E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo (Atos 2.38).
 

 

 

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   Esta tem sido uma questão que tem levantado muitas controvérsias, na história do Cristianismo. Deve a Igreja  de Cristo batizar os bebês e filhos pequenos, ou somente os que crêem, ou seja, os que de modo consciente e racional podem fazer a decisão de aceitar Jesus Cristo como Salvador?

     O batismo infantil  tem sido argumentado desde os dias dos primeiros pais da Igreja. Argumento a favor e contra esta prática. Enquanto, que Orígenes (c. 185-245 d.C.) defendia o batismo infantil, ao mesmo tempo Tertuliano (c. 160-220 d.C.) era contra este tipo de batismo. Disse Tertuliano: «Por que, a idade da inocência se apressa para obter a remissão dos pecados?» Disse ele ainda: «Deixe, portanto, que venham depois de mais crescidos, e então poderão aprender a ser ensinado quando devem vir, deixe-os tornar-se cristãos quando tiverem a capacidade de conhecer a Cristo».

   A prática do batismo infantil remonta-se aos tempos medievais. Os praticantes do batismo de crianças justificam esta prática por três argumentos principais, que são:

   Primeiro: Argumenta que o batismo de crianças na Nova Aliança equipara a circuncisão da Antiga Aliança, sugerindo assim, como um «rito de iniciação» na comunidade pactual dos cristãos, o qual concede aos batizados todos os direitos e bênçãos das promessas da Nova Aliança.

   Segundo: Este tipo de argumento busca base bíblica, refere-se aos batismos de famílias descritas na Bíblia. Por exemplo, «a casa de Lídia» (Atos 16.15); «a casa do carcereiro de Filipos»(Atos 16.33) e «a casa de Estéfanas» (1 Cor 1.16). Dizem que pelo menos que em alguma dessas casas (famílias) incluíam-se crianças pequenas entre os batizados.

   TerceiroO pecado original é o argumento freqüentemente empregado. Infere-se ao pecado hereditário. Argumentam-se que a criança nasce com culpa e precisa do perdão, quem vem por meio do batismo.

   Antes de respondermos a cada um destes argumentos, afirmamos categoricamente que eles não passam de conjecturas e de modos usados para deturpar a realidade do batismo cristão.

   Respondendo o primeiro Argumento:- Quando dizemos que o batismo em água tomou o lugar da circuncisão na Nova Aliança, expressamos isso por duas principais razões: (1) Como a circuncisão era um rito de iniciação para o ingresso do circuncidado à comunidade judaica no Antigo Pacto, assim é de modo semelhante, o batismo em água na Nova Aliança; que significa o ingresso do batizado à comunidade cristã, o qual também simboliza o ingresso (sendo o batismo espiritual a realidade) do batizado no Corpo de Cristo. (2) Ambos são sinais externos.

   Com exceção destes dois aspectos que identificam a circuncisão com o batismo em água, existem entre ambos uma grande diferença. O batismo está acima da circuncisão em todos os pormenores, esta é realmente uma razão inquestionável. Por exemplo, a circuncisão era um rito exclusivo para os varões, enquanto, que o rito do batismo se estende também às mulheres (Atos 8.12). Para mais detalhes vede sobre o Batismo em Água e a Circuncisão. Todos os direitos e bênçãos da promessa da Nova Aliança, não operam “automaticamente” no batismo. O batismo sem ser precedido da conversão à Cristo, sem uma «pura fé» no Sacrifício de Jesus Cristo, é «praticamente inútil e sem nenhum valor», ou seja, uma pessoa precisa primeiramente estar batizada no batismo espiritual (vede). Confira abaixo:

