

Como deve ser o «pão» da Santa Ceia que representa o
Corpo Santo
de Nosso Senhor Jesus, com fermento ou sem fermento (asmo)?
Este é um dos nossos principais assuntos. O assunto em foco
tem como objetivo, desmascarar (e ao mesmo tempo ensinar) a
idéia enganosa de muitos que dizem que o «pão da Santa Ceia»
não precisa ser necessariamente «sem fermento». Porém, vamos
provar ao contrário, por fundamentos bíblicos, como também de
forma lógica e coerente que, a Santa Ceia deve ser com «pão
asmo». Na verdade, o uso sobre o tipo de pão que dever ser
comido na Santa Ceia, não tem sido a preocupação da maioria
dos cristãos atuais. Entretanto, é bom ressaltar que, por
causa dessa ignorância, a Igreja perde aos poucos a sua
identidade. Para àqueles que não sabem; dizemos, há uma mui
grande diferença entre uma Santa Ceia celebrada com «pão
fermentado» e a outra celebrada com «pão sem fermento»!
A questão sobre o tipo de pão da Ceia do Senhor Jesus,
somente terá um resultado concreto, após respondemos as «quatro perguntas»
essenciais, que são relativas aos princípios bíblicos, conforme relacionadas
abaixo:
1. Que o tipo de pão que os judeus comiam na Ceias pascais.
Memorizando: Como já tivemos oportunidade de ver em ocasião
anterior, as Festas da Páscoa e a dos Pães Asmos, como o próprio nome já diz,
era proibido o uso do fermento. Qualquer substância semelhante à levedura, capaz
de produzir fermentação em massa de pão ou líquido e qualquer coisa fermentada
tinha que ser removida dos lares dos israelitas, fora do alcance dos seus olhos
(Êx 12.18-20; 13.6,7). Portanto, fica bem claro, que a Ceia pascal dos judeus,
era servida com «pães asmos». Vede
☞
«A
Festa dos Pães Asmos».
2.
Que tipo de pão Jesus instituiu como Símbolo de Seu Corpo.
Diz
a Bíblia, que enquanto comiam o cordeiro pascal, Jesus tomou o pão, deu graças,
partiu-o e deu aos discípulos dizendo: «Isto é o meu corpo, que por vós é dado;
fazei isso em memória de mim» (Luc 22.19). O pão que Jesus instituiu como o
símbolo de Seu Corpo, era um dos «pães asmos» que fazia parte da Ceia pascal.
Jesus usou este tipo de pão (asmo) para instituir a Sua Ceia, não porque não
houvesse disponível na ocasião, um outro tipo de pão, mas, é porque Seu Corpo
Santo, somente seria bem representado, por um «pão asmo». Outrossim, de mostrar
que a Santa Ceia, ou a Páscoa Cristã, é a continuação da Páscoa judaica, porém,
é claro, com um caráter muito mais relevante (Col 2.16,17; Heb 10.1).
3.
Por que será que o Novo Testamento nada diz sobre o pão da Santa Ceia?
Alguém
já escreveu dizendo que «nós não celebramos a Ceia do Senhor com pão asmo é
porque não há nenhuma ordem expressa para pão asmo no Novo Testamento».
Aparentemente, isso parece ser uma resposta convincente, principalmente, para
aqueles que procuram achar um respaldo bíblico para o pão fermentado. Este tipo
de resposta, faz com que muitos se acomodarem com o tradicional «pão com
fermento», como símbolo do Corpo «Santo» de Jesus Cristo. Todavia, tal escritor
não disse, talvez por esquecimento, que também não há no Novo Testamento,
nenhuma ordem expressa para «pão fermentado» na Ceia do Senhor Jesus Cristo.
Pelo fato do N.T. nada falar ou ordenar a respeito do tipo de pão que devia ser
preparado para a Santa Ceia, isto não significa que Jesus tenha deixado o pão
como sendo uma opção de escolha, ou seja, que podemos escolher o tipo de pão da
Santa Ceia como assim o desejarmos, se é com fermento ou sem fermento. Os que
assim pensam, estão muito equivocados. Ao contrário do que se pensa, existe sim,
uma norma na Bíblia para o «pão asmo» na Santa Ceia. Embora, não haja no N.T.
alguma ordem direta sobre o tipo de pão da Santa Ceia, porém, não podemos
classificar isso como uma omissão dos escritores. Porque se o NT se cala sobre
isso, é porque tem motivos, ou melhor, é porque não houve necessidade para tal.
E, Isto é explicado pelos seguintes quesitos:
Primeiro: É preciso considerar que, os primeiros
cristãos, eram pessoas (os apóstolos, etc.) que recentemente haviam saídas do
judaísmo (judeu-cristãos), e, com isso estavam habituadas com o preparo dos
elementos da Páscoa, no qual incluía o preparo dos «pães asmos» (Luc 22.8-13).
