

Qual é a diferença entre o batismo de João e o batismo cristão?
Analisando-os, dá para perceber que ambos são bastante diferentes. Vamos
abordar neste artigo, a questão da fórmula batismal. O principal diferencial
entre os dois batismos está na
fórmula batismal.
No batismo de João, nenhuma fórmula é usada no ato do batismo, por outro
lado, para o batismo cristão, Jesus ordenou que os novos
convertidos deveriam ser ensinados e depois batizados no «...Nome...» (Mat 28.19). O batismo de
João era o de arrependimento, era um rito de preparação, confirmando
o arrependimento, e, prontidão para a vinda do Messias (Luc 3.8). João não
invocava algum «nome» sobre a pessoa que estava sendo batizada; o seu
estandarte era o arrependimento. Lembrando que o batismo cristão, embora
inclua o arrependimento, que é o fator principal e necessário, no entanto, também simboliza
profundamente a nossa união e identificação com Jesus em sua morte,
sepultamento e ressurreição, algo que o batismo de João não antecipara. Veja
sobre o
Batismo Espiritual
e sobre
Simbolismos do Batismo.
Segundo a ordem registrada em Mateus 28.19, têm os cristãos atuais batizados
os convertidos, empregando a frase; «...em nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo». Porém, ocorre que a Igreja Primitiva não seguiu a ordem registrada em
Mateus 28.19. Ao invés de batizar os convertidos a Cristo em «nome do Pai e do
Filho e do Espírito Santo», batizavam em «nome de Jesus Cristo», ou
empregando uma variante, ou seja, em «nome do Senhor Jesus» (Atos 2.38; 8.16).
Por que é que a Igreja Neotestamentária, não batizava em nome do Pai e do
Filho e do Espírito Santo? Estaria ela desobedecendo a ordem de Jesus? Será
que Jesus realmente ordenou que os seus discípulos que fizessem o batismo na
fórmula trinitariana, ou seja, “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”?
Como conciliar este grande conflito? Por isso, examinaremos a ordem que está em
Mateus 28.19, comparando-a com alguns textos que registram o batismo praticado
pela Igreja de Cristo nos dias do N.T.; vejamos abaixo:
1. Jesus não ordenou aos apóstolos que o «arremedassem» ou
«repetissem» o estava lhes ensinando, isto é, Ele não mandou que
empregassem a frase «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo»! Por
exemplo, a maioria dos evangélicos, pentecostais ou neopentecostais, impõem o
batismo usando as mesmas palavras descritas em Mateus; ou seja, eu te batizo
«...em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo», e, outros ainda mais
desavisados, efetuam o batismo assim «em nome de Jesus, te batizo em nome do Pai
e do Filho e do Espírito Santo». Destes dois exemplos, qual é o batismo correto?
Infelizmente ambos estão totalmente incorretos.
a) Se de fato Jesus ordenou (que não é nada e nada provável) que os
Seus discípulos batizassem em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
Ele não estaria insinuando para que empregassem esta mesma frase, ou
seja, neste caso estaria Ele pedindo-lhes que invocassem o «Nome» do Pai e
também o do Filho.
Qual é o «nome» do Pai? A propósito, não é Jeová? Qual é o «nome» do
Filho? Porventura, não é Jesus? Agora que sabemos que o «nome» do Pai é
Jeová e, o do Filho Jesus, fica fácil de entendermos de que Jesus
estava ensinando para que empregassem o nome «Jeová» (isto é, do Pai) e o nome
«Jesus» (isto é, do Filho), e não para que o imitassem, repetindo a frase
«em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo»; como fazem atualmente os
cristãos, que ainda enfatizam que estão corretos e de acordo com a Bíblia!!!
Todos os que foram batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
verdadeiramente foram batizados sob «títulos» e não em algum «Nome».
Este não é o batismo cristão.
b) O termo Pai não é um «nome», estritamente falando, mas sim
um «título», portanto, é de caráter generalizado. O mesmo se dá com o termo
«Filho». No caso do Espírito Santo, o mesmo também não é um nome.
Compare:
Em nenhum texto do N.T. (nem muito menos no A.T.), está registrado de que
alguém tenha empregado a expressão «em nome do Espírito Santo», para delegar
autoridade, e nem tão pouco Jesus deu este tipo de ordem; a ordem que Ele deu
aos seus discípulos é esta; que fizessem tudo em «Seu Nome» (Luc 24.47;
João 14.13; 20.31; Atos 3.6,16; 4.10; 16.18; Efés 5.20; Col 3.17, etc.). Por exemplo,
é correto expulsar espíritos malignos com a expressão «em nome do Espírito
Santo», ou até mesmo curar enfermos empregando esta mesma expressão? Você já fez
assim alguma vez? Existem somente «dois nomes de Poder» , que são: «Jeová» e
«Jesus», fora disso é completamente inútil à invocação de títulos. De
acordo com esta realidade, o batismo «em nome do Espírito Santo» é totalmente
«sem sentido», fora do regulamento cristão e da bíblia.
c) «...em nome Pai e do Filho...». De modo que já temos visto,
os termos «Pai» e «Filho» são na verdade, apenas ‘títulos’ e, com isso,
não expressam nenhuma autoridade, quando empregados. Porventura, você tem
expulsado os espíritos malignos ou ministrado a cura dos enfermos, empregando a
frase «em nome do Pai», ou ainda «em nome do Filho»? Ao invés de empregar as
frases «em nome de Jeová» e «em nome de Jesus»? Evidentemente que não, pois a
expressão comumente empregada é «em nome de Jesus Cristo».
Ao analisarmos conscientemente a fórmula trinitariana para o batismo, ficamos
cada vez mais horrorizados: Primeiro: Mesmo que o batismo fosse realizado
desta maneira; «em nome de Jeová e de Jesus e do Espírito Santo», ainda assim,
estaria totalmente incorreto, pois não há uma Santa Trindade, não há três
Deuses, conforme ensina a doutrina trinitariana. Segundo: Fazer o
batismo impondo a frase «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» sobre a
pessoa, é catastrófico, insignificante e de caráter plenamente pagão. Esta era
uma das reformas que Lutero deveria ter feito, isto é, ensinar o batismo em Nome
de Jesus Cristo, e ensinar que a Bíblia não ensina a crença em três
personalidades distintas, lamentavelmente ele não fez essa reforma, a doutrina
que é o centro do cristianismo, nisso podemos afirmar que tanto Lutero, como o
próprio protestantismo continuam na doutrina romanista. É bom destacarmos que
Lutero fez uma grande Reforma, mas uma Reforma bem parcial.
