milagre porque Ele era Deus. Este conceito verdadeiramente demonstra que os cristãos atuais, de modo geral, desconhecem a Pessoa de Cristo, ou seja, não sabem Quem é, e Quem foi realmente Jesus, o Cristo!

    A ridícula invenção de que existe uma certa Santa Trindade, é o calabouço em que os cristãos têm caído. Por causa disso, a idéia sobre a identidade de Jesus Cristo, no que tange à sua realidade, é completamente contrária daquilo que Jesus Cristo é. Fazendo assim, com que Cristo fosse uma mistura de Deus e de homem. Nisto resulta, em um Jesus aparentemente humano, e não real ou autenticamente humano. Jesus Cristo foi totalmente homem. É claro que Ele não era um Homem ordinário, mas um Homem de um desenvolvimento espiritual elevadíssimo. Sobre Jesus como autêntico homem, temos provido vários comentários, o qual o leitor irmão pode consultar.

    Também neste artigo, vamos analisar e conferir que vários milagres, sinais, curas, ou seja, que o ministério público de Jesus de modo em geral, tinha alguns paralelismos no Antigo Testamento, embora que o Jesus Cristo foi uma pessoa incomparável. O Ministério de Público de Jesus Cristo foi incomparável, mas algumas particularidades de Seu Ministério são sentidas no A.T.    

    O Milagre da multiplicação dos pães e dos peixes (Mt 14.13-21, 15.32-38). O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, sem dúvida resultou da grande compaixão de Cristo para com os homens. Muitos dizem que Jesus operou estes dois milagres, simplesmente porque era Deus. Este é um conceito docético, que nega o poder, a autoridade, a fé, a comunhão e o desenvolvimento espiritual de Jesus como autêntico homem. Vê-se que as pessoas «anulam» facilmente à humanidade de Cristo. Jesus Cristo fez estes milagres, porque o Espírito Santo estava sobre e nEle; veja em Atos 10.38. Esta passagem afirma que Jesus de Nazaré «fez o bem e curou a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele». É notável que aqui, não diz que Jesus fazia estas grandiosas obras porque era Deus, mas é porque «Deus era com ele». Pedro na casa de Cornélio ensina e defende a autêntica humanidade de Cristo, tanto que ele o chama de «...Jesus de Nazaré...» (ver Mt 2.23). Em Jesus habitava o Sétuplo Espírito, referido em Isaías 11.2; «Repousará sobre ele o Espírito de Yahweh, o Espírito de Sabedoria e de Entendimento, o Espírito de Conselho e de Fortaleza, o Espírito de Conhecimento e de Temor de Yahweh». 

    No Antigo Testamento, encontramos certos paralelos a estes milagres; por exemplo: «Elias aumentou a farinha da panela e o azeite da botija, da viúva de Sarepta» (1 Reis 17.8-16). «Eliseu aumentou o azeite de uma certa viúva» (2 Reis 4.1-7). Estes dois milagres citados, são provas daquilo que Jeová fez (e pode continuar fazendo), através de Seus servos. Agora perguntamos, Elias era Deus? Eliseu era Deus? Porventura, não eram eles homens? No entanto, eram profetas de grande espiritualidade, de autoridade, de poder, de fé e, tudo isso, Jesus Cristo possuía em grau elevadíssimo. Se Elias e Eliseu fizeram estes milagres, como servos e profetas do Altíssimo; porque é que Jesus não poderia também operas milagres, sinais, maravilhas...? Sendo Ele o Profeta dos profetas, o profeta maior que Moisés (Dt 18.15; Jo 1.17), o Messias, o Servo Escolhido de Jeová (Isaías 42.1; Lc 4.18, 19). Ver também o milagre da transformação da água em vinho, em Caná da Galiléia, o primeiro milagre de Jesus (João 2.1 ss.).  Encontramos também no A.T. que Eliseu alimentou cem homens com vinte pães de cevada e algumas espigas verdes e, ainda sobejou (2 Reis 4.42-44).

