
As
pessoas são
ensinadas de que, Jesus perdoava pecados, em seu ministério
público, porque ele era Deus, ou melhor, porque ele era a segunda pessoa da
trindade, o Deus Filho, como afirma o trinitarismo. Mas ocorre, porém, que
não encontramos na Bíblia este tipo de ensino. O que a Bíblia nos ensina na
verdade é de que Jesus fez tudo como homem, possuidor da autêntica natureza
humana. O Espírito Santo é Quem dava a Ele poder e virtude para realizar as
suas gloriosas obras (Lucas 4.18; Atos 10.38). A Bíblia defende um Jesus
totalmente humano, sem qualquer referência de que houvesse nEle duas
naturezas. Desde o seu nascimento virginal até a sua ressurreição, Jesus
tinha uma única natureza, a humana. É verdade que após a sua ressurreição,
não vemos em Jesus tão somente um Homem glorificado, mas a Essência do
próprio Deus Altíssimo. Tomé reconheceu isso, pois disse: «Senhor meu, e
Deus meu!» (João 20.28). Veremos que curar e perdoar pecados era uma
característica de Jesus como Filho do homem, o Messias de Jeová. Vejamos o
texto abaixo, o qual ilustra a autoridade de Jesus em perdoar pecados:
«Eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé,
Jesus disse ao paralítico: tem bom ânimo, filho, estão perdoados os teus pecados»
(Mat 9.2- Marc 21-12- Luc 5.17-26). Sendo Jesus, o Messias prometido, logo tinha
Ele o direito de perdoar pecado, e assim não é preciso ver, nesses
acontecimentos, que Ele assumia a posição de «Deus». O Messias, o Servo de
Yahweh, tinha a unção especial do Espírito Santo, de modo que pôde cumprir a sua
missão com o máximo de suas potencialidades.
Ao dizer que, perdoados estavam os pecados do paralítico, os escribas
arrazoavam consigo: «Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados
senão só Deus?» (Luc 5.21). Os escribas pensaram que Jesus desrespeitara o nome,
à posição e os direitos de Deus, o único que pode perdoar pecado. Segundo a
opinião dos judeus, com essas palavras e com essa ação, Jesus tomou a posição e
os direitos de Deus. Não reconheceram em Jesus, o Messias prometido, que tinha
poder de perdoar pecados. «Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos,
disse-lhes: Que arrozais em vossos corações?» (Luc 5.22), Mateus disse. «Porque
cogitais o mal nos vossos corações?» (9.4), ou seja, «...Porque tendes esses
maus pensamentos em vossos corações» (BJ). Na verdade, «os escribas é que
blasfemaram, por falaram (ou pensaram) palavras abusivas e caluniosas contra o
Messias e, portanto, contra Deus, que dera poder e autoridade a Cristo quanto às
duas coisas: curar e perdoar pecados. Não reconheceram a Cristo ou a sua
missão por causa da maldade que traziam no coração, posto que sua relação para
com Deus não era corretas, Jesus curou o paralítico a fim de mostrar sua
autoridade em perdoar pecados e salvar a alma. Os escribas, porém, rejeitaram a
comprovação».
A suposta blasfêmia consistiu na pretensão de perdoar pecados. Jesus, sem
ser informado, sabia instintivamente, em seu coração («...por seu espírito...»
em Marcos), qual era a natureza dos pensamentos ímpios deles. E fez uma pergunta
aguda. Não houve resposta e, de fato não era fácil responder (Mat 9.5; Marc 2.9;
Luc 5.23). «Ora, para que saibas que o Filho do homem tem sobre a terra
autoridade para perdoar pecados...» (Marc 2.10; Mat 9.6 e Luc 5.24). «...Filho
do homem...». Título adotado exclusivamente pelo Senhor Jesus, referindo-se
a si mesmo, e tirado provavelmente de Daniel de 7.13-27. As opiniões se diferem
muito quanto ao sentido exato do vocábulo, mas a maioria dos expositores
considera-o de significação messiânica, e, é isso que o mesmo se refere. O mesmo
salienta a essencial humanidade e representação do Messias. Este título («Filho
do homem») messiânico aqui usado, de ocorrência freqüente no N.T, e que não é
raro na literatura judaica. Filho do Homem é uma expressão hebraica que
significa, principalmente, uma posição humilde, depravação, ou ausência de
privilégios especiais (Mat 8.20). Por cerca de 80 vezes essa expressão é usada
para indicar Jesus. Essa expressão pode conter dois sentidos principais: 1-
Apresentação de Jesus como ser humano típico, isto é, representante da raça
humana. Esse é o significado comum dos termos que contêm a expressão «Filho de».
