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Batismo em Água
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Bênçãos associadas
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Ceia do Senhor Jesus
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Pessoa de Jesus, o Messias
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O Batismo em Água é um dos canais prescritos para recebermos as bênçãos
divinas. É claro que isto depende de muitas coisas, as quais verificaremos
abaixo. Assim falamos, isso porque o batismo em água é uma ordenança de
Cristo (bem como também a Santa Ceia), à sua Igreja, logo, não é uma ordem
"vazia", "sem valor", todavia, é um dos sinais simbólicos que evidenciam a
nossa posição em Cristo Jesus. Uma das bênçãos associadas ao batismo em
água, é principalmente o «Dom do Espírito Santo», isto é, o «falar em outras
línguas». Por exemplo, por ocasião do batismo de Nosso Senhor Jesus, foram
unidos «o batismo em água» com «o batismo no Espírito Santo». Vê-se que
Jesus somente foi ungido com Espírito Santo, depois de ter sido
batizado em água. Nisto se constitui com um dos padrões das bênçãos
batismais no N.T.. O dom do Espírito Santo está intimamente associado com o
batismo em água. Ao julgar pelos exemplos bíblicos, o dom do Espírito Santo
era dado ao convertido, após o batismo em água: «Arrependei-vos, e cada de
vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados,
e recebereis o dom do Espírito Santo» (At 2.38). O que se vê
aqui, é que o «arrependimento», «o perdão dos pecados» e «o batismo em
água», são uma das condições prévias para o recebimento do dom do
Espírito Santo. O dom do Espírito Santo no batismo confirma a Presença
de Jesus Cristo no convertido. A incorporação no Corpo de Jesus Cristo é
efetuada pelo batismo espiritual, simbolizada pelo batismo em água, e
confirmada e selada pelo dom do Espírito Santo. Nisso, o falar em línguas,
é a comprovação externa, do recebimento do dom do Espírito Santo (Atos
19.6). Veja bem, estamos falando do «Dom» do Espírito Santo, o falar em
línguas, conforme é salientado por Paulo no capítulo 12 de 1 Coríntio, e não
propriamente do Espírito Santo, o qual a pessoa recebe no ato da conversão.
Mas em tudo isso, vale ressaltar de que embora o N.T. até certo ponto
padronize o dom do Espírito Santo, com a prática do batismo em água,
todavia, Deus opera como quer, essa é a verdade. Portanto, a regra
neotestamentária, neste caso, pode ser alterada, se Deus assim o quiser.
No caso de Paulo e de Cornélio (seus parentes e amigos mais íntimos), o
Dom do Espírito Santo precedeu o batismo em água (At 9.17,18; 10.44-48).
Todavia, isto não muda o padrão divino (mas, é bom não esquecermos, que Jesus
Cristo, operar como quer) para o recebimento do dom do Espírito Santo,
pois nestes dois casos, existem sólidas razões que explicam, por que isto se
sucedeu.
No caso de Paulo, o batismo do Espírito Santo precedeu o batismo em água,
porque a conversão de Paulo fora totalmente real, genuína, inquestionável, pois
ele tinha tido um encontro maravilhoso com Jesus (At 9.5). Como sinal de sua
conversão, vemos Paulo submetendo-se à vontade de Jesus, «que queres que faça»?
(vs.6), «jejuando» (v.9), «orando» (vs.11), «tendo visão» (vs.12), «era um vaso
escolhido por Jesus» (vs.15), e finalmente foi chamado de «irmão» por Ananias
(vs.17), sendo assim, o recebimento do Espírito Santo, confirmou a Ananias, tudo
àquilo que Jesus havia lhe falado. Não podemos nos esquecer de que Paulo era um
terrível perseguidor da Igreja de Cristo, pois o próprio Ananias havia relutado
com Jesus a respeito da conversão do apóstolo (vss. 13 e14). Assim, ao ser
«cheio do Espírito Santo», foi a confirmação cabal da sua conversão, que já
havia ocorrido três dias antes. Depois da restauração da vista, Paulo foi cheio
do Espírito Santo e batizado em água (vss. 17,18). Ainda que Lucas não diga
especificamente que Paulo «falou em outras línguas» quando foi cheio
do Espírito Santo, porém, é justo admitir que sim (1 Cor 14.18).
No caso de Cornélio; como até então nenhum gentio havia se convertido a
Cristo, pois os judeus consideravam que a salvação era dada somente a eles.
Evidentemente, Pedro e os demais judeus (que estavam com ele na casa de
Cornélio) precisavam de um sinal convincente, que pudessem testificar de que a
salvação também fora estendida aos gentios, para que assim fizessem o batismo.
Pedro e os demais judeus que o acompanhavam, precisavam de um sinal que
aquietasse as suas dúvidas e que confirmasse a salvação de Cornélio e os seus
amigos, para daí serem batizados. «Ainda Pedro falava estas cousas quando caiu
o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a Palavra. E os fiéis que eram da
circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios
foi derramado o Dom do Espírito Santo; pois os ouvia falando em línguas e
engrandecendo a Deus. Então perguntou Pedro: Porventura pode alguém recusar a
água, para que não sejam batizados? E ordenou que fossem batizados em nome de
Jesus Cristo» (Atos 10.44-48a). Portanto, era preciso que Cornélio e os da sua
casa fossem batizados no Espírito Santo, antes de serem batizados em água, pelos
motivos já vistos, senão Pedro não ordenaria para que fossem batizados em água.