    Jesus anda sobre as águas do mar (Mt 14.22-33; Mc 6.45-52; Jo 6.15-21). Os discípulos se assustaram ao ver Jesus andando sobre as águas e pensaram ser um fantasma. Porém, Jesus os acalmou, dizendo: «Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! Embora, há interpretações acerca deste milagre (considerando também os demais milagres), no entanto, afirmamos de acordo com a Bíblia, que Cristo realmente andou sobre o mar e, que não há aqui nenhum episódio ilusório ou simbólico, foi um milagre autêntico. Jesus andou sobre as águas, não porque Ele era um fantasma ou porque era Deus, mas é porque era um Homem de uma autêntica «fé», que possuía um alto poder de desenvolvimento espiritual, mediante a participação no poder do Espírito Santo. E não porque usou a sua natureza divina, até porque como homem, Jesus Cristo não tinha duas naturezas, mas, somente uma, a humana. A natureza divina é outra coisa, é a natureza que Ele tinha como «Pai» e não como Filho. Todo o ministério de Cristo aqui na terra, Ele realizou como autêntico Homem. Nota-se, que até Pedro também andou um pouco sobre as águas (Mt 14.28,29). O que lhe fez afundar foi seu medo, a sua dúvida (vv. 30,31). Fica subentendido, nas palavras de Cristo que, se Pedro tivesse «fé suficiente», andaria triunfantemente sobre as águas, assim como fez Jesus. O Senhor Jesus disse em certa ocasião aos seus discípulos, após ter secado uma figueira pela sua palavra o qual veio a causar uma grande admiração a Pedro: «Tende fé em Deus: porque em verdade vos afirmo que se alguém disser a esse monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que este fará o que diz, assim será com ele. Por isso vos digo que tudo que oração pedirdes, credes que recebestes, e será assim convosco» (Marcos 11.22-24).           

   Jesus continuamente instava com os seus discípulos, para que tivessem uma autêntica fé em Deus: «Sem fé é impossível agradar a Deus» (Hb 11.6). «O que não é de fé, é pecado» (Rm 14.23). Definitivamente a “fé” e a certeza das coisas esperadas, é a convicção das coisas não vistas (Hb 11.1). Não existe milagre se uma “fé” pura em Jesus Cristo, pois ele é o autor e consumador da fé (Hb 12.2). A não é meramente intelectual, ou uma crença em um certo sistema de credo, a verdadeira fé é a entrega da alma aos cuidados de Cristo, uma entrega sem reservas, é uma confiança inabalável em Cristo.

    Jesus Cristo, embora sendo homem, tinha uma fé inabalável e autêntica em Deus. Por isso Ele andou sobre o mar. O que Ele fez, fez como homem, e não como Deus, um homem extremamente desenvolvido, de uma espiritualidade avançada, devido o seu rigoroso preparo (Lc 2 40.52), desde a sua infância. Diante disso, andar sobre as águas era uma tarefa fácil para Ele. Até mesmo Pedro (como já vimos), experimentou isso, embora viesse a fracassar. Tudo isso nos mostra que qualquer ser humano pode andar sobre águas, desde que tenha a fé necessária para fazer esse milagre e que esteja dentro dos propósitos divinos e a necessidade em  que a ocasião exigir tal milagre. Somente um cético é que pode ignorar isso.

    Jesus repreende o vento e acalma o mar (Mt 8.23-27; Mc 4.35-41; Lc 8.22-250). Estas passagens demonstram o poder e a autoridade de Jesus Cristo sobre as forças da natureza.

    No A.T. podemos encontrar vários milagres e sinais operados pelos servos de Jeová sobre as forças da natureza.

    1. Chuva de pedras sobre o Egito (Êx 9.13-35). Esta foi a sétima praga sobre o Egito. Jeová disse a Moisés: «Estende a mão para o céu e cairá chuva de pedras em toda a terra do Egito...E Moisés estendeu a sua vara para o céu; Jeová deu trovões e chuva de pedras, e fogo desceu sobre a terra; e fez Jeová cair chuva de pedra sobre a terra do Egito» (vv 23,24). Quando a vara de poder de Moisés entrou em ação, como também no caso de outras pragas, começaram a cair chuva de pedras e fogo sobre a terra do Egito (vede os versículos acima). A vara de Moisés era o emblema do poder divino. Por isso quando Moisés a estendeu ao céu, seguiu-se uma tempestade espetacularmente violenta.

    2. Sob a ordem de Jeová Moisés estende a sua vara para o céu e, «...houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias» (Êx 10.21-23).

    3. O mar se abre para Israel passar (Êx 14-15.3). Sob a ordem de Jeová Moisés estende sua vara de poder «...sobre o mar, e Jeová por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas» (v.21ss). E sob as ordens de Jeová, «Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã, retornou a sua força....» (v. 27).  