   Respondendo o segundo Argumento:- Não há nenhum fundamento sólido, ou ainda alguma alusão apontando que entre os batizados da casa de Lídia, da casa do carcereiro de Filipos e da casa de Estéfanas, estivessem incluídas crianças pequenas. Na verdade nem poderia ter acontecido isso! A palavra «casa» no N.T., não incluía somente o pai  de família, a sua esposa, filhos, mas também diversos dependentes, tais como servos, empregados, e até mesmo «clientes» (isto é, libertos ou amigos) que voluntariamente preferiam juntar-se à casa por causa de benefícios mútuos (At 10.24). Daí subentende-se perfeitamente que foram batizados todos  aqueles  que  tiveram condições de «crer» em Jesus Cristo e de «se arrepender» de seus pecados. Por exemplo, os da casa do carcereiro de Filipos, Lucas disse que eles «creram e se alegraram» (At 16.34). Porventura, uma criancinha ou uma criança pequena poderá se alegrar por haver «crido» em Jesus Cristo? Como se observa, a «fé» era uma das maiores virtudes ensinada pelo apóstolo Paulo (Rom 1.8; 3.28; 5.1; 12.3; 14.23; Gál 2.16; 3.7,11,26-27; 5.6,22; Efés 1.15; 2.8; 6.16; Col 1.4; 2.12). Então, como iria Paulo permitir e até mesmo batizar crianças? Ele disse em seu ensino aos Colossenses: «Tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos» (2.12; itálico nosso). Não aceitamos e não cremos no batismo infantil, com base nestas citadas famílias. O batismo somente pode ser conferido a pessoas convertidas a Cristo, arrependidas de seus pecados, portanto, que tiveram «fé» em Cristo e no seu Sacrifício. Logo, uma criança pequena não teria jamais condições de se corresponder a estas exigências bíblicas para o batismo.  

   Respondendo o terceiro Argumento:- Embora que os nossos atos pecaminosos são os resultados naturais da nossa natureza caída, conhecida como pecado original (Salmo 51.5; Rom 3.23; 5.12; Efésios 2.3). Todavia, estes atos pecaminosos, ditos naturais, não significa que uma criança está condenada, de modo algum, desde que esteja no período da inocência; não se pode condenar um inocente, mas sim um culpado. O que se revela em uma criança, é a tendência para o mal, é uma tendência de nascimento (pois aprendemos pela experiência, que uma criança se declina tão facilmente para as coisas más do que para as coisas boas, isto é uma tendência de todo ser humano); sendo que a partir do momento em que ela tiver condições de «crer» no Sacrifício de Jesus Cristo, daí será preciso aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador, para não ser condenada, só assim é que deverá ser batizada.

   Jesus repreendeu os Seus discípulos dizendo: «Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus [é o mesmo que a vida eterna]» (Mat 19.14). «Em verdade vos digo: Quem não receber o Reino de Deus [ou Reino dos Céus] como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele» (Marc 10.15 cf. vs.16; Luc 18.15-17). Por outro lado, o batismo não é um rito «mágico», que perdoa pecados, como argumentam os defensores do batismo infantil. O batismo infantil é um tipo de ilusionismo inventado por eles e para eles. Já falamos muitas vezes e tornamos a repetir, que o batismo em água, sem o «arrependimento dos pecados que resulta na conversão» da pessoa a Cristo, por meio da fé nEle, é totalmente vão, fútil e insignificante. Jesus não ordenou o batismo em água à Sua Igreja com o propósito de perdoar pecado. Quem perdoa pecado é Jesus Cristo, através do Seu Sacrifício Expiatório, apropriado pela fé (Gál 1.3,4; 3.22; Heb 9.4,28; 10.12; 1 Ped 1.18,19; 3.18; 1 João 1.7,9; 2.12; 3.5 etc.). O perdão de nossos pecados somente é alcançado, depois de o havermos confessados a Jesus Cristo (Sal 3.1-5; Prov 28.13; 1 João 1.9). Por acaso, pode uma criança pequena, consciente-mente confessar os seus pecados a Jesus Cristo? Sendo assim, a idéia de que a criança recebe o perdão de seus pecados através do batismo, sem a experiência do «arrependimento e da conversão a Jesus», é uma manobra astuciosa e má, que tenta «desvalorizar», «desacreditar», «blafesmar» e «anular» o Santo, Eficaz e Eterno Sacrifício de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Convém ainda salientar de que, o batismo cristão, praticado pela Igreja de Jesus, no primeiro século, era por «imersão» e «não por derramamento»  e «nem por aspersão»; vede o artigo sobre «O Modo do Batismo Cristão». Afinal, que diferença há entre uma criança batizada e uma não batizada?