É bastante claro que ao dizermos faça isso ou aquilo em «nome
do pai»; alguém irá nos perguntar; em «nome do pai de quem?» Na verdade, isso
seria uma atitude comum e necessária, de alguém que busca a identidade do pai
ao qual estamos nos referindo, ou ainda esse alguém poderia perguntar-nos; «qual
é o seu nome?» Logicamente após alguém saber o nome do pai, a quem estávamos nos
referindo, essa pessoa, ia realmente empregar o Nome deste pai; exemplo: José,
Pedro, Carlos etc. É bom lembrarmos ainda, que Jesus classificou o diabo como
sendo o «pai da mentira» (João 8.44). Ao fazermos o batismo «em nome do Filho»,
por acaso, temos dito alguma palavra que possa realmente identificar este
Filho? Filho de quem? Imaginemos juntos alguém invocando sobre nós no ato do
batismo a fórmula; «Eu te batizo em nome do Pai (Pai de quem, um pai anônimo?) e
do Filho (Filho de quem, um filho também anônimo?) e do Espírito Santo (Um
Nome?). Por conseguinte, o batismo expressado desta maneira não é bíblico.
O que os cristãos atuais fazem é tão somente «imitar», «repetir»
e «arremedar» a expressão registrada em Mateus 28.19.
Por que a Igreja Primitiva "não batizou sequer uma pessoa" na fórmula
trinitariana?
Alguns
dizem que irão seguir a fórmula batismal que está em Mateus 28.19, argumentando
de que temos ali uma ordem dada diretamente por Jesus. Em outras palavras, «eu
vou ficar com as palavras de Jesus». Para tais pessoas somente o texto de Mateus
é que a igreja deve seguir, em detrimento dos demais textos bíblicos que tratam
sobre o batismo. Algumas pessoas tem nos perguntado com certa surpresa por que é
que ensinamos o batismo em «nome de Jesus Cristo» e não em «nome do Pai, e do
Filho e do Espírito Santo», conforme Jesus ensinou os seus discípulos. Amado, é
preciso tomar cuidado com aquilo que tentamos defender, tendo em vista uma
suposta verdade. Veja bem, se prestarmos lealdade somente para ordem de 28.19 de
Mateus, isso não prova que estamos defendendo a verdade, aliás, muito pelo
contrário, claramente estamos negando a inspiração divina dos textos bíblicos,
que tratam do batismo. Proceder desta maneira não significa uma defesa bíblica,
muito pelo contrário, significa uma depreciação bíblica.
Defender o batismo trinitariano com base em Mateus, significa ignorar por
completo o batismo realizado pela Igreja Primitiva. Sendo assim, tal
posicionamento deixa subentendido que o registro de batismos realizados pelos
primeiros cristãos (conforme registrado no livro de Atos), nada representam,
como se todas as passagens do referido livro fossem apenas mais alguns registros
da história cristã, sem a devida inspiração divina. Uma história onde Cristo não
teve qualquer participação e nem teve o seu aval. Este tipo de defesa é baseado
numa «infeliz» interpretação bíblica, para no mínimo dizermos. Outrossim, além
de ignorar outros textos bíblicos que tratam sobre o assunto, vai contra aquela
idéia defendida que é: «A Bíblia é a nossa única regra de fé e conduta». Agora
perguntamos, há verdade nestas palavras? Não se vê isto nos ensinos e nem muito
menos na prática! Francamente, dizer a «Bíblia é a nossa única regra de fé e
conduta», é um conto de fada, serve apenas para consolo mental ou ainda um meio
astucioso para ludibriar as pessoas, sem qualquer veracidade. Na verdade, o que
prevalece não é propriamente o que a Bíblia diz, mas o que a minha denominação
ensina. A Bíblia é seguida parcialmente e com reservas. Geralmente, quando
algumas passagens contradizem aquilo que a nossa denominação ensina,
imediatamente procuramos ignorá-las ou usamos artifícios com o objetivo de que
tais passagens se adaptem com os dogmas de nossa denominação. Como podemos
esquecer-nos dos exemplos e práticas deixadas pela Igreja Primitiva no tocante
ao batismo, conforme estão registrados Atos 2.38; 8.16; 10.48; 19.5, etc.
Se, porventura, você vai ficar com o que o Mestre disse (Mateus 28.19), muito
bem, é assim mesmo que temos que fazer. No entanto, precisamos estar
apercebidos e ao mesmo tempo procurando saber se realmente estamos compreendendo
o que Cristo está dizendo! Também fico com as palavras de Cristo, só que
respeito e creio nos ensinamentos e na prática do batismo, conforme fez a Igreja
Primitiva. Porém, entendo as palavras de Cristo como os apóstolos entendiam;
eles não entenderam que o batismo ordenado por Jesus deveria ser
realizado em «nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo!», pois nunca seguiram
essa ordem! De
acordo com as passagens citadas acima, a expressão em nome «Pai, e do Filho e do
Espírito Santo», conforme chegou até nós, ao que tudo indica,
originalmente, não era esta.
Ou seja, houve uma alteração do texto originalmente citado pelo Senhor Jesus,
vindo a dar lugar ao texto que agora possuímos. A existência dessa possibilidade
é grande, tendo em vista os testemunhos contrários a essa regra. Podemos ainda
incluir
em nosso comentário,
o seguinte; Dos versículos que tratam do batismo, a
Igreja
não empregou
os
termos
«Pai»,
«Filho»
e
«Espírito Santo». Nenhum destes termos foram empregados pela Igreja.
Pelo fato de que tais termos não foram citados, revela-nos uma coisa, a ordem
que está em Mateus não corresponde com a ordem batismal ensinada por Jesus. Há,
um grande contraste entre estas duas fórmulas batismais. Qualquer tentativa de
harmonizá-las só pode ser feita desonestamente. Em
concordância com a prática neotestamentária do
batismo,
é de se crer que
Jesus ensinou que
o
mesmo fosse
feito
em «Seu Nome». Pois,
tudo era feito
em Seu Nome; «E tudo quanto fizerdes por palavras ou por
obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus...» (Colossenses 3.17; ver também
outros versículos como em Lucas 24.47; João 14.13; 20.31; Atos 3.6,16; 4.10,12;
5.40; 8.12; 9.14; 10.43; 15.26; 16.18; 19.13; Romanos 1.5; 10.13; I Coríntios
1.2; 5.4; 6.11; Efésios 5.20; Filipenses 2.10; II Tessalonicenses 3.6; etc.). Os
exemplos de batismos realizados em «nome de Jesus Cristo» são tão evidentes que
ignorá-los é o mesmo que chamar os primeiros cristãos de apóstatas. Isto ainda
significa dizer que, tudo o que eles fizeram não passou de um grande embuste.
