
A
Ceia do Senhor Jesus é um ato sagrado, e requer que seus
participantes sejam comprometidos com Cristo. Ela não pode ser
compartilhada por pessoas alheias ao Novo Concerto e ao
sacrifício de Jesus Cristo (Mat 7.6). É preciso que cada
participante da Santa Ceia, seja alguém que tenha se
arrependido de seus pecados e que tenha aceitado a Jesus
Cristo como Seu Salvador e, que isso tenha sido feito
publicamente, ou externamente, isto é, através do batismo
em água. Após este cumprimento, é que o cristão poderá
participar da Santa Ceia. O batismo em água é o símbolo
externo do ingresso espiritual e místico da pessoa no Corpo de
Cristo, é o sinal da nossa identificação com Cristo, na sua
morte, sepultamento e ressurreição, com isso a pessoa passa a
fazer parte tanto da Igreja visível como da Igreja invisível.
Para os judeus, por exemplo; só podiam fazer parte do Concerto
entre Jeová e Abraão e, desfrutar de seus benefícios, somente
os circuncidados. Deus exigiu que todo o filho judeu fosse
circuncidado no oitavo dia após seu nascimento (Gên 17.9-12;
Lev 12.3). O termo hebraico para circuncisão é berit,
que significa «aliança». Portanto, a circuncisão era um sinal
e selo do concerto, que Jeová Deus fez com Abraão e seus
descendentes. E demonstrava que Yahweh era o Seu Deus. Os
estrangeiros que desejam entrar em comunhão com o povo de
Israel e com o Seu Deus, bem como celebrar a Páscoa e
participar de outras bênçãos, tinham-se que submeter a este
rito, a circuncisão, qualquer que fosse a sua idade (Gên
34.14-17,22; Êx 12.48). Vede
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A Páscoa para os não-israelitas.
Além da circuncisão, que era um sinal de iniciação, que
comunicava que o indivíduo havia aceitado o judaísmo, outro requisito largamente
observado pelos judeus, é a questão da chegada da «maturidade», do menino e da
menina.
Na Lei judaica, os meninos atingem a maturidade religiosa aos
13 anos e, as meninas aos 12 anos. Antes dessa idade, eles, não
estão obrigados a nenhum dos mandamentos aplicados aos adultos, embora se
acostuma treiná-los na observância dos ritos dos adultos a partir de uma idade
anterior a esta. O ingresso do menino para a vida adulta é marcado por uma
cerimônia religiosa chamada de bar mitzvah, uma expressão aramaica que
significa «filho do mandamento». Esta cerimônia religiosa é a maioridade do
judeu, em que o menino faz pela primeira vez a leitura pública da Torah
(Lei de Moisés) na sinagoga, depois o rabino dirige-lhe a palavra e invoca a
benção de Yahweh sobre ele com as palavras de Deuteronômio 6.24-26. Os judeus
dizem que a partir disso o menino passa a ser responsável diante de Deus. A
passagem bíblica de Lucas 2.42 parece dizer a respeito ao bar mitzvah de
Jesus. Em 1922, foi introduzida pelo movimento reconstrucionista (Sociedade para
o Progresso do Judaísmo) a observância do bat mitzvah para as meninas,
aos 12 anos e após os 12 anos.
Qual é a idade correta para que um(a) menino(a) possa participar da Santa Ceia?
Por via de regras, a idade de 12 anos como limite inicial
para o batismo em água, é completamente correto (Luc 2.42), pois, esta é a faixa
etária que as meninas e os meninos estão fisicamente e intelectualmente bem
desenvolvidos. É verdade estes desenvolvimentos, na idade de 12 anos, pode
variar de uma pessoa para outra, algumas se desenvolvem antes dessa idade,
outras um pouco mais tarde. Mas em todo caso, a idade de 12 anos, é idade
básica. Pois, essa idade, é o período da puberdade, que começa aos 10
anos de idade e vai até aos 14 anos. Intelectualmente, na idade de 12 anos, eles
estão conscientes de suas obrigações e responsabilidades. Já não são mais
inocentes (em certo sentido), pois o limite do período da inocência (que pode
variar de uma pessoa para outra) ficou para traz, não são mais isentos de culpa,
nesta idade já sabem muito bem o que estão fazendo, se estão certos ou errados.
Se na verdade estão conscientes de seus erros a partir dos 12 anos de idade,
então, terão condições de se responsabilizarem pelos seus atos diante de Jesus
Cristo. O bar mitzvah e o bat mitzvah dos judeus, são exemplos
dessa verdade.
Os meninos (incluindo as meninas) com a idade de 12 anos e
após os 12, só poderão participar da Santa Ceia, caso tenham arrependidos de
seus pecados, após terem aceitado a Jesus Cristo como Salvador e batizado em
água e, é claro que terá que obedecer todos os estatutos estabelecidos para a
celebração da Ceia do Senhor Jesus.
Uma
criança pequena com «menos de 12 anos» pode celebrar a Ceia de Cristo?
Por conseguinte, se uma criança até os «12 anos» é inocente, sem malícia, isenta
de culpa, isenta de intenção maldosa (embora não deixe de ser pecadora, conforme
diz Paulo em Romanos 3.23) então, ela pode com toda certeza participar da
celebração da Santa Ceia, sem haver nisto algum mal. Até que por razão, não há
nenhum pecado uma «criança sem malícia» sendo proibida de celebrar a Ceia do
Senhor Jesus! (Mat 18.1-6; Luc 18.15-17; 1 Cor 13.11; 14.20). Jesus disse:
«Deixai os pequeninos e não os estorveis de vir a mim, porque dos tais é o Reino
dos céus» (Mat 19.14). Deixe-os participarem da Santa Ceia e, não impeçais,
porque Jesus não se agrada daqueles que privam as Suas crianças de celebrarem o
Seu Sacrifício. Agora, quando elas tiverem com a idade de 12 anos, daí sim
precisa arrepender-se de seus pecados para que se possa participar da Santa
Ceia, conforme já foi dito acima. A Santa Ceia é para os santos e, as
crianças também são santas; ou não são? Você desejaria que seu(s)
filho(s), ainda pequeno(s), ficasse(m) aqui, no arrebatamento da Igreja de
Cristo? Certamente que não; então, por que é que não participam da Santa Ceia?
Sendo que serão também arrebatados por Cristo! É verdade que temos tudo a
aprender a respeito da salvação de uma criança. Por exemplo, qual é o destino
dos filhos dos pagãos que morreram ainda criança? Portanto, todos aqueles que
tiverem mais de 12 anos de idade, precisam ser «batizados em água», isto é, que
tenham testificado publicamente a sua conversão a Cristo, (pois o batismo em
água é o símbolo da nossa união com Cristo, na sua morte, sepultamento e
ressurreição), para que se possa celebrar a Santa Ceia.