Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (I Timóteo 2.5)
 

 

 

Ü Batismo em Água

Ü Ceia do Senhor Jesus

Ü Pessoa de Jesus, o Messias

à O Messias prometido

à O Logos encarnado

à A encarnação do Logos divino

à Sua origem celestial

à Foi Ele homem e também Deus?

à Autêntica natureza humana

à Encarnação e as  limitações

à Poderoso em perdoar pecados

à O aperfeiçoamento de Jesus

 

 
 
 
 
 

                                                                                                                         

                    Este é o site que proclama a voz do Espírito Santo

                       

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    Quando se pergunta sobre a origem celestial de Jesus Cristo, as pessoas são levadas a crer (citando, por exemplo, João 1.1-14), que Cristo já existia antes da encarnação, como Filho de Deus, isto é, que Ele era pré-existente como pessoa distinta do Pai. Essa forma comum de expor a identidade celestial de Jesus, até parece expressar a realidade.

    Segundo este tipo de raciocínio ou interpretação (se é que é uma interpretação, pois vemos nisso claramente uma “acomodação” bíblica), de acordo com as passagens de João 1.1-14; Filipenses 2.6,7, a definição sobre a encarnação do Logos, tem sido esta: Na encarnação houve uma fusão entre o divino (Logos) e o humano (Jesus), de modo que Ele continuou sendo Deus (distinto do Pai), que ele não renunciou os atributos divinos como onisciência, onipresença, sendo que a sua renúncia consiste no fato de que ele assumiu a forma dum servo e ocultou a sua glória natural, tornando verdadeiro homem. Este tipo de definição tem sido a crença ensinada até os dias atuais.

    A fusão do divino-humano é uma tentativa de explicar a encarnação de Cristo, baseada na sua existência como pessoa separada do Pai. Estritamente falando, de acordo com os ensinamentos bíblicos, a união do divino-humano, não significa de modo algum uma encarnação, outrossim, isto é expressar de que Jesus Cristo foi «aparentemente» humano (docético). Portanto, este tipo de ensino é o mesmo que era ensinado pelos gnósticos, um grupo herético da era apostólica, agora com uma roupagem diferente.

    Veja bem, se Jesus Cristo era ao mesmo tempo divino e humano, então a sua humanidade não era total, ou seja, daí seria ele era meio Deus e meio homem, daí pode-se dizer que os seus sofrimentos, bem como a sua crucificação e morte, não foram reais, apenas aparentemente reais, pois contava com o seu lado divino, o qual poderia ter amenizado ou reduzido a zero, todos os seus sofrimentos, dando somente uma impressão que era real. Fusão, não é o mesmo que encarnação, resumidamente; a crença que se tem quanto à origem celestial Cristo, é que em seu estado pré-existente como logos (distinto do Deus Altíssimo - como Filho), se encarnou tornando-se também homem (Jesus), vindo a possui uma natureza divina e humana, e que exerceu o seu ministério compartilhando ao mesmo tempo com duas naturezas.

    A Bíblia não ensina-nos em parte alguma,  que o homem Jesus de Nazaré compartilhava ao mesmo tempo com duas naturezas, ou seja, a natureza divina e humana; mas tão somente uma única natureza, a humana.

    Jesus sempre se colocava como sendo «um enviado de Deus», como sendo o Filho que o Pai enviou a este mundo (João 3.16,17; 6.38; 7.29; 8.42; 9.4; 10.36; 17.3,8,21)

    Em João 1.1, uma passagem bem conhecida e, empregada com freqüência, como meio de expor a pré-existência de Cristo, como pessoa distinta do Deus Altíssimo diz: Vede os versos  2- 4 e 14.   

   Dizer que Jesus foi Filho de Deus desde a eternidade, ou seja, que Ele já existia antes da sua encarnação e que não foi o nascimento virginal que o fez Filho de Deus, embasado aparentemente em alguns versículos (como  1.1-14 e Filip 2.6), é desconhecer a pessoa de Jesus Cristo. Maria não foi apenas «uma espécie de incubadora», Maria participou ativamente da encarnação de Jesus. Embora a expressão «Filho de Deus», tenha uma aplicação mais ampla do que apenas o nome de Jesus, no entanto, com a respeito a Cristo se aplica precisamente pelo fato que o seu espírito foi gerado em Maria pelo Espírito Santo. Nisto é que consiste a origem celestial de Jesus.