O dom do Espírito Santo é ligado ao Batismo em Água em João 3.5 (?);
Atos 2.38; 9.19,18; 10.47; 2 Co 1.22; Efésios 1.13; Tito 3.5. O Espírito Santo
acha-se presente no batismo em água, e é Ele Quem opera as operações
simbolizadas e seladas pela água (1 Co 12.13; Tito 3.5), semelhantemente Ele
é o mesmo Dom prometido em Atos 2.38. A filiação é também outra bênção
principal associada ao batismo.
Muitos nos dias atuais, não crêem que as bênçãos divinas estão associadas ao
batismo em água, acham ainda que elas não ocorrem desta maneira; isto é porque
desconhecem a profundidade espiritual do batismo em água. Sabe-se que realmente
as bênçãos de Jesus acompanhavam à Sua Igreja nos dias do N.T. É verdade que em
nossos dias, estas bênçãos não mais ocorrem em associação com o batismo, porém,
esta causa pode ser explicada por dois motivos principais e essenciais que
faltam no batismo em água, que atualmente é administrado, a saber: 1)
Falta de «fé» na importância (por desconhecerem o seu valor) do batismo (Rom
14.23; Cl 2.12; Heb 11.6) e, 2) Porque a fórmula batismal está
totalmente incorreta, pois o convertido tem que ser batizado «em nome de
Jesus Cristo» e não no nome de uma falsa Trindade, Isto é, no nome do Pai e
do Filho e do Espírito Santo (At 2.38; 8.16; 10.48; 19.5; 22.16).
Evidentemente, nenhuma bênção de Cristo pode estar ligada ao batismo em água,
por falta destes dois motivos, resumimos; pois este «não é de maneira alguma
um batismo cristão».
Todas as bênçãos da Nova Aliança são frutos da morte e ressurreição do
Senhor Jesus Cristo. Estas bênçãos ou benefícios são alcançados mediante o
batismo espiritual, simbolizado pelo batismo em água. Jesus deixou o batismo
como um dos canais prescritos para alcançarmos estas bênçãos e o Dom do Espírito
Santo é a sua confirmação (Isaías 59.21). É verdade que o batismo não é um
rito mágico, as bênçãos somente são desfrutadas com o batismo
«verdadeiramente bíblico» e mediante a atividade da «fé obediente» que segue o
rito. Isto é manifesto em Romanos, onde Paulo ensina sobre o verdadeiro
batismo, isto é, o batismo espiritual 6.1-11. O tópico ali é a obrigação que
temos de viver em «santidade prática». Paulo primeiramente afirma que o batismo
efetuou (isto é, o batismo espiritual, a realidade, do qual o batismo em água é
o símbolo, pois nestas passagens também está incluído o batismo em água) o «uma
união com Cristo em Sua morte e ressurreição, de tal modo que, para o
convertido, houve realmente morte no tocante ao pecado e uma nova vida de
justiça (vs.4)». A seguir Paulo explica como deve ser desfrutadas
experimentalmente esta morte e esta vida: O crente em Jesus Cristo deve
considerar-se «diariamente morto e vivo», isto é, pela atividade de uma fé
obediente e preciosa (v. 11; Atos 5.1-10; 8.13,18-24). O batismo em água
ratifica o nosso compromisso de lealdade e submissão a Cristo Jesus, para uma
vida de santidade. Por outro lado, o batismo expressa simbolicamente a Obra
Redentora de Cristo, de modo que ele aponta de volta a este Glorioso Sacrifício
e ao mesmo tempo para frente, para uma vida de obediência, caracterizada «pela
fé». Portanto, as bênçãos não operam automaticamente no batismo, mas sim, de
acordo com tudo aquilo que falamos acima. Agora, é bem salientado que o batismo
em água, sem o batismo espiritual (ver sobre o Batismo Espiritual), de nada
adianta. A nossa verdadeira união com Cristo, somente acontece pelo «batismo
espiritual», e não especificamente pelo batismo em água, pois este é somente o
símbolo daquele, que é a realidade espiritual. É claro, porém, que o batismo em
água tem o seu valor, mas dentro de seu devido lugar. Somente poderá dar ao
batismo em água o seu devido valor, somente aquele que nasceu de novo (João
3.3-15), aquele que recebeu o «batismo espiritual» e aquele que reconhece à
ordem de Jesus a respeito do batismo. Reiteramos, aquele que recebeu e conhece o
batismo espiritual, passa a saber o que representa para ele o batismo em água.
NÃO SE ESQUEÇA, de nada adianta alguém ser batizado em água, mas se não
desfrutou e nem recebeu o BATISMO ESPIRITUAL. Se alguém não morreu e
ressuscitou com Cristo, pelo Batismo Espiritual, para que serve o batismo em
água? Resumindo, o batismo em água não salva ninguém, ele é o cumprimento do
dever de cada verdadeiro cristão, depois que este vier a experimentar o Batismo
Espiritual (Rom 6.3-11). Analise atentamente o que significa «Batismo
Espiritual», na página que traz este mesmo título. Lá, o amado irmão verá as
profundíssimas realidades espirituais que envolvem o Batismo Espiritual. O
Estudo que temos passado a esse respeito, ainda que profundo, no entanto, faltam
muitos detalhes, os quais enobrecem a nossa alma. Mas dentro do possível,
segundo a sabedoria do Espírito Santo, estaremos transmitindo com alegria as
grandes maravilhas que envolvem a nossa união com Cristo, que é o principal
tema, onde está alicerçada a nossa salvação. Pedimos a você, querido irmão, que
nos ajude em oração, para que assim possamos passar aquilo que o Espírito Santo
nos ensinar. Afinal, esta Obra é dEle.
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