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Ü
Batismo em Água
Ü
Ceia do Senhor Jesus
à
Páscoa Judaica
à
Vinho da ceia pascal
à
Páscoa do mês de Zive
à
Festa dos pães asmos
à
Circuncisão e pur. cerimonial
à
Páscoa e Ceia do Sr. Jesus
à
Sta. Ceia a 1ª ordenança
à
Instituição da Santa Ceia
à
O pão e o vinho da S.Ceia
à
Data de sua celebração
à
Examinando a si mesmo
à
A santificação na S.Ceia
à
Discernindo o corpo e o
sangue...
à
Participantes da S.Ceia
à
Sua importância para nós
Ü
Pessoa de Jesus, o Messias
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I N T R O D U Ç Ã O
Em Êxodo
12.14, Jeová determinou que a Festa Páscoa teria que ser
celebrada «anualmente», isto é, em todo dia 14 do «primeiro
mês» (Abibe/Nisã), ver também os versos 6 e 18. Este memorial
não era só para a Festa da Páscoa, mas também para a Festa dos
Pães Asmos (Êx 12.15-20), a qual falamos em
seguida. - No dia da
libertação dos filhos de Israel do Egito, não houve tempo,
tudo foi feito apressadamente. Entretanto, para as gerações
futuras, Yahweh determinou que a Festividade tivesse a duração
de sete dias; «Sete dias comereis pães asmos...»
(v.15). Evidentemente, isso só poderia ser feito
posteriormente, após a partida do Egito. Então, nota-se, que a
Páscoa realizada no dia 14 de Abibe, no crepúsculo da tarde (Êx
12.6; Deut 16.6), assinalava o início da outra Festa chamada
«Festa dos Pães Asmos», que começava no dia 15 e terminava no
dia 21 à tarde (Êx 12.18; 13.7). Na verdade, os pães asmos,
deveriam ser comidos a partir da tarde do dia 14 (vs.18). «...Sete
dias se comerão pães asmos, e o levedado não se verá contigo,
nem ainda fermento será visto em todos os teus termos» (Êx
13.7). Durante a semana da Festa dos Pães Asmos, o fermento (heb.
seor , isto é, qualquer substância semelhante à
levedura, capaz de produzir fermentação em massa de pão ou
líquido) e qualquer coisa fermentada (heb. hamets, isto
é, qualquer coisa fermentada ou contendo levedura) tinha que
ser removida dos lares dos israelitas. - Em Êxodo 12.15
e 13.7, hamets e traduzido por «pão levedado», porém, o
significado literal desse termo, é «coisa fermentada». Noutras
palavras, nada que continha fermento devia ser encontrado
entre eles, em hipótese alguma, «em todo teu território» (Êx
13.7 – ARA). A negligência e a desobediência a esta ordenança,
traria punição ao culpado (vs.15). É sobre esta punição que
trataremos em seguida.
Punição
«Porque
qualquer que comer cousa levedada, desde o primeiro dia até ao
sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel» (Êx
12.15 – ARA). A rejeição intencional e deliberada
dos preceitos de Jeová resulta em julgamento Divino (v.19). O
culpado era excluído do povo do concerto, ou, pela expulsão,
ou pela morte (Êx 31.14). A punição era gravíssima; pois nas
Escrituras, o fermento freqüentemente simboliza o pecado, a
impureza, a podridão, a corrupção, a hipocrisia, as doutrinas
falsas, e, enfim tudo o que corrompe e contamina o homem (Mat
16.6,11; Marc 8.15; Luc 12.1; 1 Cor 5.6-8). Veja mais sobre
o
Tipo de Pão da Santa Ceia
É claro que nenhuma
cerimônia (festa) religiosa tem valor para
Yahweh, ser vier
acompanhada do pecado humano (1 Cor 11.28.29). O povo israelita
devia obedecer a Deus, caso contrário, o culpado era
punido. Conosco também não é diferente, apesar sermos um povo
de uma Nova Aliança, porém, não estamos isentos das nossas
responsabilidades e obediência aos preceitos estabelecidos pelo Senhor Jesus Cristo.

Nos tempos do
A.T., guardava-se a Páscoa separada da Festa dos Pães
Asmos, apesar de
terem íntima conexão. A Páscoa era celebrada na tarde do dia
14 do mês de Abibe ou Nisã (a Ceia Pascal era comida no início
do dia 15, ou seja, na noite deste dia, pois o dia judaico
começa às 18 horas, à tarde do dia 14, era dedicado ao
sacrifício dos cordeiros pascais, bem como de outros
preparativos, o qual falaremos mais adiante), enquanto que a
Festa dos Pães Asmos começava no dia 15 de Abibe, e continuava
durante «sete dias» (Êx 12.6; Lev 23.5,6). Juntas formavam uma
Festa dupla. Nos tempos de Jesus, as Festas da
Páscoa e dos Pães Asmos já eram tratadas como sendo uma
somente (Luc 22.1). Isto se devia, sem dúvida alguma, ao fato
de não haver intervalo entre as duas Festas, e também porque
ambas celebravam a mesma libertação do Egito (Êx 12.1-28). Na
verdade a Festa dos Pães Asmos era a continuação da Festa
Páscoa. Durante estas acontecia o
dia das primícias
da cevada.

