Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (I Timóteo 2.5)
 

 

 

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Ü Ceia do Senhor Jesus

Ü Pessoa de Jesus, o Messias

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à A encarnação do Logos divino

à Sua origem celestial

à Foi Ele homem e também Deus?

à Autêntica natureza humana

à Encarnação e as  limitações

à Poderoso em perdoar pecados

à O aperfeiçoamento de Jesus

 

 
 
 
 
 

                                                                                                 

       Este é o site que proclama a voz do Espírito Santo

                                          

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    As pessoas ficam chocadas ao verem que Jesus não sabia tudo. Neste artigo, vamos ver duas passagens conhecidas que mostram as limitações que Jesus tinha e que Ele era menor que o Pai, a saber:

    «Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai» (Mat 24.36). Para muitos, essas são algumas das palavras mais difíceis de entender que Cristo proferiu. A dificuldade não está em sua interpretação, pois o sentido é perfeitamente claro; o problema está em sua aceitação. Alguns comentaristas não podem concluir à limitação dos conhecimentos de Jesus Cristo. A aceitação dessas palavras se torna difícil porque não entendem o verdadeiro sentido da encarnação e, suas limitações. Outrossim, o pior ainda, é porque acham que Jesus é a segunda pessoa da Trindade, como o Filho eterno de Deus e que as suas limitações o colocam com um Deus menor que o Pai.

    Na sua encarnação, o Deus Altíssimo se esvaziou de todos os seus atributos e prerrogativas divinas, de sua natureza, tornando-se um autêntico homem, assumindo a forma de servo (Filip 2.6.7). Por conseguinte, quem se encarnou foi o próprio Deus Altíssimo, e não um Filho eterno. Ele na verdade, na sua encarnação assumiu a posição de Filho de Deus. Como homem, fazia-se que os seus conhecimentos fossem limitados, o que é natural. Quando se fala de Jesus Cristo e de sua Missão Salvadora a este mundo, se fala de um homem Especial, poderosamente espiritual, impecável, do Céu, o Messias e não de Deus. Jesus não possuía duas naturezas, uma divina e uma humana, mas unicamente uma natureza, a humana e, isto está bem claro em todo o Novo Testamento. Agora, compreendermos de maneira clara a encarnação do Logos é impossível, enquanto estivermos neste mundo. É evidente, porém, que o Deus Verdadeiro o qual servimos, não é de modo algum, uma Trindade. Ele é exclusivamente "UNO".

    Se Jesus dissesse que sabia tudo, daí seria razão em não aceitarmos as suas palavras e negarmos a sua humanidade. Não passaria de um Cristo docético, ou seja, que não era homem verdadeiro, mas apenas parecia sê-lo, era uma «aparência» de homem. Infelizmente é esta posição aceita e defendia em nossos dias. Jesus veio a este mundo como homem, revestido das limitações humanas, tendo vivido e morrido como homem. A encarnação exigiu que ele se limitasse em seus poderes, incluindo o atributo do conhecimento; e tudo isso foram limitações auto-impostas; não obstante, foram limitações perfeitamente reais, o que mostra que Jesus disse a verdade ao declarar que não sabia o tempo de sua própria parousia, isto é, de sua segunda vinda. Contudo, se naquela ocasião Jesus não sabia, evidentemente agora depois de sua ressurreição, ele o saiba (Mat 28.18). Todas as limitações persistiram até a sua ressurreição, depois disso, a sua natureza humana (Filho) se uniu a sua natureza divina (Pai), de modo que agora ele é o Deus-homem, e uma única pessoa.

*   «...Nem o Filho...». Devemos aceitar literalmente está declaração de Jesus, não dependendo de interpretações desonestas, que a suavizam. Ele não poderia ter sofrido se sua humanidade não fosse igual à nossa. Ele tinha um conhecimento imperfeito, a fim de que como homem, pudesse depender do Espírito Santo, assim deixando-nos exemplo:

    «...porque o Pai é maior do que eu» (João 14.28). «Palavras de tal natureza mui naturalmente têm servido de fulcro de grandes controvérsias, centralizadas em torno da natureza da pessoa de Cristo, e têm participado de polêmicas históricas, desde os primórdios da igreja cristã neste mundo, continuando a servir de motivo de debates até os nossos próprios dias» (R.N.Champlin).