Jesus havia ascendido corporalmente ao céu, no entanto, deixou a grande Promessa
do Espírito; «Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e
ser-me-eis testemunhas...» (Ato 1.8; Luc 24.49). Conforme nos relata o livro de
Atos, foi em Pentecostes que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos, os
quais estavam reunidos no cenáculo, assim, marcando o nascimento oficial da
Igreja de Cristo. Foi por causa do poder do Espírito Santo, na vida dos
presentes em Pentecostes, que os novos convertidos foram batizados em «nome
de Jesus Cristo» (Atos 2.38)! Ou foi em «nome do Pai, e do Filho e do
Espírito Santo»??? Por que é que a Igreja primitiva não era «trinitária»? É aí
que precisamos analisar. Veja bem, haviam se passados mais ou menos 10 dias,
das palavras finais de Jesus, quando houve o primeiro batismo. Agora, será que
os discípulos haviam esquecidos das palavras do Mestre Jesus? Não, não houve
nenhum esquecimento, eles
não desobedeceram à ordem
de Cristo,
não houve desvio doutrinário e nem algum mal entendido, o que realmente ocorreu
é que eles não viram nenhum tipo de trinitarismo na ordem
recebida, como
hoje é visto por grande parte dos cristãos! As palavras do Mestre ainda soavam
fortemente em seus ouvidos, estavam orando desde a sua partida, estavam cheios
do Espírito Santo, como então esquecer tal ordem? Os discípulos entenderam
perfeitamente o que Jesus ensinou, e, por esse motivo é que realizaram o
primeiro batismo do cristianismo, de acordo com o mandamento que receberam, isto
é, em «nome de Jesus Cristo»! Como o batismo está relacionado com a morte,
sepultamento e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, obviamente, deve levar
o SEU NOME, pois a nossa identificação é com ELE (Romano 6). Se Jesus realmente
ensinou o batismo em nome do
Pai, e do Filho e do Espírito Santo, conforme está em Mateus 28.19; por que
então os primeiros cristãos não seguiram essa ordem??? Essa é uma pergunta que
não devemos ignorá-la!
Pedro e os demais apóstolos não desobedeceram de modo algum à ordem do
Senhor Jesus para que o batismo em água fosse imposto em «nome de Jesus Cristo».
Muito pelo contrário, eles obedeceram estritamente à ordem do Senhor Jesus. O
que deveras aconteceu, é que a ordem atual registrada em Mateus 28.19 não era
sem nenhuma dúvida, a ordem original, dada pelo Senhor Jesus. A ordem que está
em Mateus, contraria por completo à prática Neotestamentária para o
batismo. Esta ordem que está em Mateus de batizar «em nome do Pai e do Filho e
do Espírito Santo», do ponto de vista bíblico, não existe. Se este tipo
de mandamento fosse original, pelo menos alguém teria sido batizado, segundo
este mandamento.
Repetimos, a fórmula trinitariana para o batismo, conforme
registrado em Mateus 28.19 era desconhecida pela Igreja de Cristo do primeiro
século.
Isto é ostentado pelo próprio testemunho bíblico (veja o próximo artigo).
Seriamos desonestos, abusivos e antibíblicos, «se
estabelecermos como norma Mateus 28.19» (como fazem as denominações atuais),
como fórmula do batismo e, omitirmos todos os testemunhos que a Bíblia nos
fornece e, que são claros e seguros. Se a Bíblia nos ensina a fazermos
tudo «em nome do Senhor Jesus», porventura, daria o próprio Jesus à ordem para
que os Seus discípulos batizassem «em nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo»? Cadê o Nome Jesus deste tal mandamento? A situação é ainda mais
embaraçosa, porque o termo «Espírito Santo» é tratado em Mateus como sendo um
Nome próprio, portanto, sem devido respaldo das Escrituras Inspiradas. Como
sendo uma Pessoa divina distinta de Jesus; que absurdo!!!
Verdadeiramente não cremos na ordem registrada em Mateus 28.19, como a
fórmula do batismo, pelos motivos que já temos citados. Como vamos acatar um
mandamento que se diz ser de Jesus, sendo que os Seus apóstolos não seguiram?
Teríamos que distorcer todos os textos bíblicos, que confirmam o batismo «em
nome de Jesus Cristo», a fim de impormos ‘uma ordem’ que não se pode confiar e
nem comprovar? Se a Igreja Primitiva, dos dias apostólicos, "não batizou sequer
um convertido" na fórmula «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» como
nos mostra o Novo Testamento (pois não encontramos sequer uma alusão a esse
respeito); haveremos nós de fazermos o contrário? Será que os testemunhos
bíblicos não são suficientes para nos fazer "crer", e nos "convencer", que o
batismo cristão tem que ser realizado em «nome de Jesus Cristo»? Ou preferimos a
continuar no batismo tradicional, que é antibíblico e anticristão. Não importa
há quanto tempo vem sendo realizado o batismo na fórmula trinitária, se começou
no segundo século da nossa era, isto não significa que este modo é válido. Se
realmente somos cristãos, então temos que seguir a Doutrina Apostólica, a
doutrina que eles ensinavam, e que a Igreja colocava em prática (Atos 2.38, 42;
Efésios 2.20). E a Doutrina Apostólica não ensina o batismo em nome do Pai e
do Filho e do Espírito Santo!!!
Acerca da formula batismal nos dias neotestamentários, diz o Dr. Champlin;
«Nos primeiros anos do cristianismo não era utilizada a formula trinitária, mas
o batismo em água era dado “em nome de Cristo” ou “em nome de Jesus”, que também
fica demonstrado pela referência deste versículo (1 Cor 1.13), onde não fica
subentendida nenhuma formula trinitária» (R. N. Champlin, Novo Testamento
Interpretado, Vol. 4, pág. 15)
Ao analisarmos atentamente os registros bíblicos, chegamos à conclusão que, a
fórmula batismal de Mateus 28.19, expressada pelo Nosso Senhor Jesus Cristo, é
possivelmente e indubitavelmente esta: «Portanto, ide, fazei discípulos de todas
as nações, batizando-os em meu nome». É este tipo de expressão que está
de acordo com as Escrituras Inspiradas (Atos 22.16; Rom 6.3; Col 3.17 etc.).
