E é evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé (Gálatas 3.11)
 

 

 

Ü Batismo em Água

Ü Ceia do Senhor Jesus

à Páscoa Judaica

à Vinho da ceia pascal

à Páscoa do mês de Zive

à Festa dos pães asmos

à Circuncisão e pur. cerimonial

à Páscoa e Ceia do Sr. Jesus

à Sta. Ceia a 1ª ordenança

à Instituição da Santa Ceia

à O pão e o vinho da S.Ceia

à Data de sua celebração

à Examinando a si mesmo

à A santificação na S.Ceia

à Discernindo o corpo e o sangue...

à Participantes da S.Ceia

à Sua importância para nós

Ü Pessoa de Jesus, o Messias

 
 
 
 
 

                                                                                                                       

                                Este é o site que proclama a voz do Espírito Santo

 

    A Páscoa celebrada no «segundo mês» (14 de Zive), hebraico Pessach Sheni às vezes denominado «Páscoa Menor», era na verdade uma oportunidade para aqueles que estavam cerimonialmente impuros, ou que estivessem em uma jornada longe da sua terra, por ocasião da Páscoa do «primeiro mês» (14 de Abibe ou Nisã). Visto que o verdadeiro aniversário da libertação de Israel do Egito é o primeiro mês e não o segundo mês. O propósito de Yahweh era que todos celebrassem a Páscoa no «primeiro mês», entretanto, surgiam casos imprevistos, como; pessoas que acidentalmente tornavam-se impuras por tocar num cadáver (vede mais adiante), e outras por se acharem de viagem, fora dos termos de Israel, isto os impedia que participassem da Festa na época determinada. Yahweh na sua misericórdia adiava a Páscoa para estas pessoas, passando para o dia 14 do segundo mês. Neste caso, não celebravam a Festa dos Pães Asmos (dia 15 a 21), só comiam a páscoa. – A páscoa realizada no primeiro ano do reinado Ezequias, foi acompanhada por uma Festa que durou 14 dias. Vede «A Páscoa Celebrada por Ezequias». Concernente a Páscoa realizada no mês de Zive, temos duas passagens registradas nas Escrituras, que são: Primeiro; a Páscoa celebrada no deserto do Sinai, no 2º ano da saída dos filhos de Israel da terra Egito (Núm 9.6-14). Segundo; a Páscoa celebrada no 1o ano do reinado de Ezequias (2 Crôn 30.1-15).

              Este é o site que proclama a voz do Espírito Santo

    Após da celebração da Páscoa no Egito, na noite que aconteceu o Êxodo, deparamos em Números capítulo 9.1, Yahweh dizendo a Moisés (no segundo ano depois do Êxodo) no «primeiro mês» para que os filhos de Israel celebrassem a Páscoa no seu tempo determinado; isto é, no dia «catorze do mês» (Abibe ou Nisã) à tarde, segundo todos os estatutos e segundo todos os ritos, conforme ordenara o seu servo Moisés (Núm 9.1-5). No dia 14 de Abibe celebraram a Páscoa. Entretanto, naquele mesmo dia, alguns do povo vieram à procura de Moisés e Arão, dizendo que não poderiam celebrar a Páscoa de Yahweh no seu tempo determinado, por estarem cerimonialmente impuros pelo corpo de um homem morto (Núm 9.6, 7). Ver  A Purificação Exigida pela Lei

   Diante deste problema surgido, os lideres de Israel não puderam dar uma resposta imediata aos seus interlocutores; isso era difícil porque Yahweh não havia falado na lei da Páscoa de caso desta natureza. Moisés disse a eles: «Esperai, e ouvirei o que Jeová vos ordenará. Então, falou Jeová a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém entre vós ou entre as vossas gerações for imundo por corpo morto ou se achar em jornada longe de vós, contudo, ainda celebrarei a Páscoa a Jeová. No segundo mês, no dia catorze [14 de Zive], de tarde [isto é, imolar o cordeiro, pois, na verdade a Ceia Pascal era celebrada à noite, logo após o pôr-do-sol deste dia], a celebrarão: Com pães asmos e ervas amargas comerão. Dela nada deixarão até à manhã e dela não quebrarão osso algum; segundo todo o estatuto da Páscoa, a celebrarão. Porém, quando um homem for limpo, e não estiver de caminho [viagem], e deixar de celebrar a Páscoa, tal alma do seu povo será extirpada [eliminada, expulsa]; porquanto não ofereceu a oferta de Jeová a seu tempo determinado; tal homem levará seu pecado [será culpado]» (Núm 9.8-13 ).