    Alguns empregam essas palavras, com o pretexto de afirmar que Jesus é menor de  que Deus Altíssimo. De que como Filho de Deus, no seu estado eterno sempre foi menor que o Pai. Que embora Cristo fosse divino, no entanto, não possuía aquela modalidade divina que o Pai possuía.

    Outros dizem que, a frase compara o ofício e funções, não o mérito e dignidade, das duas pessoas da Trindade. Que não há aqui nenhuma referência à criação do Filho com a implicação de sua inferioridade ao Pai.

    Frisamos mais uma vez, quem se encarnou não foi um Filho de Deus pré-existente, uma suposta segunda pessoa da Trindade, pois o conceito de que existe uma santa Trindade é antibíblico e supérfluo. O Logos que se encarnou, foi o próprio Deus Altíssimo e não uma pessoa distinta dEle.

   O ponto anterior que acabamos de ver, o qual Jesus não sabia o dia de sua vinda, demonstra à limitação ao conhecimento que Ele tinha (como homem), em seu Ministério Público. No ponto que agora estamos tratando, Jesus enfatiza a sua inferioridade diante do Pai; «... Pois o Pai é maior do que eu».

    É explicitamente claro, que como homem, enquanto estava aqui na terra, Jesus era inferior ao Pai. Está inferioridade fala especialmente da sua natureza humana. Uma vez em que em nada se  implica em sua natureza divina, visto que essa natureza é aquela que ele próprio tinha como Pai. Em sua natureza divina «era Pai» e em sua natureza humana «era Filho». Mesmo sendo um homem de um tremendo desenvolvimento espiritual, como foi Cristo, em natureza humana, é o óbvio que era inferior a do Pai, a divina.

    Verdadeiramente, a inferioridade de Jesus Cristo, em sua Missão, é um fato relevante nas escrituras (Isaias 42.1-9; 53 João 3.16.173; 1cor 3.23,113, etc.). Essa inferioridade é vista na forma de subordinação. Uma aparente contradição a isso se vê na expressão «Eu e Pai somos um» (João 10.30). Esta unidade não é somente uma unidade de propósitos, desígnios, de planos e vontade, mas, contudo, de «natureza». Essa unidade de natureza, não significa de maneira alguma em uma distinção de pessoas divinas. A distinção de pessoas divinas, somente existe na ideologia humana. Dentro da esfera espiritual e celestial, essa distinção não existe. A Trindade é uma pura ideologia humana. Essa falsa ideologia é que tem causado a maior catástrofe no credo de um cristianismo trinitariano, que não é bíblico, mas antibíblico e pagão, pois o Deus dos verdadeiros cristãos é UNO.

    Uma aparente distinção de pessoas se deu entre a natureza humana (Cristo o Filho) e  a natureza divina (Deus o Pai). Esta aparente distinção se limita ao nosso raciocínio humano, em nosso baixo nível de compreensão espiritual. Aliás, sabemos pelas palavras do próprio Jesus que «Deus é espírito» (João 4.24); e quem é que pode definir a composição do espírito, no que consiste o espírito?

    Os estudiosos dizem equivocadamente que Cristo na eternidade futura, continuará assumindo uma posição de inferioridade, apesar de compartilhar da mesma natureza com o Pai. Quedamos admirados, diante destas palavras, ao vermos o grandíssimo estrago que a Doutrina da Trindade tem feito nas mentes dos homens. Até mesmo os mais brilhantes intérpretes de nossos dias têm infelizmente caído no calabouço dessa heresia.

    A idéia de que continuará assumindo uma posição de inferioridade, na eternidade futura, corroboram em seriíssimos erros, no que concerne a respeito da pessoa de Cristo, pois faz com que a sua posição seja ridicularizada, e ao mesmo tempo contradiz a outra posição, que é o «conhecimento», ou seja, se essa inferioridade de Cristo ao Pai continuará na eternidade futura, como alguns têm afirmados, então todos os seus atributos divinos bem como, por exemplo: «o conhecimento da sua segunda vinda», Ele não tem. Outrossim, Jesus ainda não sabe o dia da sua segunda vinda.