2- Identificação que Jesus fez de si mesmo com a personagem profética de Daniel
7.13,14.
Como Jesus deixou bem claro, sendo ele o «Filho do homem», então, “tinha
poder (ou autoridade) para perdoar pecado”. Uma reivindicação que seus
oponentes desconheciam, «...para que saibas..», mas que Ele deixou bem claro a
sua «autoridade» como Filho do homem.
Jesus deixou também bem subentendido que, para Ele, perdoar ou curar, ambas,
são coisas fáceis (Luc 5.23). Jesus cura o corpo físico, como também a alma
enferma pelo pecado. Todo homem é escravo do pecado, a sua alma está enferma,
muito doente, a não ser que Jesus a tenha libertado, curado a sua alma.
O pecado em grego amartia. Esse termo é derivado de raiz que indica
«errar o alvo», «fracassar». Trata-se de um fracasso em não atingir um padrão
conhecido, mas antes desviando-se do mesmo. Essa palavra, porém, veio a ter um
significado geral, indicando os princípios e as manifestações de pecado, sem dar
qualquer atenção a seu significado original. O trecho de I João 3.4 usa o
vocábulo anomia, «desregramento», desvio da verdade conhecida, da retidão
moral. O pecado tanto é um ato como é uma condição. É o «estado»
dos homens sem regeneração, que se manifesta na forma de numerosos e perversos
atos. Pecar é afastar-se daquilo que Jeová Deus considera a «conduta ideal», do
homem ideal, exemplificado em Jesus Cristo. Isso conduz à «impiedade» (asebeia;
II Pedro 2.6), que consiste na oposição a Deus a seus princípios, em autêntica
rebelião da alma. E isso leva à parabasis, «transgressão» (ver Mat 2.14 e
Tiago 2.11) contra princípios piedosos reconhecidos. Isso leva o indivíduo à
paranomia, «a quebra da lei», o «afastamento» da lei moral (ver Atos 23.3 e
II Ped 2.16). Nossos pecados são também «passos em falso», isto é, paraptoma,
no grego (ver Mat 6.14 e Efés 2.1). Propositadamente «caímos para um lado»,
«desviando-nos pela tangente», apesar de estarmos instruídos o bastante para não
fazê-lo.
Desse modo, o N.T. descreve o «pecado» sob boa variedade de modos, cada um
deles com um uso de quadro falado sobre o que isso significa. Cristo
Jesus é a cura de cada uma dessas manifestações do pecado, pois a sua expiação
apaga a dívida; e santificação em Cristo transforma o pecador, para que seja um
ser santo e celestial. E Yahweh é fiel e justo, conferindo esse imenso benefício
aos homens que se submetem a ele, isto é, que exercem fé em Cristo e em seu
mundo eterno (ver Heb 11.1)
1. O pecado é cósmico em sua natureza. Nenhum ser humano peca sozinho. O
pecado sempre fará parte de uma rebelião cósmica contra Deus e contra a retidão.
I João 3.5 enfaticamente assevera que aquele que “prática o pecado” é o diabo.
Esse ser maligno é intitulado «o deus deste mundo» (2 Cor 4.4), e muitos são
seus súditos e escravos.
2. Mas o pecado também é pessoal. Embora as forças satânicas a agitação (ver
Efés 6.11 e ss.), o indivíduo é responsável pelas suas ações, e, portanto, ele é
convocado a arrepender-se, o homem não pode alterar o quadro cósmico, mas pode
ser pessoalmente redimido.
3. Sem importar se cósmico ou pessoal, o fato que o pecado é, difinidamente,
uma questão de rebeldia. O pecado tem por escopo destruir uma alma eterna (I Ped
2.1). O pecado é muito mais sério do aquilo que gostamos de pensar a seu
respeito.
4. Foi preciso a missão de Cristo para dar solução ao problema do pecado
(Rom 5.1; Col 1.20 e Efés 1.10).
É notório que Jesus não disse que tinha autoridade de perdoar pecados,
porque «era Deus», mas porque «era o Filho do homem». Isso vai de
encontra com aquela idéia que diz que ao perdoar pecados, Jesus fazia como Deus,
ou seja, através de sua divindade. O objetivo de Jesus era de demonstrar aos
doutores da lei, que o perdão dos pecados, comprova o seu caráter messiânico, e
não que era Deus. Para Mateus, Marcos e Lucas, o poder que Jesus tinha para
perdoar pecado, demonstrava sua natureza messiânica, conforme fica claro nos
textos de (Mat 9.6; Marc 2.10 e Luc 5.24) e no título «Filho do homem». Por
outro lado, os mestres da lei não viam em Jesus, o Messias de Yahweh e nem
tinham conhecimento da autoridade do Messias (Marc 2.7).