A
Fórmula Batismal usada pela Igreja de Cristo nos dias Apostólicos
Ao analisarmos os registros bíblicos sobre o batismo cristão, bem como a sua
fórmula, chegamos à conclusão de que o batismo em nome da Trindade era
desconhecido pelos apóstolos. Não há ao menos uma única alusão de batismo
realizado em «nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo», conforme é
registrado em Mateus. Os exemplos bíblicos atestam confiantemente de que o
batismo era realizado «em nome de Jesus Cristo», ou ainda «em nome do
Senhor Jesus» (Atos 2.38; 8.16). Os trinitarianos em vão tentam fugir dessa
realidade, apresentando argumentos infundados e contrários aos princípios
estabelecidos pelo Nosso Senhor Jesus. Na verdade tentam salvaguardar o
batismo em nome de uma tal Santa Trindade, criada pelas suas mentes. Mas não
percebem que estão cometendo um dos maiores enganos, que é o de batizar os
desinformados e iludidos convertidos «nos títulos». Lamentavelmente é melhor não
ser batizado, do que ser batizado na fórmula que os ensinadores trinitarianos
têm ensinado e batizado. Confira abaixo os exemplos bíblicos sobre o batismo:
* Os convertidos em Pentecostes (Atos 2.38, 41). Pedro em Pentecostes,
aos compungidos do coração, fez esta declaração: «Arrependei-vos, e cada de um
vós seja batizado em nome de Jesus Cristo...(v.38).
Observa-se, que Pedro não declarou para que fossem batizados «em nome do Pai e
do Filho e do Espírito Santo», mas, «em nome de Jesus Cristo». Sobre esta
declaração de Pedro, dizem equivocadamente que o mesmo não contradisse a fórmula
trinitariana para o batismo, mas que ele fez apenas uma declaração da fonte de
autoridade para o batismo cristão. Afirmam ainda que no ato do batismo
empregavam a fórmula trinitariana. Para estes, o batismo «em nome de Jesus
Cristo», servia apenas para indicar ou identificar o batismo ordenado por Jesus.
Consideramos que seus esforços são como tentar tapar o sol com a peneira. É
lamentável que esta invencionice tenha se propagado com bastante êxito entre os
cristãos. Gostaria de saber de onde tiraram essa idéia de que em todos os
batismos realizados pelos primeiros cristãos, as palavras em nome de Jesus
Cristo ou em nome do Senhor Jesus somente serviram para indicar a fonte e
autoridade do batismo e, não a fórmula?
É de responsabilidade dos mestres, dos ensinadores, dos bacharéis em
teologia, ou de qualquer estudioso da Bíblia o ensino sadio e verdadeiro da
Palavra de Deus. São eles quem deveriam ensinar a igreja aquilo que realmente
tem aprendido nos seminários, nas faculdades e principalmente na faculdade do
Espírito Santo. É preciso sermos realistas e comprometidos com a verdade, e
vermos que não há, no batismo ordenado por Pedro, qualquer tipo de idéia
trinitária. Só uma mente que ainda não experimentou a transformação que há em
Cristo Jesus, é que pode realmente introduzir o trinitarismo nas páginas
neotestamentárias, em especial, nos batismos realizados pelos apóstolos.
Sinceramente, e com respeito, esse tipo de ensino é uma pura heresia.
Aqueles que insistem no batismo trinitário devem examinar os significados do
batismo, qual é o papel do batismo, quando é tipicamente cristão.
Sabemos que muitos não aceitarão o que estamos dizendo, como é obvio, no
entanto, que isso seja provado biblicamente. Se a Igreja realmente tem
compromisso com os ensinos bíblicos, deve ela então ser cautelosa e examinar com
cuidado se o que está sendo ensinado é de cunho bíblico ou não. Fala-se tanto em
tomar cuidado com os textos isolados, no entanto, tomam Mateus 28.19, que é uma
passagem isolada, e ensinam todo o Novo Testamento com base neste versículo. É
uma grande ousadia levar conscientemente a igreja acreditar no batismo
trinitário, por meio da manipulação de passagens bíblicas. Como é que eles
conseguem manipular esta passagem (v. 38 e muitas outras) bíblica com certa
facilidade? Visto que a mensagem aqui contida é totalmente clara, tanto é
que, até uma criança pode dizer acertadamente de que os primeiros cristãos foram
batizados em nome de Jesus Cristo, sem a necessidade de acrescentar-se
qualquer outra explicação. Como é que podem afirmar que a fórmula trinitária foi
conferida nesta passagem, sendo tão claro de o batismo foi feito em nome de
«Jesus Cristo»? Nisso tudo, é bom salientar que os que ensinam este ensino
herético a igreja, sabem muito bem de que não há no N.T. algum conceito
trinitário, ou seja, que os primeiros cristãos tivessem conhecimento e servissem
ao um Deus trino, como hoje servem muitas igrejas cristãs. Nem Jesus e nem
Paulo, ou qualquer um dos demais apóstolos falaram ou expressaram a crença numa
santa trindade. Ademais, todos aqueles que possuem um pouco de conhecimento
sobre a história pós-apostólica, sabem perfeitamente de que, a doutrina da
trindade foi somente declarada com doutrina oficial da igreja, no concílio de
Constantinopla, em 382 d.C. (abaixo falamos um pouco a esse respeito). Como a
tal doutrina foi oficializada no referido concílio, então, é mais uma forte
prova no tocante a «refutação» de um conceito trinitário nas páginas da Bíblia.
É muito lamentável, que, aqueles que possuem este conhecimento (que são os
responsáveis pelos atuais ensinamentos à igreja), conseguem ensinar a trindade
como sendo um ensinamento bíblico, sendo bem que poderiam revelar à igreja, a
verdadeira origem da trindade, e, não enganá-la à custa de textos destorcidos. É
triste o fato de que milhões de cristãos (não só no Brasil, mas em todo mundo)
têm aceitado com certa facilidade a existência de um Deus trino, na doutrina
cristã.
Primeiro: Pedro exigiu para que fossem batizados «em
nome de Jesus Cristo», isto é, ele estava ditando a «fórmula batismal» (e não
fazendo somente uma declaração da fonte de autoridade), pois, verdadeiramente,
sua ordem é tão clara, sendo inquestionável. Não há outra interpretação
além dessa. É óbvio que de antemão, Pedro declarou que fossem batizados «em nome
de Jesus Cristo», isto porque o batismo de João não requeria «um nome» sobre a
pessoa que estava sendo batizada, sendo que no batismo cristão, era (e é)
necessário impor o «nome de Jesus Cristo» sobre o batizando. Até que não há
sentido e nem verdade, Pedro ordenar que fossem batizados «em nome de Jesus
Cristo» e, no ato do batismo, invocar a Trindade sobre a pessoa. É uma idéia
muito ridícula! É dizer aquilo que a Palavra de Deus não diz, é trocar a verdade
pela mentira (João 8.44). É não ter amor para com a Igreja de Cristo,
ridicularizar Cristo, este é o outro evangelho aludido por Paulo (Gálatas
1.6-9), mas jamais o evangelho de Jesus Cristo. Irmãos, temos que fugir destes
tais, dos lobos devoradores!!! (Isaías 56.9-12; Fp 3.2; Apoc 18.4).