    Nestes milagres que acabamos de citar (sem falar em outros estupendos milagres), vemos que Moisés munido da vara conferida por Jeová, alterava o rumo dos acontecimentos naturais. Moisés, sendo homem, foi constituído  «...como deus sobre Faraó» (Êx 7.1). Tudo isso estava em vista os sinais e os milagres poderosos concedidos a Moisés, e isso dependia da obediência absoluta de Moisés a Yahweh (v. 2).

    4. A travessia do Jordão pelos filhos de Israel, sob o comando de Josué (Js 3-4). Como sabemos, Josué é um tipo de Cristo. O nome Josué é a forma hebraica do grego «Jesus». Que significa «Yahweh é a Salvação».

    5. O sol e a lua são detidos sob o comando de Josué (Js 10.12-15). Aqui, vemos Josué controlando dois astros, o sol e a lua. Josué ordenou para que o sol se detivesse, parasse em seu trajeto, até obter a vitória sobre os amorreus. A ordem de Josué foi: «Sol  detém-se  em Gibeom, e tu, lua, no vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos» (vv. 12b e 13a). Este episódio foi real e não uma narração poética do escritor (como alguns afirmam), como se fosse real somente a intervenção de Jeová  em favor de Israel. O versículo 14 confirma a realidade deste episódio.

    6. Elias, bem como também Eliseu dividem as águas do rio Jordão. «Elias tomou o seu manto, enrolou-o, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas; e passaram ambos (Elias e Eliseu) em seco» (2Rs 2.8). Eliseu «tomou o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está Jeová, Deus de Elias? Quando feriu ele as águas elas se dividiram para uma e outra banda, e Eliseu passou» (2Rs 2.14).

    Todos esses episódios milagrosos que acabamos de ver, evidenciam que Jeová sempre delegou a seus santos, também poder sobre a natureza. Sendo assim, não há nada de estranho Jesus acalmar tempestades, sendo homem. Segundo o Senhor Jesus, os discípulos também poderiam acalmar àquela tempestade, o que lhes faltava era a fé suficiente para tal, em lugar do medo e do desespero: «Por que sois tímidos, homens de pequena fé?» (Mt 8.26). Em Marcos diz: «...como é que não tendes fé?» (Mc 4.40). Lucas: «...onde está a vossa fé?» (8.25). Precisamos ter a fé que vence todos os obstáculos, a fé em Jesus Cristo. O poder e a autoridade de Cristo somente operam em nós, quando demonstramos a devida nEle. É tão certo que os discípulos de Jesus desconheciam o poder da fé. A «fé» elimina o medo e o desespero, e foi justamente por falta de fé que os discípulos se desesperaram e gritaram: «Mestre, Mestre, estamos perecendo!» (Lc 8.25).  Depois da grande maravilha, veio a grande bonança, «...os discípulos possuídos de grande temor e admirados diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?» (Mt 8.27; Mc 4.41; Lc 8.25).

    Jesus Cristo nos deixou o exemplo para que assim também possamos seguí-lo. Se nós não seguirmos os exemplos de Nosso Senhor Jesus, não seremos seus discípulos, pois, alguém somente pode amá-lo, se o imitá-lo e seguí-lo. Se alguém está em Cristo, então este alguém deve seguir os Seus exemplos (João 15). O apóstolo Paulo disse aos coríntios: «Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo» (1Co 11.1). Cristo é o Caminho, ao mesmo tempo em que é o Pioneiro deste Caminho (Jo 14.6; Hb 12.2). Precisamos conhecer realmente o poder da fé, e cultivá-lo.

    Portanto, Jesus Cristo, sendo o Messias prometido pelos profetas, pôde fazer muitas e muitas maravilhas entre os homem. Como autêntico homem, dotado pelo poder do Espírito Santo, Cristo realizou com êxito o Seu ministério redentor. Ele não era Deus, mas homem,  era  «Filho de Deus», sim Ele era é Deus como «Pai» (João 10.30). Qualquer homem em Jesus Cristo, pode também realizar muitas e muitas maravilhas e milagres, no entanto  que seja autêntico discípulo de Cristo e que possa andar e viver nas virtudes que Ele ensinou aos seus discípulos.

         

      

  

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 By:  David Pereira Tiburcio Filho