Jesus, o Messias, tinha poder de perdoar pecados, pois ele não tinha pecado,
era impecável. A Sua Missão era inteiramente a de resgatar, redimir, perdoar e
salvar a humanidade de seus pecados. A missão de Cristo está bem patente em
João 3.16-18.
«Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas
iniqüidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas
pisaduras fomos sarados» (Isa 53.5, v 4). João disse: «Eis o cordeiro de Deus
que tira o pecado do mundo» (João 1.29). – «...porque ele salvará o seu povo
dos pecados deles» (Mat 1.21). Jesus disse: «Eu sou o caminho, e a verdade, e a
vida: ninguém vem ao Pai senão por mim» (João 1.46). Em fim, Jesus morreu na
cruz para nos dar o direito da salvação, para derrotar o diabo, o pecado e a
morte por nós e para nós. Todas as bênçãos e vitória que Cristo nos trouxe pelo
seu sangue, Ele fez como Filho do homem.
Tudo o que Jesus fez em seu Ministério Público, o qual culminou com a sua
morte e ressurreição, demonstrou que ele era o Messias, o Filho do homem. Ele
não usou nenhuma de suas prerrogativas divinas, jamais Ele lançou mão de sua
divindade, em Seu Ministério aqui na terra. Pois, na verdade, como «Pai» Ele era
Deus e não como Filho, como «Filho» Ele era inteiramente humano, sem qualquer
mistura entre divino-humano.
Dizer que Jesus fazia os estupendos milagres, sinais, maravilhas, expulsava
demônios, efetuava curas ressuscitava mortos e perdoava pecados porque ele
era Deus, é contradizer a sua Missão e reduzir a sua eficácia. Aqueles que
defendem este errôneo e desastroso conceito acerca de Cristo, desconhecem tanto
a Cristo como também a sua grandiosa Missão.
Fico imaginando a infantilidade de muitos ensinadores cristãos, nos
dias de hoje, os quais ensinam que Jesus fez este ou aquele milagre e, que
perdoava pecados, porque Ele era Deus, e gesticulam que Ele tenha usado a sua
divindade para realizar tais episódios. Se o Ministério do Messias consiste
entre a «mescla» do divino-humano, então, os seus sofrimentos, tais como
crucificação, morte, também consistiram nesta «mescla» do divino com o humano.
Nisso se caracteriza, que tudo não passou de uma encenação, uma
simples simulação, não havendo nada de «real» nos atos Redentores de Cristo.
Se Ele usou a sua divindade nos milagres, também o fez nos sofrimentos,
crucificação, morte. Daí, Jesus nada sofreu e não teve nenhuma dor, pois Deus
não pode ser atingido por nada, Ele é imune a dores e sofrimentos, sendo
Espírito. Nisto então a morte de Jesus não foi real, uma vez que Deus é imortal.
Este é o quadro para aqueles que acham que Jesus usou a sua divindade em seu
ministério público.
Pelos exemplos citados sobre os milagres e a autoridade de
Jesus, bem como ao percorremos por todo o Seu Ministério Publico, fica
demonstrado que Ele fez tudo como autêntico Homem, sem pecados, Ungido com poder
e com Espírito Santo, «...Deus ungiu a Jesus de Nazaré com Espírito Santo e
poder, o qual andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os
oprimidos do diabo, porque Deus era com ele» (Ates 10.38). O Espírito Santo
foi dado a Jesus sem medida (João 3.34). Nele habitava o «Sétuplo Espírito» (Isa
11.2). Na sinagoga em Nazaré disse Jesus: «O Espírito do Senhor (Jeová) está
sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-me para
proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em
liberdade os oprimidos (Luc 4.18, ver Isa 61.1). Portanto, Jesus cumpriu sua
Missão Salvadora como autêntico Homem, o Homem Celestial, o Homem Ideal,
investido com o poder do Espírito Santo, resultando num altíssimo nível de
desenvolvimento espiritual. O Seu desenvolvimento espiritual, bem como
intelectual e moral, foram reais e necessários. Como homem, sem esse devido
preparo não teria conseguido cumprir com êxito a Sua Missão. A José disse o anjo
em sonhos: «E ela dará à luz um filho, e lhe porá o nome JESUS, porque ele
salvará o seu povo dos seus pecados» (Mat 1.21). João, o Batista, viu em Jesus
àquEle que veio para tirar o pecado do mundo: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira
o pecado do mundo» (João 1.29,30). João não aclamou a Jesus com sendo o «Deus