Aqueles que substituem o batismo em nome de Jesus Cristo para o batismo em
nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, para os cristãos primitivos
(conforme está em Atos), devem respeitar as palavras ali contidas e não
manipulá-las com o objetivo de favorecer o batismo trinitário. Os mestres
cristãos ou qualquer um que seja, precisam precaver-se destas heresias. Pois,
sinceramente, aplicar o batismo trinitariano aos exemplos revelados nas
passagens de Atos, é uma pura heresia. Se alguém, porventura, acha que estamos
equivocados, prove-nos isso biblicamente.
Segundo: Não tão somente Atos 2.38, fala do batismo realizado «em nome
de Jesus Cristo», mas também outras passagens falam a mesma coisa. Veja abaixo:
a. Os convertidos de Samaria. Todos foram batizados «em nome do
Senhor Jesus» (Atos 8.16).
b. Paulo foi batizado «em nome de Jesus [Cristo]» (Atos 22.16).
c. Cornélio seus parentes e amigos mais íntimos foram batizados «em
nome de Jesus Cristo» (Atos 10.48).
d. Os convertidos de Éfeso foram batizados «em nome do Senhor Jesus»
(Atos 19.5).
Paulo disse que fomos batizados em Cristo Jesus (Rom 6.3 – ver sobre o
Batismo Espiritual).
Aos Gálatas, Paulo também disse; «porque todos quantos fostes batizados em
Cristo, de Cristo vos revestistes» (Gál 3.27, grifo nosso).
Como temos vistos nos exemplos que acabamos de citar, aplicar a fórmula
trinitariana para o batismo é antibíblico e contraria à prática
Neotestamentária. Podemos ainda expor mais detalhes que comprovam o batismo
em nome do Senhor Jesus. Por exemplo, enquanto que Pedro os convocava
para serem batizados em nome de Jesus Cristo, Lucas registra em Atos
8.16, que Pedro e João ao chegarem a Samaria foram informados de que os novos
convertidos já haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus. Como o
texto aponta para um batismo que já havia sido realizado, sendo assim,
obviamente, se aqueles crentes tivessem sido batizados em nome do Pai e do
Filho e do Espírito Santo, dessa madeira eles teriam informado aos
apóstolos, isto é, que haviam sido batizados em nome da trindade. Pedro ordenou
que Cornélio e seus fossem batizados «em nome de Jesus Cristo» (Atos 10.48). A
ordem de Pedro foi tão clara, que qualquer um pode assim notar, que Cornélio e
os de sua casa foram realmente batizados «em nome de Jesus Cristo».
Nota-se ainda que Pedro «mandou», «ordenou», indicando como deveria ser a ‘fórmula
batismal’, isto é, deveria ser invocada a fórmula «em nome de Jesus
Cristo», no ato do batismo.
A tentativa de conferir o batismo trinitariano à Igreja de Cristo nos dias do
N.T. é completamente obscura, mostrando-se o quanto são astuciosos os que pregam
e ensinam um evangelho distorcido e muito diferente do Evangelho de Jesus
Cristo. O evangelho trinitariano é o outro evangelho, o qual é citado por
Paulo em Gálatas 1.6-9. O Verdadeiro Evangelho está fundamentado em uma única
Pessoa e, não em três pessoas, como afirmam (Marc 1.1; Rom 1.16; 2
Cor 9.13; 10.14; Gál 1.7).
As evidências bíblicas são unânimes em afirmarem de que a fórmula batismal
era conferida “em nome de Jesus Cristo” ou “em nome do Senhor Jesus”.
Há alguma diferença no emprego da fórmula em nome de «Jesus Cristo» e/ou em nome
de «Senhor Jesus»?
Queremos chamar a atenção pelo seguinte; argumentam-se de que não
podemos aceitar a fórmula batismal de Atos pelo fato de que não encontramos ali
uma fórmula padronizada, ou seja, temos em nome de «Jesus Cristo» (Atos 2.38;
10.48) e em nome do «Senhor Jesus» (Atos 8.16; 19.5). Primeiramente, é preciso
entender de que estas duas frases citadas não se confrontam e nem alteram a
fórmula do batismo, como alguns dizem. Esse argumento é tão ridículo que,
aqueles que o defendem também caem no ridículo. Amado, qualquer leigo sabe muito
bem de que estas duas frases não são diferentes entre si, em seus sentidos, e
que ambas são aplicadas a uma mesma pessoa, isto é, a «Jesus».
A ênfase aqui recai sobre o nome Jesus e, estas duas expressões têm o
nome «Jesus». Por exemplo, podemos empregar a frase em nome de Jesus,
em nome de Jesus Cristo ou ainda em nome do Senhor Jesus, para
exercemos autoridade. Invocar o nome «Jesus» implica-se em invocar o Seu Poder,
a Sua Pessoa (Luc 9.49; 10.1; João 14.13,14,15,16; 16.24,26; 20.31; Atos 3.6;
4.7,10,30; 10.43; 16.18; 19.13 etc.). O Nome é inseparável da Pessoa e,
participa das Suas prerrogativas (Êx 3.14). Enfim, invocar o Nome Jesus,
efetivamente, implica na ação da Sua Pessoa (Rom. 10.13); e isto não
acontece quando empregamos a expressão em nome do Pai e do Filho.
De tudo isso, o mais interessante é que, ao levantarem a questão sobre a
falta de uma fórmula padronizada do batismo, serve como justificativa para o
batismo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Desprezam o batismo
«unitário», que se pode comprovar e substituem-no pelo «trinitário». Se a
fórmula batismal de Atos não é válida, para o batismo em nome de Jesus Cristo
(que não há nada diferente do batismo em nome do Senhor Jesus), nem muito menos
tem valor o batismo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo! Prezado
leitor, isso é um dos maiores desvios doutrinários que existem. Isso é uma pura
heresia, heresia esta que a grande maioria das igrejas vem ensinando. Até mesmo
os cristãos mais sinceros têm sido arrastados pela correnteza desta heresia.