    O que precisamos entender e aprender é que, enquanto exercia a sua Missão aqui na terra, Cristo, como homem que era, estava limitado (isto já falamos), não sabia tudo e por isso era inferior ao Pai. Exemplificando, Jesus de Nazaré, não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo, pois era homem e não Deus. Todavia, esta limitação que tinha aqui na terra, hoje Ele não mais a tem. Após a sua ressurreição, estas limitações deixaram de existir. (Mat 28.18). Assim como hoje ele sabe o dia de sua vinda, coisa que realmente não sabia, enquanto estava neste mundo, o mesmo se sucede com a sua inferioridade em relação ao Pai, isto é, nada de inferior há em Cristo (em nossos dias), em relação ao Pai, visto que Ele é o mesmo Pai, e não uma pessoa distinta do mesmo (João 10.30).

    Nota. Deixamos bem claro, de tudo que falamos sobre a pessoa de Jesus Cristo como às suas limitações, e que jamais usou a sua divindade e que ele fez tudo apenas como homem, ungido com poder e com Espírito Santo, não estamos, “apequenando” Jesus, de maneira alguma. O que realmente estamos fazendo é transmitir a verdade como ela é, sendo honestos com a realidade, de que Jesus de Nazaré foi um autêntico homem, Ele era o Messias prometido, ele não se tornou Messias com a unção do Espírito Santo, como afirmam alguns, já nasceu como Messias, já era o Messias antes de seu ministério público.

    Defendemos enfaticamente a Bíblia no que tange a autêntica humanidade de Jesus Cristo (1 Tim 2.3), e esta defesa não consiste apenas naquelas necessidades que são de caráter humano como sede, cansaço, sono, fome etc., e na sua morte (ressurreição), mas também, que todos os milagres, sinais, curas e perdão de pecados, Cristo realizou como homem e não como Deus, ou porque ele era Deus. Atribuir estas maravilhas à sua natureza divina é considerá-lo um Cristo «docético» (grego dokeo que significa «parecer»), ou seja, que ele era «aparentemente humano». Infelizmente, é este o conceito aceito pelos cristãos em geral. Pois, não conseguem aceitar que como homem, Cristo tenha feito tantas coisas gloriosas neste mundo. E interessante que essas mesmas pessoas, aceitam que Jesus tenha morrido como Salvador da humanidade, como homem. Ora, a parte mais importante e mais difícil de sua Missão foi a cruz. Se a cruz ele suportou como homem, foi na cruz que ele foi transpassado pelas nossas transgressões, e moído pelas iniqüidades; o castigo que nos trás a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (Isaías 53.5), que morreu para nos dar o perdão, para nos redimir dos nossos pecados, tornando-se o nosso Eterno Salvador e Redentor nos dando a Vida Eterna; se tudo isso ele fez como homem, sendo homem, e aceitamos sem questionar, porque não aceitar que Ele perdoava pecados? Ou que operava milagres? Como Messias e não como Deus?

    Em Jesus de Nazaré, o Cristo, não havia nenhuma fusão da natureza a divina e humana, mas unicamente a natureza humana. A natureza divina estava realmente nEle, mas caracterizada pelo poder do Espírito Santo. O Espírito Santo operava em Jesus do mesmo modo que atua em nós. Como homem ele se identificou inteiramente conosco, com exceção de sua impecabilidade, pois nEle não havia pecado algum, isto o permitiu perdoar pecados, bem como fazer expiação pelos pecados da humanidade. Ele era o Cordeiro sem defeitos, imaculado (João 1.29).

    Como o Messias de Yahweh, Cristo em sua Missão Salvadora, superou todas as expectativas a seu respeito, e muito mais do que todas as personagens no A.T, que eram tipos de Cristo, como Abraão, Moisés, Josué, etc.

 

 

 

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 By:  David Pereira Tiburcio Filho