Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas ( isto é, oito ) almas se salvaram pela água (I Pedro 3.20).
 

 

 

 Ü Batismo em Água

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Ü Ceia do Senhor Jesus

Ü Pessoa de Jesus, o Messias

 
 
 
 
 

                     O  Batismo e a Aliança                     

           

    Para que possamos entender inteiramente a Doutrina do Batismo, a mesma deve ser vista como parte integral do plano único da Salvação, traçado pelo Senhor Jeová. Logo, devemos primeiramente colocar o batismo dentro da moldura da Aliança. Nesta conexão, notamos como o N.T. encontra no batismo paralelos fundamentais com as três maiores administrações do pacto do Antigo Testamento.

   a) Pacto Noaico: - O paralelo com o pacto noaico é salientado em 1 Pedro 3.18-22. As águas do dilúvio afogaram os ímpios, enquanto, que Noé e sua família, seguros na arca, foram postos num mundo novo. Assim como a obediência de Noé às instruções de Jeová, no tocante ao dilúvio, foi um testemunho da sua fé antes do dilúvio, assim também ao passar pelas águas do batismo é um testemunho alusivo à nossa fé, como meio de salvação em Cristo Jesus; Fé esta que tínhamos antes de sermos batizados (compare o vs. 20 com o vs. 21). O dilúvio foi o tipo; o batismo foi o antítipo. A arca foi o tipo; e Cristo é o antítipo. O batismo, portanto, representa para nós o estabelecimento do novo pacto e de nossa entrada pessoal nos benefícios da Nova Aliança.

   b)  Pacto Abraâmico:- O paralelo com o pacto abraâmico se centraliza na circuncisão. Há duas linhas de ensino no Novo Testamento.

   a.b) A significação espiritual da circuncisão: Paulo diz que esta é uma circuncisão não feita por mão (Col 2.11). No A.T., a circuncisão era o sinal de que o israelita estava em relacionamento pactual com Jeová (Gên 17.11). Simbolizava a remoção ou separação do pecado e tudo quanto era imundo. Assim o cristão verdadeiro, segundo a Nova Aliança, passou por uma «circuncisão espiritual», a saber; o despojar do corpo da carne (despojar da natureza carnal). Trata-se de um ato espiritual, mediante o qual Cristo remove nossa velha criação, irregenerada e rebelde, e nos comunica a vida espiritual o ressurrecta de Cristo (Col 2.12-13); é uma circuncisão do coração (Deut 10.16; 30.6; Jer 4.4; 9.26; Rom 2.29).

    b b) O que a circuncisão era no pacto com Abraão é o batismo para o verdadeiro cristão: Isso é indicado pelo uso da palavra “selo”, onde em Romanos 4.11, a circuncisão é chamada de «selo da justiça da fé». A relação entre a circuncisão e o batismo, é deixada explicada em Colossenses 2.11,12. Os crentes em Cristo desfrutam da realidade da qual a circuncisão era a figura do batismo em água. Essa realidade é denominada «a circuncisão de Cristo»; ela é espiritual, não por intermédio de mãos; produz um efeito completo, pois trata do «despojamento do corpo da carne» (despojar da natureza carnal); e teve lugar por meio do batismo espiritual, mediante o qual os crentes em Cristo são levados a um contato vital com a morte e ressurreição de Cristo, pessoalmente apropriado mediante a fé no poder de Deus, simbolizado pelo batismo em água. Por conseguinte, a circuncisão era um rito de iniciação de que o israelita estava em relacionamento pactual com Yahweh, de modo que o batismo em água é o símbolo da entrada para o Novo Pacto. Assim, uma vez mais, o  batismo aparece na entrada da Aliança, e isso é ensinado a fim exibir a unidade do modo de Jeová tratar com os Seus Pactos. De acordo com o ensino de Paulo, o batismo toma o lugar da circuncisão na Nova Aliança (Col 2.11,12). Vede o artigo sobre «A Circuncisão e o Batismo em Água».                  

  c) Pacto Mosaico:- O paralelo com o pacto mosaico ocorre em 1 Coríntios 10. O que Paulo aceita de forma subentendida é que antigo pacto possuía paralelos aos do novo, quanto às ordenanças. A Ceia do Senhor Jesus foi prefigurada no comer do Maná e no beber da Rocha (v.4), e batismo foi prefigurado na Nuvem no mar. O batismo israelita simboliza a separação: A passagem pelo mar separou-os dos egípcios; a Nuvem separou-os para Yahweh.

  Pedro apresenta o batismo como o escape do verdadeiro cristão do julgamento e a transição do mesmo para o Reino de Cristo. Paulo ligando-o com a circuncisão, mostrou que o batismo é a entrada do desfrutamento dos poderes do Novo Século. É claro que não se depende do sinal externo, mas, deve haver uma «vida de obediência».

  O símbolo (batismo) aponta atrás, para os poderosos atos de Nosso Salvador Jesus Cristo, e aponta para frente, para uma vida de fé obediente. Na Aliança única de Jeová, agora finalmente expressa, o batismo em água, como símbolo, cumpre tudo o que era simbolizado pelas anteriores ministrações iniciatórias.

       

        

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 By:  David Pereira Tiburcio Filho