Amado, como vamos ensinar que a Igreja Primitiva realizou o batismo em nome do
Pai e do Filho e do Espírito Santo, se não temos exemplos bíblicos que comprove
isso? Ao menos que estejamos comprometidos com os ensinos bíblicos. Teríamos que
fazer assim: «Arrependei-vos, e cada de um vós seja batizado em nome
de
Jesus Cristo...» para; «Arrependei-vos, e
cada de um vós seja batizado em nome
do Pai e do Filho e do Espírito Santo..»?
Nos textos citados de Atos sobre o batismo, como podemos ver, não há sequer uma
alusão sobre o trinitarianismo, ou ainda que por trás das palavras de Pedro
(Atos 2.38) possa haver alguma margem para isso, ou há? Somente pode haver
quando aplicamos no texto uma pura «eisegese». Como crer em um ensinamento que a
própria Igreja Primitiva não ensinou e nem praticou? Se os próprios discípulos
não seguiram a ordem trinitariana, nós devemos segui-la? Porventura, quem é que
está agindo corretamente? Nós ou os discípulos? Ignorarmos estes fatos significa
tomarmos uma escolha baseada em nossa conclusão, na tradição, ou ainda “eu
não quero crer no batismo em nome de Jesus Cristo”. É um fato verídico
de que, algumas pessoas rejeitam a verdade, não porque não conseguiram crer,
mas, porque introduziram em suas mentes as palavras «eu não quero crer».
Por esse motivo, é comum criarem alguma justificativa para dar respaldo às suas
suposições, como; vou ficar com as palavras de Jesus, conforme supostamente é
ensinado em Mateus 28.19.
Agora, é claro que os primeiros cristãos não realizaram nenhum batismo
trinitário, pois eles desconheciam completamente qualquer conceito trinitário.
Não há na Bíblia, nem no A.T. e nem no N.T. este tipo de conceito. A doutrina da
trindade, conforme hoje é aceita pela maioria dos cristãos, somente foi
estabelecida em 382 d.C., no concílio de Constantinopla, com a inclusão do
Espírito Santo na trindade, cerca de 350 anos depois da ascensão de Jesus.
Muitos acham que ela foi formulada no Concílio de Nicéia, em 325
d.C.
Mas, isso não é totalmente correto. O Concílio de Nicéia realmente afirmou que
Cristo era da mesma substância que Deus, o que estabeleceu a base para posterior
teologia trinitarista. Mas esse Concílio não estabeleceu a Trindade, pois não
houve nele menção do Espírito Santo como a terceira pessoa de uma Divindade
trina,
que somente veio a ocorrer no concílio de Constantinopla em 382 d.C., com a
inclusão do Espírito Santo na trindade.
A Trindade foi mais plenamente definida no Credo Atanasiano. Atanásio foi um
clérigo que apoiou Constantino em Nicéia. O credo que leva seu nome declara: "Adoramos
um só Deus em Trindade . . . O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é
Deus; e, no entanto, não são três deuses, mas um só Deus". Não obstante, bem
informados peritos concordam que não foi Atanásio quem elaborou esse credo.
A Nova Enciclopédia Britânica
comenta: «O
credo era desconhecido à Igreja Oriental até o século 12. Desde o século 17, os
peritos em geral têm concordado que o Credo Atanasiano não foi escrito por
Atanásio (falecido em 373) mas que, provavelmente, foi elaborado no sul da
França durante o quinto século. . . . O credo parece ter tido influência
primariamente no sul da França e na Espanha no 6.° e 7.° séculos. Foi usado na
liturgia da igreja na Alemanha no 9.° século e um pouco mais tarde em Roma».
Portanto, levou séculos desde o tempo de Cristo para que a Trindade viesse a ser
plenamente aceita na cristandade. E, em todo esse processo, o que foi que guiou
as decisões? Foi a Palavra de Deus, ou foram considerações clericais e
políticas?
Em Origem e Evolução da Religião,
E. W. Hopkins
responde:
«A
definição ortodoxa final da trindade era em grande parte uma questão de
política eclesial».
Constantino não defendia a trindade
por causa de alguma convicção bíblica. "Constantino basicamente não tinha
entendimento algum das perguntas que se faziam em teologia grega", diz
Breve História da Doutrina Cristã.
A história relata que o Imperador Constantino manipulou, pressionou
e ameaçou os partícipes do Concílio para garantir que votariam no que ele
acreditava, e não em algum consenso a que os bispos chegassem. Dois dos bispos
que votaram a favor de Ário foram exilados e os escritos de Ário foram
destruídos. «Ário foi presbítero de Alexandria (256-336 d.C.). Tornou-se
presbítero de Baucalis, onde passou a ensinar a sua doutrina que o Logos
(Cristo) era um ser criado, não da mesma substância e nem co-eterno com o Pai.
Ário foi censurado em 318, mas persistiu em suas atividades. Foi excluído em
321, Eusébio, bispo de Cesárea (263-340) endossou o arianismo, que também teve
apoio em altos escalões. Com isso dividiu a Igreja no Oriente, deixando desolado
o imperador Constantino. O imperador convocou o concílio de Nicéia, em 325, onde
Ário foi anatematizado e banido»
(E.B.T.F).
Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos
arianistas estaria sujeito à pena de morte.
Aí você dirá, Constantino tornou-se cristão.
Supostamente, mais tarde na vida ele se converteu, mas só foi batizado quando
estava para morrer.
Mesmo após a sua aparente conversão ao cristianismo, Constantino, foi
responsável por alguns assassinatos;
«Em 326 D.C., em face de acusações feitas por sua esposa, Fausta, Constantino
ordenou a execução de seu filho, Crispus; e, não muito depois, ordenou também a
execução de sua esposa.... Os últimos anos de governo de Constantino foram
passados em meio de conflitos armados, de mistura com atividades eclesiásticas.
Foi batizado no leito da morte. Constantino foi homem de muitas contradições, um
pagão a quem o evangelho influenciou de alguma maneira. Até que ponto, é questão
muita debatida. No entanto, ele estava destinado a alterar o curso da história
da Igreja, a qual do período de perseguições imperiais para o período de favor
imperial, com profundas modificações na esfera do governo eclesiástico. Disso
surgiram o papado e a Igreja Católica Romana, e a civilização ocidental ficou
sujeita à custódia da Igreja, e não mais a custódia do Estado, pelo espaço de
mil anos, ou seja, durante a Idade Média»
–
ENCICLOPÉDIA DE BÍBLIA, TEOLOGIA E FILOSOFIA.