   «...a seu tempo determinado...»; Yahweh havia estabelecido dias especiais para que os israelitas pudessem estar exclusivamente em adoração a Ele. Eram dias restritos à observância da Sua bondade, misericórdia e livramento. Aqueles que se encontravam em condições de celebrar a Páscoa no tempo determinado (no mês de Abibe), ou até mesmo a Páscoa do «segundo mês», deviam celebrá-la, caso contrário, tal pessoa seria «extirpada», isto é, «eliminada», «expulsa», «excluída» da congregação israelita (vs. 13). Em última instância a pessoa poderia ser morta, sendo ela culpada pelo seu pecado. «...Extirpada do seu povo...» isto parece ser de muita severidade para tratar com alguém por falta a um dever cerimonial religioso, é necessário não se esquecer do significado da Páscoa, Jesus Cristo o Cordeiro de Deus; reconhecendo que quem não aceita o meio de salvação indicado pelo próprio Yahweh, já se entregou à perdição (João 3.16-21, 36).

              Este é o site que proclama a voz do Espírito Santo

   Ezequias rei de Judá (Reino do Sul), foi um dos melhores reis de Judá, por causa da sua confiança em Jeová e de sua dependência dEle. Ezequias confiava plenamente em Jeová, guardava seus mandamentos, e exortava o povo a desviar-se do pecado e a voltar-se para Deus (2 Reis 18.3-9).  No ano primeiro do seu reinado, no mês de Abibe ou Nisã, abriu as portas da Casa de Yahweh (pois seu pai Acaz havia fechado as portas da Casa de Yahweh – 2 Crôn 28.24), reparou-a e purificou-a, e reintegrou os sacerdotes e levitas a seu ministério (2 Crôn 29.3-5). Procurou, com todo empenho, destruir todos os altares e altos idólatras em Judá, destruiu inclusive a serpente de cobre que Moisés fizera no deserto (2 Reis 18.4).

   A primeira preocupação já no início do seu reinado foi restabelecer o culto a Yahweh interrompido por seu pai, Acaz (2 Crôn 28.24). Buscou em primeiro lugar servir a Deus, pelo que foi abençoado em tudo, em seu reinado (Mat 6.33). Reconheceu o valor da Casa de Yahweh na vida do povo, e resolveu restaurar a plenitude da pureza e da glória do culto público a Deus, conforme as prescrições da Lei. Lê-se, que em 2 Crôn 29.11, Ezequias exortou os ministros de Yahweh dizendo: «Agora, filhos meus, não sejais negligentes, pois Yahweh vos tem escolhidos para estardes diante dEle para os servirdes, e para serdes seus ministros, e para queimardes incenso». O reavivamento espiritual deve partir dos ministros para o povo; os ministros, ao invés de deplorar o baixo nível espiritual do povo, devem ser uma inspiração e um exemplo de dedicação. Após se santificarem, deram início a purificação da Casa de Yahweh. Tiraram toda a imundícia (ídolos), e lançaram no ribeiro de Cedrom (2 Crôn 29.15, 16). Isto ensina-nos que; tudo o que nas crenças, no culto e nas nossas vidas contraria a vontade divina, conforme é revelado nas Escrituras, deve ser abolido. Semelhantemente, o crente em Jesus Cristo, como santuário do Espírito Santo (1 Cor 6.19), deve estar purificado de toda injustiça (1 João 1.9). A purificação do Templo em Jerusalém foi o primeiro grande ato público do ministério de Jesus Cristo (João 2.13-22), e também o último (Mat 21.12-17; Marc 11.15-17; Luc 19.45-48). Com grande indignação, Ele expulsou da Casa de Oração os ímpios, os avarentos, os cobiçosos e os que invalidavam o verdadeiro propósito espiritual dela. Estas atitudes de Jesus significam que: Ele condena todos aqueles que usam a Casa de Oração, e o Evangelho visando ganhos ou glórias pessoais, ou autopromoção. Nosso amor sincero a Jesus e ao Seu propósito Redentor resultará num «zelo» consumidor pela justiça (João 2.17). Isto quer dizer que ser semelhante a Cristo inclui a intolerância com a iniqüidade dentro da Casa de Oração (Apoc 2-3). É necessário deixar Cristo entrar nas congregações para expurgar o «engano», a «imoralidade», a «secularização», o «lucro financeiro», o «show artístico», a «hipocrisia», a «profanação» etc., para que haja reavivamento espiritual. Jesus deixa claro que a Casa do Pai Celestial existia para ser «Casa de Oração», um lugar onde o povo pudesse se reunir em devoção espiritual a Ele, na oração, na adoração e no conhecimento da Sua Palavra. Quando a Casa de Oração é usada por pessoas de mentalidades mundanas, torna-se um «covil de ladrões» (Marc 11.17).