Cordeiro», mas sim, «o Cordeiro de Deus». Ele via em Jesus a figura do Servo
Sofredor (Isaías 53), o Verdadeiro Cordeiro pascal, que veio para substituir
todos os cordeiros, para tirar totalmente o pecado daqueles que aceitam o Seu
Santo Sacrifício (1 Cor 5.7,8). Pois, Cristo é o antítipo dos cordeiros pascais
imolados pelos judeus. No sacrifício de Cristo têm cumprimento os tipos e as
sombras da Lei Mosaica, visto que Ele é aquele que foi apontado pelos diversos
sacrifícios de animais da Lei. Cristo é chamado de o Cordeiro de Deus que
foi morto, cujo Sangue precioso tira o pecado do mundo (João 1.29,36; 1 Ped
1.18,19; Apoc 5.6-10; 10.8). Mais especificamente, Jesus Cristo é referido como
o Verdadeiro Cordeiro Pascal (1 Cor 5.6-8). Em Hebreus capítulos 9 e 10,
Ele é reputado como o cumprimento dos sacrifícios da Antiga Aliança (Êx 24), da
novilha vermelha de Números 19 e, das ofertas do Dia da Expiação (Lev. 16). O
N.T. constantemente identifica Jesus Cristo como o Servo Sofredor de Isaías 52 e
53, que é uma oferta pela culpa (Isa 53.10) e, com o Messias de Daniel 9, o qual
haveria de fazer expiação pela iniqüidade (9.24). Se Jesus Cristo fez tudo isso
como verdadeiro homem, como o Cordeiro de Deus, como Servo Sofredor, como
Messias, e não como Deus; por que é que Ele também não podia perdoar
pecados? Sendo este o verdadeiro alvo de sua missão. Só o fato de Ele «morrer»,
já demonstra categoricamente, sem qualquer comentário, a sua autêntica natureza,
isto é, que ele era totalmente humano, não havendo nenhuma espécie de natureza
divina em tudo isso. Jesus enfrentou todos os sofrimentos e por fim a
crucificação, como verdadeiro homem, porque ele era homem e não Deus. Se Jesus
era Deus-homem (segunda pessoa da trindade, como dizem os trinitarianos),
deveras então, que na sua morte houve a divisão entre a natureza divina e a
humana? A Bíblia diz que após a morte de Cristo, o seu espírito (humano) pregou
aos espíritos em prisão (1 Ped 3.19,20). Não foi a segunda pessoa da trindade
que fez essa pregação, mas o espírito humano de Cristo. Aliás, o relato sobre a
pregação de Jesus aos espíritos em prisão, é algo muito glorioso, o qual
mostra-nos o poder e influência que teve o Seu Sacrifício, que vai muito além
daquilo que as pessoas entendem e ensinam. É glorioso em sabermos que Cristo
também morreu por aqueles que já haviam partido deste mundo, como no caso dos
antediluvianos, se assim não fora, quão impotente teria sido o Seu Sacrifício!
Pois se somente alcançasse os vivos, o seu amor não seria tão forte, mas
caracteristicamente parcial, terreno. Bom, ainda falaremos muito a esse
respeito, isto é, da pregação de Cristo aos espíritos em prisão e, da esperança
além-túmulo, que caracteriza assim o poder da Palavra de Deus, conforme é
salientado em Hebreus 4.12. Por conseguinte, a Bíblia ensina e nós cremos que
Jesus Cristo morreu como autêntico homem, por que então não aceitar que Ele
podia perdoar pecados, como foi no caso do paralítico? «Vendo o ocorrido, as
multidões temeram e glorificaram a Deus, que deu tal autoridade aos homens»
(Mateus 9.8). A dúvida que tinham quanto à autoridade de Jesus, já havia se
dissipado.
«Tal autoridade aos homens. Não a um homem ou para beneficio dos
homens, e, sim, para o gênero humano, Jesus, como Filho do homem, exerceu tal
autoridade e foi motivo de temor, porque tal poder estava entre os homens.
Marcos diz: «Jamais vimos cousa assim». E Lucas: «Hoje vimos prodígios».
E provavelmente muitas exclamações semelhantes foram ditas pelo povo, ao
presenciar este milagre. Assim, «glorificaram a Deus», no que contrastavam com
os escribas, as multidões aceitaram a Jesus como alguém dotado de autoridade
divina; aceitaram o acontecido como milagre de Deus; não duvidaram da autoridade
de Jesus em perdoar pecados. Era um povo simples, ingênuo, impressionável e
correto» (R.N. Champlim)
Os poderes de Jesus, segundo o ponto de vista dos Evangelistas, eram
sinais da autoridade messiânica dele. Os eruditos judaicos esperavam um
messias dotado de grandes poderes, inclusive aquele do conhecimento especial.
Os Evangelistas demonstram que Jesus cumpriu esta esperança e condição.
Graças ao Deus Santo e Verdadeiro!!!