Sobre ele,
Henry Chadwick
diz em
A Igreja Primitiva:
«Constantino,
como seu pai, adorava o Sol Invicto; . . . a sua conversão não deve ser
interpretada como tendo sido uma íntima experiência de graça . . . Era uma
questão militar. A sua compreensão da doutrina cristã nunca foi muito clara, mas
ele estava certo de que a vitória nas batalhas dependia da dádiva do Deus dos
cristãos».
Que papel desempenhou esse imperador
no
Concílio de Nicéia?
A Enciclopédia Britânica
diz:
«O
próprio Constantino presidiu, ativamente orientando as discussões, e
pessoalmente propôs . . . o preceito crucial, que expressa a relação de Cristo
para com Deus no credo instituído pelo concílio, 'de uma só substância com o
Pai' . . . Intimidados diante do imperador, os bispos, com apenas duas exceções,
assinaram o credo, muitos dos quais bem contra à sua inclinação pessoal».
Mesmo com a adoção do Credo de Nicéia, os problemas continuaram e, em
poucos anos, a facção arianista começou a recuperar o controle. Tornaram-se tão
poderosos que Constantino os reabilitou e denunciou o grupo de Atanásio. Ário e
os bispos que o apoiavam voltaram do exílio. Agora, Atanásio é que foi banido.
Quando Constantino morreu (depois de ser batizado por um bispo arianista), seu
filho restaurou a filosofia arianista e seus bispos e condenou o grupo de
Atanásio. «Então ele (Ário) compôs um credo rival ao niceno. Constantino ficou
impressionado com o contra credo de Ário, e o recebeu em 331, ordenando que
Atanásio, campeão da ortodoxia nicena, recebesse Ário em comunhão. Atanásio
recusou-se, e foi deposto pelo sínodo de Tiro (335), tendo sido exilado para
Gália. Constantino então ordenou que o bispo de Constantinopla restaurasse Ário
a comunhão, mas este faleceu no mesmo dia da cerimônia»
(E.B.T.F).
Transcrevemos abaixo alguns
comentários, de historiadores e teólogos:
«O
cristianismo primitivo não tinha uma doutrina explícita da Trindade, da forma
como foi depois elaborada nos credos».
Novo
Dicionário Internacional de
Teologia do Novo Testamento. ---
«De
início, a fé cristã não era trinitarista . . . Não era assim nas eras apostólica
e pós-apostólica, como se reflete no N[ovo] T[estamento] e em outros primitivos
escritos cristãos»
–
Enciclopédia de Religião e Ética.
---
«A
palavra 'trindade' não pode ser encontrada na Bíblia . . . não encontrou lugar
formal na teologia da Igreja senão já no quarto século»
–
O
Novo
Dicionário da Bíblia. ---
«A
formulação de 'um só Deus em três Pessoas' não foi solidamente estabelecida, de
certo não plenamente assimilada na vida cristã e na sua profissão de fé, antes
do fim do 4.° século. . . . Entre os Pais Apostólicos, não havia nada, nem mesmo
remotamente, que se aproximasse de tal mentalidade ou perspectiva»
-
Nova Enciclopédia Católica.
O
vocábulo
"trindade"
evidentemente foi pela primeira vez usado por Tertuliano, na última década do
século II d.C., mas não encontrou lugar na teologia formal da Igreja até o
século IV d.C. «Essa doutrina recebeu ampla expressão, pela primeira vez, em
resultado da obra de pais capadócios da Igreja (meados do século IV d.C. e mais
tarde), a saber, Basílio, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzeno. Eles
formularam as idéias de distinção hipostáticas e de unidade substancial; mas
algumas de suas explicações são claramente triteístas, e não trinitárias, o que
se verifica sempre quando alguém tenta
explicar
o que está em foco»
(R.N.Champlin).
---
Alvan Lamson
diz:
«A moderna popular doutrina da Trindade . . . não deriva apoio da linguagem de
Justino [o Mártir]: e esta observação pode-se estender a todos os Pais
anteriores ao [credo de] Nicéia; isto é, a todos os escritores cristãos por três
séculos posteriores ao nascimento de Cristo. Eles de fato falam do Pai, Filho, e
. . . Espírito Santo, mas não como coiguais, não como uma só essência numérica,
não como Três em Um, em qualquer sentido hoje aceito pelos trinitaristas. A
verdade é exatamente o oposto»
–
A Igreja dos Primeiros TrÊs
Séculos.
---
A Enciclopédia Americana
diz:
«O
pleno desenvolvimento do trinitarismo ocorreu no Ocidente, no escolasticismo da
Idade Média, quando se adotou uma explicação em termos de filosofia e psicologia».
---
«A doutrina da trindade recebeu declaração formal na carta sinodal do concílio
realizado em Constantinopla, em 382 d.C. (preservado por Teodoreto, História
Eclesiástica, v.9). Após o século IV d.C., a posição trinitária se tornou o
padrão da Igreja, ainda que, periodicamente, tivesse sofrido ataques e negações»
(R.N.Champlin).
---
François Amiot
diz:
«O batismo em
nome de Jesus Cristo ou do Senhor Jesus (At 2.38; 8.16; 10.48; 19.5; 1Co 6.11)
significa que o o batizado pertence a Cristo, que está interiormente ligado a
ele. Esse efeito capital é pormenorizado de várias formas: o batizado reveste de
Cristo, é um com ele (Gl 3.27; Rm 13.14); todos os que recebem o batismo estão
além disso unidos entre si na própria unidade em Cristo (Gl 3.28) e de seu corpo
glorificado (1Co 12.13; Ef 4.4s); doravante já não perfazem senão um espírito
com Cristo (1Co 6.17). O batismo em nome de Jesus sem dúvida pressupõe uma
fórmula em que só Cristo era mencionado. A fórmula trinitário que depois
prevaleceu (cf. Didaquê 7.1,3) deriva de Mt 28.19 . . . o crente recebe, com
efeito, o batismo em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito de Deus (1Co 6.11);
torna-se templo do Espírito (6.19), filho adotivo do Pai (Gl 4.5s), irmão e
cooerdeiro de Cristo, vivendo intimamente de sua vida e destinado a partilhar
sua glória (Rm 8.2,9,17,30; Ef 2.6)
–
Vocabulário de Teologia Bíblica.
O conceito trinitário, na melhor das hipóteses não passa de
«triteísta», uma forma da doutrina «politeísta», uma crença em vários deuses. De
Gênesis a Apocalipse, dos judeus aos cristãos, a crença é «Monoteísta», isto é,
a crença em um só Deus, um Deus Uno (Dt 6.4; João 17.3; etc.).