«E, ao
primeiro dia [Abibe], haverá santa convocação; também, ao
sétimo dia [Abibe], tereis santa convocação; nenhuma
obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer;
isso somente aprontareis para vós» (Êx 12.16). O «...primeiro
dia...», isto é, 15 de Abibe ou Nisã, o primeiro dia da Festa
dos Pães Asmos, e, o «sétimo dia», 21 de Abibe, eram dias de
Santas Convocações (assembléia). Ao começar a Festa havia uma
convocação especial, essa providência dava ao evento um
caráter muito solene e reverente, era uma reunião santa.
Ao final da Festa, ao «sétimo dia», do mesmo modo, havia santa
convocação, não sendo permitido nenhum tipo de obra. Era
permitido apenas que fosse preparado o alimento necessário.
Vemos que certos dias ou períodos foram considerados, ou
melhor, reservados como «santos» para os Filhos de Israel.
Isto não se devia a alguma santidade intrínseca, ou inerentes
dos próprios períodos de tempo. Era porque deviam ser épocas
de observância especial na adoração ao Senhor Jeová. Aos
reservar tais dias, Yahweh teve em mente o bem-estar, a
adoração, a comunhão e a edificação espiritual do Seu povo.
Estes dias de «santo congresso», eram considerados como um «Sábado
semanal» (Lev 23.11). Por que, estes dias de santa convocação
eras considerados como um Sábado semanal (o sétimo dia da
semana)? Por que a palavra «Sábado» no grego é sabbaton,
que significa «repouso», «cessação»; no hebraico é shabbath,
dia santo judaico dedicado ao culto a Jeová e ao descanso.
Estes dias solenes também eram dias de repouso, de alegria e
adoração ao Senhor Yahweh, iguais ao Sábado semanal. Porém,
havia uma distinção nos requisitos para o «Sábado semanal»
regular e os «dias sabáticos» ou «santas convocações»,
relacionadas com as Festas (Lev 23.2). De modo geral, o «Sábado
semanal» era mais restritivo; não se podia fazer nenhum
trabalho pesado, ou outros serviços (exceto no santuário). Até
mesmo ajuntar lenha ou acender fogo era proibido (Êx 35.2; Núm
15.32-36). Também se restringia às viagens; por exemplo; o
maná tinha que ser apanhado em porção dupla no sexto dia da
semana, para o dia seguinte, isto é, para o Sábado (Êx
16.22-30). Todavia, nos dias de «santas convocações», não
podia haver trabalho laborioso, negócios ou atividades
comerciais, mas, permitia-se cozinhar, fazer preparativos para
as festas (Êx 12.16; Lev 23.7,8,21,35,36).
As «Santas
Convocações» eram feitas para cada sábado semanal (sétimo
dia da semana), ver Lev 23.1-3; para o «primeiro» e «sétimo»
dia da Festa dos Pães Asmos (Êx 12.16; Lev 23.6,7; Núm
28.18-25); para o dia da Festa das Semanas (Pentecostes
– Lev 23.15-21); para o «primeiro» e «décimo» dia do sétimo
mês (Etanim ou Tisri); o «primeiro dia» era a Festa das
Trombetas (Núm 29.1); o «décimo dia», o grande Dia da Expiação
(Núm 29.7; Lev 23.24-28,35); e para o «primeiro» e «oitavo» dia
da Festa dos Tabernáculos, sendo também esta, chamada a Festa
das Colheitas, uma vez que vinha no fim da sega do ano (Lv
23.34-36; Núm 29.36; Deut 16.13-17).
É importante
salientarmos, que estes «dias sabáticos» (dias de santas
convocações), tinham vital valor para os israelitas, tanto que
eles não levavam em conta o dia da semana em que caíssem estes
dias, cessavam os seus trabalhos e aplicavam seus corações em
adoração ao Senhor Jeová. Às vezes, dois sábados legais
coincidiam-se no mesmo período de 24 horas e, este Sábado era
chamado de «grande»; é o que ocorreu no Sábado seguinte da
crucificação de Jesus Cristo, isto é, no Sábado 15 de Nisã.
Diz a Escritura em João 19.31; «...visto como era a preparação,
pois era grande o dia daquele sábado...» (ARA). A expressão «grande», não significa que era um
sábado de 48 horas, como muitos chegam a entender; mas era
considerado «grande», porque aquele «dia sabático» (1º dia da
Festa dos Pães Asmos) caiu justamente num sábado semanal.
Referia-se, a importância deste dia na vida dos
israelitas. Todas as «santas
convocações» (conforme citadas acima), eram comemorações
festivas, exceto o Dia da Expiação, o único dia de jejum
requerido pela Lei (Lv 16.31).