Pois, isso era uma tarefa a qual faziam todos os anos. Este é o primeiro fato,
que dispensou os escritores do N.T. de escrever sobre o tipo de pão que deveria
ser comido na Ceia do Senhor Jesus. Tendo em vista que o mesmo tipo que era
comido na Ceia da Páscoa, deveria ser comido na Santa Ceia. Então, é obvio que
não precisavam falar sobre isso.
Segundo: Os novos cristãos, que recentemente haviam
deixado o judaísmo, tinham em mente, o que significava para eles o «fermento»,
e, que seu uso na Páscoa e na Festa dos Pães Asmos era extremamente proibido por
Yahweh, sob pena de punição (Êx 12.20; 13.6,7). Por isso, permitir a mudança de
«pão sem fermento» para «pão com fermento», mesmo em se tratando da Páscoa da
Nova Aliança, era algo que eles não fariam de maneira alguma e também não
aceitariam tal coisa (1 Cor 5.7). Além disso, seria um ato de afronta para com a
Palavra do Senhor Yahweh; sendo assim, acabariam prontamente rejeitando a Ceia
do Senhor Jesus, «por causa do fermento».
Terceiro: O que pão da Páscoa realmente ganhou,
na ocasião da instituição da Ceia do Senhor Jesus, foi uma «nova significação»;
«Isto é o meu corpo...», enquanto, que a substância do pão deveria (e deve)
permanecer a mesma para a Santa Ceia. Portanto, caso houvesse qualquer mudança
neste sentido, é óbvio que tanto Jesus com os escritores do N.T., falariam a
respeito. Agora, é válido em dizer, que há na verdade sólidas evidências
sobre o «pão sem fermento» no N.T. Porém, tal resultado, como estamos vendo, tem
como base a Páscoa judaica e não objeções sem fundamentos. Pois, como vamos
entender o Novo Testamento se desprezarmos o Antigo Testamento? A «refeição
comum» (ou «Ceia ágape») era realizada com pão asmo (Atos 2.42).
4. O Simbolismo do «fermento» na Bíblia. Fermento
heb seor, «pão levedado» (Deut 16.4). O Fermento nas Escrituras é usado
freqüentemente para simbolizar o pecado, a impureza, o mal,
a corrupção, a hipocrisia, a falsa doutrina e por fim,
tudo o que o contamina e corrompe o homem (Mat 16.6,11 e referências). Os
escritores rabínicos, freqüentemente usavam o fermento como símbolo do mal e da
corrupção hereditária do homem (Êx 12.8,15-20). O Talmude judaico diz: «A
levedura representa o impulso maldoso do coração». O fermento era
associado com corrupção, mesmo na mente de povos da antigüidade que não eram
hebreus. Por exemplo, Plutarco, escritor e filósofo grego (46-126 a.C.),
descreveu o fermento como «a própria descendência da corrupção, que corrompe a
massa com a qual é misturada». Por conseguinte, o uso do fermento e do mel eram
proibidos nas ofertas de manjares (cereais), bem como nas Festas da Páscoa e dos
Pães Asmos, também todas as ofertas de bolos ou pães, postas sobre o altar de
Yahweh, tinham que ser feitos com farinha «sem fermento» (Lev 2.1-16; 10.12,13).
Os usos figurados do fermento, no N.T., refletem muito
do ponto de vista antigo sobre o mesmo como «corrupto e corruptor». Jesus fez
advertências contra o fermento dos fariseus, dos saduceus e dos
herodianos (Mat 16.6; Marc 8.15). O fermento dos fariseus era; a
hipocrisia e sua preocupação com o exibicionismo (Mat 23.14,16; Lc 12.1); o dos
saduceus; o cetismo e a ignorância culpável (Mat 22.23,29); e dos herodianos: a
malícia e a sua astúcia política (Mat 22.16-21; Marc 3.6). As duas passagens
paulinas onde ocorre a palavra fermento, sustentam esse ponto de vista (1
Cor 5.6-13, Gál 5.9), sendo que a primeira delas faz o contraste entre o
«fermento da maldade e da malícia» e «os asmos da sinceridade e da verdade»;
quando Paulo relembra a nova significação da Antiga Festa Judaica, e diz: «Cristo
nosso cordeiro pascal foi imolado por nós» (vs.7).
1.4.
Alguns dizem que celebrar a Santa Ceia, com «pão asmo» não é necessário, porque
a Ceia é uma comemoração espiritual (1 Cor 11.24). Na verdade, a Santa Ceia, é
uma comemoração espiritual, uma das Festas mais espirituais da Igreja de Jesus
Cristo. Porém, é bom lembrarmos que, ela é representada por elementos literais,
no caso, o pão e o cálice (Mat 26.26-28). Todavia, por ser uma
comemoração espiritual, isto não significa que podemos desprezar os elementos
que representam os ideais deste ato sagrado, isto é, misturando o «santo» com o
«profano», 1 Cor 10.21.
2.4.