A Enciclopédia Americana
comenta:
«O
trinitarismo do quarto século de forma alguma refletiu com exatidão o primitivo
ensino cristão sobre a natureza de Deus; foi, ao contrário, um desvio deste
ensinamento». --- A obra
A Igreja dos Primeiros Três Séculos
diz:
«A
doutrina da Trindade foi formada de maneira gradual e comparativamente tardia; .
. . teve a sua origem numa fonte inteiramente estranha à das Escrituras Judaicas
e Cristãs; . . . cresceu, e foi enxertada no cristianismo, pelas mãos de Pais
platônicos». ---
No livro
Declaração de Razões,
Andrews Norton diz sobre a Trindade:
«Podemos
traçar a história dessa doutrina e descobrir a sua origem, não na revelação
cristã, mas sim na filosofia platônica. . . A Trindade não é uma doutrina de
Cristo e de seus Apóstolos, mas sim uma ficção da escola de posteriores
platonistas». ---
E L. L. Paine,
professor de história eclesiástica, indica que o monoteísmo em sua mais pura
forma não permite uma Trindade:
«O
Antigo Testamento é estritamente monoteísta. Deus é um ser pessoal, único. A
idéia de que ali se encontra uma trindade . . . é totalmente infundada. Houve
algum desvio do monoteísmo depois que Jesus veio à terra? Paine responde:
«Neste
ponto não existe descontinuidade entre o Antigo Testamento e o Novo. A tradição
monoteísta continua. Jesus era judeu, educado por pais judeus nas escrituras do
Antigo Testamento. O ensino dele era judaico até o âmago; um novo evangelho,
sim, mas não uma nova teologia. . . E ele aceitou como crença sua o grande texto
do monoteísmo judaico: 'Ouve, Ó Israel, o Senhor, nosso Deus é um só Deus'».
Estas palavras se acham em Deuteronômio 6.4.
Temos tanto a confirmação bíblica como a da história eclesiástica (até o final
do 4º século) de que a Igreja do primeiro século não servia a um Deus trino,
faremos nós ao contrário??? Quem inventou a doutrina trinitariana? Porventura,
não foi o paganismo, como acabamos de ver? Pois, não foram Jesus e os seus
apóstolos! Por esta causa, é que nenhum cristão primitivo foi
batizado em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo! Isso também é
confirmado pelos estudiosos de que, o batismo primitivo, não era trinitário. A
santa trindade, como acabamos de ver, é um legado de Constantino.
Para ser cristão, o
batismo tem que ser realizado em «Nome de Jesus Cristo»
Como que o batismo realizado em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
pode ser chamado de cristão? Não há como considerar e nem é um batismo
cristão. De acordo com o que já temos ensinado, o batismo em nome de
Jesus Cristo, não é de maneira alguma uma inovação ou uma nova
doutrina, porém, trata-se do batismo proclamado e ordenado pelos apóstolos,
aceito e praticado pela Igreja de Jesus Cristo, no primeiro século. Como vemos
na Bíblia, não há sequer uma alusão de que alguém tenha sido batizado na fórmula
trinitária. Evidentemente nem todos aceitariam de que o batismo em nome do
Pai e do Filho e do Espírito Santo está totalmente “incorreto”, isto
é porque o batismo em ‘nome da falsa Trindade’, há muito tempo vem sendo
praticado, por causa disso para a grande maioria (ou praticamente para todos),
esta tem sido a fórmula verdadeira para o batismo. Este tipo de batismo é na
verdade um «batismo tradicional», «não bíblico», por isso também «nem cristão».
Não somos contra a verdadeira tradição, mas, desde que uma determinada tradição
não esteja contrariando os princípios bíblicos, se é contrária, então temos que
rejeitá-la, por ser anticristã, mesmo que ela seja antiguíssima.
O batismo em água é uma ordenança de Igreja de Cristo e, não apenas um
rótulo da Igreja. Por isso, somente terá validade quando realizado com fé,
e que seja fundamentado no ensino apostólico. O batismo trinitariano não é de
modo algum o batismo praticado pela Igreja de Cristo, no N.T. (At 2.38; 8.16;
10.48 etc.). Reiteramos, o batismo realizado em nome da falsa Trindade
não é o batismo cristão. Ensinamos e falamos tudo isso, com a absoluta certeza,
sem medo de errar, não segundo o nosso ponto de vista ou idéia, mas de acordo
com prática Neotestamentária, que evidentemente é bem clara, e com a inspiração
do Espírito de Jesus Cristo.
Biblicamente falando, todos aqueles que foram batizados em «nome do
Pai e do Filho e do Espírito Santo», precisam e devem ser batizados novamente,
isto é, «em nome de Jesus Cristo» (Atos 2.38 etc.). Porém, se alguém que já é
batizado em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, mas passa agora a crer
no batismo bíblico (isto é, em nome Jesus Cristo), e a sua fé é suficiente
para anular a falsa trindade imposta sobre si, e de aceitar agora como
substituição o nome de Jesus Cristo, como a verdadeira fórmula batismal,
então não é necessário batizar se de novo. Portanto, tudo isso vai depender da
fé de cada um (Efésios 14.23; Hb 11.3).
O batismo realizado em nome de Jesus Cristo é o fator máximo desta
Doutrina e, por este motivo, desde os seus primeiros dias, a Igreja de Cristo
tem incluído-o como parte inseparável na proclamação do Evangelho. O batismo
realizado em nome de Jesus Cristo era tão importante e significante para
os cristãos primitivos, que tão logo que se convertiam, também desciam às águas
batismais (At 2.38). Não podemos viver nos iludindo com um Cristianismo que
existe somente no nome, mas quanto à prática bíblica, é antagônico e
falso. É verdade que muitos “pastores” (líderes) tentarão te desviar desta
verdade, anunciando que o batismo em nome de Jesus Cristo é herético e
antibíblico, defendendo o batismo trinitariano. Irmão, não aceite de qualquer
maneira as suas palavras, antes, exija deles, sólidos fundamentos bíblicos e que
também apresentem argumentos concretos, contra tudo o que temos ensinado até
agora, que é um ensino verdadeiramente bíblico (At 17.11; Gál 2.6). Não seja
enganado!!!
Portanto, o verdadeiro cristão, a Igreja de Jesus Cristo, «crê», «aceita»
e é batizado no batismo Neotestamentário, ensinado pelos apóstolos de Jesus, e
praticado pela Sua Igreja, isto é, «em nome de Jesus Cristo» (At 10.48).
Frisamos, o batismo em «nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» não é
bíblico.