    Os ministros de Yahweh fizeram uma limpeza completa no Templo. Colocaram em ordem como o altar do holocausto, seu átrio, o seu pátio, todos os utensílios e mesa da preposição. Nada se deixando em desordem. De igual modo o crente em Cristo, sendo o Templo do Espírito Santo, não deve tolerar nada na sua vida que venha a profanar esse Templo (1 Cor 3.16, 19). «E, no dia décimo sexto do primeiro mês acabaram» (2 Crôn 29.17). Nisã (ou Abibe), o mês de se celebrar a Páscoa, mas o templo bem como os sacerdotes e os levitas estavam impuros. Até o dia 16 de Nisã (devia ser o «segundo dia» da Festa dos Pães Asmos, o dia em que os sacerdotes moviam perante Jeová um molho das primícias da sega da cevada) já haviam limpado o Templo. Em seguida, teve de se fazer então uma expiação especial para todo povo. Primeiro os príncipes trouxeram sacrifícios, oferta para o pecado para o reino, o santuário e o povo, seguido por milhares de ofertas queimadas apresentadas pelo povo. Com grande vigor, Ezequias organizou os levitas nos seus serviços, e restabeleceu os arranjos para os instrumentos musicais e para canto de louvores, e os sacerdotes com as trombetas. O resultado de tudo isto foi um grande reavivamento num período tão breve (2 Crôn 29.29-36).

   Visto que a impureza do povo e do Templo impedia a celebração da Páscoa na época determinada (14 de Nisã), Ezequias tivera conselho com os seus príncipes e com toda a congregação em Jerusalém, ficando decidido que a celebração da Páscoa seria adiada para o dia 14 do segundo mês. Ezequias valeu-se da lei que permitia os impuros celebrarem a Páscoa um mês mais tarde. Convocou não somente Judá (reino sul), mas também Israel (reino norte), por meio de cartas enviadas por correios e também enviou mensageiros por todo reino norte, desde Berseba até Dã, para que viessem a Jerusalém celebrar a Páscoa (2 Crôn 30.1-5). O rei através dos correios com as cartas e dos príncipes, fez algumas exortações aos filhos de Israel: Primeiro: Uma chamada ao arrependimento, «Convertei-vos a Jeová» (2 Crôn 30.6). Segundo: Um aviso contra a influência pecaminosa dos pais e dos irmãos (vs. 7). Terceiro: Um convite para confiar em Jeová e passar a servi-lo (vs. 8). Quarto: Uma promessa para aqueles que se converterem, «Acharão misericórdia» (vs. 9a). Conclusão: Todas as promessas de bênçãos dependem da conversão (vs. 9b).

    Assim, uma mui grande multidão se ajuntou em Jerusalém para celebrar a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos (vs.13). Então, sacrificaram os cordeiros pascais no dia «décimo quarto do segundo mês»; e os sacerdotes e levitas se envergonharam, e se santificaram, e trouxeram holocaustos a Casa de Yahweh (2 Crôn 30.15). Se envergonharam os sacerdotes porque não haviam se santificados na época própria (ver v.13).  Entretanto, havia muitos na congregação que não estavam santificados (estavam cerimonialmente impuros), pelo que os levitas foram encarregados de matarem os cordeiros da Páscoa por todo aquele que não estava limpo (vs.18). «Segundo o Mishnah, cada ofertante matava seu cordeiro, recolhendo o sangue numa tigela que passava de sacerdote em sacerdote, até chegar ao altar». O caso destes comerem a Páscoa, «mas não como está escrito», preocupou de certa maneira o rei, pois sabia ele que isto era um erro grave, desrespeitava a Lei de Jeová. «Não estavam purificados segundo a purificação do santuário» (vs.19). Ezequias  orou a Yahweh,  pedindo perdão em pro do povo, confiando na Sua generosidade e misericórdia (ver vss. 18b e 19 – ARA). Deus ouviu a oração de Ezequias, e sarou a alma do povo (vs.20). Deus prontamente perdoou o povo, não precisava mais ter medo de ser punido, pois, Yahweh sabia que as circunstâncias justificadas impediram aquelas pessoas de estarem purificadas, mas, mesmo assim, de boa vontade (muitas pessoas), dispuseram o seu coração em reverência ao Seu Deus, e comeram a Páscoa. Isto mostra que embora cerimonialmente impuros (impureza externa), contudo, internamente e espiritualmente estavam limpos.

    Após a celebração da Páscoa, celebrou-se a Festa dos Pães Asmos por «sete dias», com uma alegria acompanhante tão grande, que a congregação inteira decidiu prolongá-la por mais «sete dias». Naquela Festa prevaleceu a benção do Senhor Jeová sobre o povo, de modo que «veio a haver grande alegria em Jerusalém, pois desde os dias de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, não houve nada igual a isso em Jerusalém» (2 Crôn 30.21-27). É este tipo de dedicação e de purificação seguida por um grande avivamento, que está faltando na vida de muitos (ver v.27).

.

 

 

 

Voltar ao topo da página

    

 

   http://www.doutrinasbiblicas.com

 By:  David Pereira Tiburcio Filho