Celebrar a Ceia com pão fermentado é «não discernir o corpo de Cristo»,
ou considerá-lo como um corpo manchado pelo pecado. Comer um pão fermentado
com símbolo do Corpo Santo de Jesus é algo completamente inadmissível,
isto pode ser chamado de «violação da santidade do Corpo de Jesus», Nosso
Salvador (Sal 16.10). Em suma, como o Corpo de Jesus «não pode ser violado por
ninguém», ainda que haja tentativas, conscientes ou não. Quando a ceia é
celebrada com este tipo de pão (fermentado), não pode (e não é) de
maneira alguma ser considerada como a «Ceia do Senhor Jesus», pois, não tem
nenhuma relação com o Corpo Santo de Jesus.
3.4.
O valor de um símbolo se determina pela sua capacidade de conceituar a realidade
espiritual. Logo assim, como o pão representa o Corpo de Cristo, têm que ser
«pão asmo», isto é, sem a corrupção da fermentação, isto é válido também para o
«vinho» que representa o incontaminado Sangue de Cristo, só pode ser mais
bem representado por «suco de uva não-fermentado» (1 Ped 1.18,19). Uma vez que
as Escrituras declaram explicitamente que o Corpo e o Sangue de Cristo não
experimentaram a corrupção (Sal 16.10; Atos 2.27; 13.37; Heb 9.14). Esses dois
elementos são corretamente simbolizados por aquilo que não é corrompido e nem
fermentado. Portanto, seria contraditório usar
na Ceia do Senhor Jesus um símbolo da maldade, isto é, contendo levedura ou
fermentação, se considerarmos os objetivos dessa ordenança, bem como as
exigências bíblicas para dela participarmos.
É correto orar para o pão da Santa Ceia?:
É algo
muito comum em nossos dias fazer «uma oração pelo pão» (aliás, pelos pães) antes
de partir e distribuir aos participantes da Ceia. Mas, será que foi isso mesmo
que Jesus nos mandou fazer? Sempre deparamos com esta cena nos púlpitos; «vamos
orar pelo pão (ou pelos pães como preferimos dizer), este é um simples pão, mas,
depois de orado, ele passa a ser o símbolo do corpo de Cristo!». Podemos chamar
essa oração de «oração da transformação». Mas, acontece que não há alguma
verdade nisso e nenhum fundamento bíblico. Basta você conferir abaixo:
Para o pão não se ora, mas se «dá graças»; é por isso, que a
Ceia do Senhor Jesus também é chamada de eucharistia (gr.), que significa
«ação de graças». Assim, portanto, é um ato de ação de graças, pelas bênçãos e
pela salvação da parte de Nosso Senhor Jesus, proveniente de Seu sacrifício (Mat
26.27; Marc 14.23; Luc 22.19; 1 Cor 11.24). Digamos uma «oração de
agradecimentos», mas não de «transformação». Isto porque desde o momento em que
a massa está sendo preparada para se fazer o pão asmo da Ceia, o mesmo já estará
representando o Corpo de Cristo. Pois, na verdade, ele deve ser feito para ser o
símbolo do Corpo de Cristo e, não para outros fins de consumo. Jesus disse:
«Este é o meu corpo», Ele apenas deu graças pelo pão (se bem que Mateus fala que
Ele abençoou o pão antes de parti, mas, é porque Ele estava dando uma nova
significação ao pão, então, é óbvio que tinha que abençoar antes de partir e
distribuir aos discípulos) de apresentá-lo como o símbolo de Seu Corpo (Luc
22.19). Ficando patente que, não há qualquer necessidade ou respaldo bíblico em
que se deve orar pelo pão, como é de costume. Orar pelo pão, com o pretexto de
que ele se transforma no símbolo do Corpo de Cristo, é uma pura ilusão; pois,
como que um «pão fermentado», pode ser o símbolo do Corpo «Santo» de
Jesus Cristo?
O
Preparo do Pão da Santa Ceia: O
pão asmo
da Santa Ceia, que representa o Corpo Santo de Cristo, não pode ser
preparado por qualquer pessoa. O preparo do pão asmo para a Santa Ceia, é um
serviço sagrado, por isso, deve ser preparado por pessoas consagradas,
preparadas e, acima de tudo, têm que ser pessoas escolhidas pelo Espírito Santo,
no caso, aquelas nomeadas por Ele, para fazer este tipo de Serviço, isto é, que
é o preparo do «pão asmo» como também o «suco de uvas». Outro fato também muito
importante se diz a respeito à quantidade de pão que deve conter na Santa Ceia
do Senhor Jesus. Deparamos que é comum celebrar a Ceia com vários pães. É que
muitos na verdade até pensam que a Ceia pode ser celebrada com vários pães,
tendo como justificativa o grande número de participantes, e com isso, precisam
de vários pães. Esta justificativa é enganosa. Pois, como que «vários pães
fermentados» podem simbolizar um «Único e Santo Corpo» de Jesus Cristo?

Por isso,
afirmamos que a verdade