«Dias das
Primícias da cevada»; assim é chamada, porque era o dia
em que os primeiros frutos da terra (isto é, os frutos maduros)
eram apresentados ao Senhor Jeová (Lev 23.9-14). Os
primeiríssimos frutos da estação. A palavra hebraica reshith (duma raíz que significa «cabeça»), é empregada no
sentido de «primeira parte», «ponto de partida», ou «princípio»
(Deut 11.12; Gên 1.1; 10.10); «o melhor» (Êx 23.19); e «primícias»
(Lev 2.12). «Os primeiros frutos maduros» é a tradução da
palavra hebraica bikkurím, que é empregada
especialmente com referência a cereais e frutos. O termo grego
para «primícias» é aparkhé, que provém duma raíz cujo
significado básico é «primazia».
Yahweh exigia da nação de Israel que fosse oferecido a Ele,
todas as primícias, quer do gênero humano, quer dos animais,
quer frutos da terra (Êx 22.29,30; 23.19; Prov 3.9). Devotar as
primícias a Yahweh, seria a evidência do apreço dos israelitas
pelas bênçãos divinas, sobre as suas terras e, os frutos
destas. Seria expressão de gratidão ao doador de «toda boa
dádiva» (Deut 8.6-10; Tiago 1.17).
16 de Nisã – O Dia das Primícias
da Cevada:
A Bíblia não
revela claramente o dia exato do «dia das primícias». Mas como
se sabe, o dia das Primícias é 16 de Nisã, no
segundo dia da Festa dos Pães Asmos (Lv 23.9-14). A Bíblia diz
em Levítico 23.11; «E ele moverá o molho perante Jeová, para
que sejais aceitos; ao seguinte dia do sábado, o
moverá o sacerdote» (grifo nosso). A expressão «...ao seguinte dia do sábado...», não significa que seria
necessariamente o «primeiro dia» da semana (isto é, o
Domingo), como aparentemente chegamos a entender. Entretanto,
poderia acontecer que o dia das Primícias, caísse realmente
num Domingo; como aconteceu no Domingo da ressurreição de
Jesus Cristo (Luc 24.1-3). A citada expressão refere-se ao
«segundo dia» da Festa dos Pães Asmos, ou seja, 16 de Nisã.
Conforme já temos visto, o «primeiro» dia da Festa dos Pães
Asmos (15 de Nisã) era designado como um «sábado semanal»,
logo «ao seguinte dia do Sábado» (isto é, o «dia sabático»)
seria 16 de Nisã ou Abibe. As Festas da Páscoa e dos Pães
Asmos coincidiam-se com o «Dia das Primícias da Cevada». O
significado profético destas Festas é muito lindo, e vieram a
cumprir-se, na morte e ressurreição do Senhor e Salvador Jesus
Cristos; veremos isso mais adiante.
Não podemos
confundir o «dia das Primícias», com a Festa das Semanas ou
Festa das Primícias, conhecida como Pentecostes, a qual era
celebrada no «50º dia» (Pentecostes nome este derivado do
grego penteekostos, que significa «qüinquagésimo»)
contado a partir de 16 de Nisã (dia em que se oferecia o molho
de cevada), ver (Êx 34.22; Lv 23.15,16). No calendário judaico,
o Pentecostes, cai em 6 de Sivã (terceiro mês do calendário
sagrado). Ocorria depois da colheita de cevada e no começo da
colheita do trigo, que amadurecia depois da cevada (Êx
9.31,32).
Ordenança para o Dia das Primícias:
No «segundo dia» da Festa dos Pães Asmos, 16 de Nisã, levava-se ao
sacerdote um molho das primícias da colheita de cevada. A
primeira safra a amadurecer na Palestina. «Quando houveres
entrado na terra, que vos hei de dar, e segardes a sua sega,
então, trareis um molho das primícias da vossa sega ao
sacerdote» (Lev 23.10). Antes deste dia não se podia consumir
nenhum cereal novo, nem pão ou grãos torrados da nova safra,
mas, somente depois de um molho ser ofertado a Yahweh. «E não
comerás pão, nem grãos torrados ou verdes, até ao dia em que
trouxerdes a oferta ao vosso Deus» (Lev 23.14 ARA). Antes de
tudo, os primeiros frutos deveriam ser ofertados a Yahweh,
como gratidão. O sacerdote oferecia as primícias
simbolicamente ao Senhor Yahweh por mover um molho de cereais
de um lado para outro. Segundo o Talmude Judaico, os
movimentos das mãos faziam-se horizontalmente, de trás para
frente, e da direita para a esquerda. Era oferecido também
naquele dia, um cordeiro sem defeito, de um ano de idade, em
holocausto ao Deus (Lev 23.12). Ainda fazia-se a oferta
de manjares (isto é, oferta de cereais), como oferta queimada
em cheiro suave a Deus, de cereais umedecidos com azeite,
e uma oferta de vinho (Lev 23.13), vinho não-embriagante. Feito
isto, Yahweh recebia a oferta das Primícias das mãos do
sacerdote ofertante, daí em diante poderiam gozar dos cereais
daquela cega, com a certeza de que ela já estava abençoada por
Yahweh, o Deus de Israel.
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