    Cristo já existia sim, antes da encarnação, não como uma pessoa distinta do Deus Altíssimo, pois Ele próprio é o Deus Altíssimo, o «EU SOU» (João 8.58). Na sua encarnação (Jo 1.14), Ele «...se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens, e, reconhecido em figura humana, assim mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz» (Fp 2.7,8).

    Yahweh, ao se encarnar, tomou a posição de Filho de Deus (João 1.15), não deixando de ser Deus, ou seja, como «Pai» Ele continuou sendo o El Shadday, e, com Filho Ele era Jesus Cristo. Alguém pode argumentar, como que uma pessoa somente seria Pai e Filho ao mesmo tempo? A resposta é, em que é composta a Natureza divina? Jesus disse à mulher Samaritana «...Deus é Espírito...», alguém pode explicar em que se consiste a composição do Espírito?  Ou, alguém pode explicar «um milagre»? Porventura, não são coisas que os nossos raciocínios não conseguem explicar! Lembre-se, que a encarnação do Logos, é um dos maiores milagres que a humanidade recebeu. Então, não adianta martirizar a nossa mente, querendo que a encarnação da Palavra, seja algo que esteja ao alcance da lógica humana. Deus é Espírito, e isto basta!   

    A expressão «Unigênito do Pai», de João 1.15, não expressa à geração eterna do Logos, como entendem e afirmam. O sentido aqui expresso, refere-se ao nascimento virginal de Jesus, ou seja, é a partir do seu nascimento virginal é que Ele veio a ser o «Unigênito» de Deus. Adam Clark expressou corretamente ao dizer: «Isto é, o único filho nascido de uma mulher, cuja natureza humana não derivava do modo ordinário de geração; porque era mais uma criação, operada no ventre da virgem mediante a energia do Espírito Santo». Isto não é àquilo que os teólogos têm chamado de “geração eterna”; pois esse tipo de ensino tem como propósito em defender a pré-existência de Jesus, como Filho de Deus (como pessoa distinta do Pai), antes da encarnação. Em defesa da tal trindade, eles  fazem de tudo, até mesmo engenhosas interpretações ou acomodações bíblicas.

    A idéia de uma geração eterna do Filho, contraria o monoteísmo. Pois, se Filho já existia como pessoa distinta do Pai, então, o cristianismo não seria uma religião monoteísta, mas sim, triteísta. É muito ridículo o conceito, de que crer numa trindade, é crer no monoteísmo.  

    A Bíblia ensina-nos, que Cristo foi um Homem, um Homem Celestial. Paulo o chama de «último Adão». «...O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, e, sim, o natural: depois o espiritual. O primeiro homem formado da terra, é terreno: o segundo é do céu» (I Cor 15.45-47). Jesus foi um homem espiritual, do céu, porque o seu espírito (ou alma) era puro. O seu espírito humano, não foi criado do modo ordinário, isto é, da mesma maneira que são criados os espíritos dos homens em geral. Pois o espírito humano de Jesus, foi criado pela energia ou poder, direto do Espírito Santo (Mat 1.18-20; Luc 1.31-35). Esse espírito humano, gerado pelo Espírito Santo, no ventre da virgem Maria, é que veio a ser o Homem Jesus Cristo,  chamado Filho de Deus. Esse mesmo espírito humano, era do próprio Espírito Santo, e, que é o mesmo Deus Altíssimo. O Logos, a Palavra, que é o mesmo Deus Altíssimo, e não uma pessoa distinta do mesmo, se encarnou, tornou-se humano, após gerar em Maria o seu próprio espírito humano, igual ao nosso espírito (ou alma), com exceção de sua impecabilidade.  Assim, o Deus Jeová, veio habitar entre os homens, como homem, chamado pelo profeta Isaías de Emanuel (Isaías 7.14).

          

      

  

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 By:  David Pereira Tiburcio Filho