   Não podemos nos esquecer que o batismo em água é a nossa participação na morte, sepultamento e ressurreição de Jesus, isto é, simbolicamente o batismo leva a efeito essa nossa participação (Rom 6.3-11).

   O batismo não poder ser administrado a uma pessoa não convertida, pois, Jesus ordenou que seus discípulos fizessem discípulos e os batizassem. Nunca os ensinou a batizarem infantes ou não convertidos (Mat 28.19). Tudo isto está bem claro em todos os exemplos bíblicos nos quais registramos abaixo:

  Os quase três mil batizados em Pentecostes: Mostra-nos que o batismo em água seguiu-se à pregação e à conversão dos ouvintes; «Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados» (Atos 2.38, cf. v42).     

   Os convertidos de Samaria: Foram somente batizados depois que «creram» nas palavras de Filipe que lhes pregava a Cristo, isto é, depois de convertidos (Atos 8.5-13).

  O eunuco etíope: Após ouvir a pregação de Filipe a respeito de Jesus Cristo que, acarretou no arrependimento e conversão do eunuco, o mesmo disse a Filipe: «Eis aqui água, que impede que eu seja batizado?» (Atos 8.36). «E mandou parar o carro e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou (v. 38)».

  Saulo de Tarso: Foi batizado após o terceiro dia da sua conversão (Atos 9.3-18).

  Cornélio e os seus: Foram batizados somente depois de ouvirem a Palavra de Cristo e também depois do recebimento do Dom do Espírito Santo, confirmando que haviam convertidos a Jesus Cristo (Atos 10.36-48).

  Lídia e sua casa: Foram batizados depois da «decisão de fé». O Senhor Jesus lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia, isto é, evangelho de Cristo (Atos 16.14, cf. vv.13,15).

  O carcereiro de Filipos e os seus receberam  o batismo após «crerem» em Jesus Cristo (Atos 19.30-33).

  Alguns de Éfeso: Assim que creram no Senhor Jesus é que foram batizados (Atos 19.2-5).

  Muitos dos Coríntios, ouvindo a Paulo, criam e eram batizados (Atos 18.8). 

   Os exemplos que acabamos de citar, provam cabalmente de que o batismo nas águas somente poderá ser ministrado a uma pessoa realmente «convertida» a Cristo. Atualmente existe um seguimento religioso que têm por hábitos batizar pessoas sem exigir delas o arrependimento. O método sempre consiste em explorar os sentimentos das pessoas; que se batizam porque sentiram desejo, vontade, como se o batismo fosse um impulso do sentimento, do desejo e da vontade do indivíduo. Para tal seguimento, o batismo em água está «alienado do arrependimento», da «salvação» em Jesus Cristo caracterizado mediante uma fé viva no Sacrifício Vicário de Jesus. Quem não «crê» (inclui aceitar a Jesus Cristo como Salvador pessoal e obediência contínua em Seus mandamentos) já está condenado, porquanto, não «crê no nome de Jesus Cristo» (João 3.16-21). Por isso, batizar alguém sem exigir dele o arrependimento, que resulta na conversão e no batismo espiritual, é muita falta de responsabilidade e desconsideração para com a verdade.

   Outra questão a ser enfocada é esta; qual é a idade mínima para o batismo? Como uma criança pequena não pode ser batizada (conforme já visto), há uma idade limite (embora haja um pouco de diferença de uma criança para outra) onde o período da inocência se acaba. Por isso, a idade propícia que se adequada com os padrões divinos, outorgada pelo Senhor Jesus é «a partir dos 12 anos» (Lc 2.42), este é o período da «maturidade». A partir dos 12 anos de idade o menino ou a menina pode ser batizado(a), desde que se tenha arrependido(a) de seus pecados, nascido de novo (Atos 2.38). Mesmo os filhos de pais convertidos ao Senhor Jesus Cristo (que tenham passado pela experiência do batismo), precisam também se converter ao Senhor Jesus, ao completar os 12 anos idade; para daí poderem batizar-se. Apesar de serem “santos” como ensinou Paulo (1 Cor 7.14), todavia,  isto não significa que estarão «isentos» de uma futura confissão pessoal de seus pecados, pelo contrário, a confissão dos pecados pessoais (e o abandono deles), é ato necessário para a salvação (Prov 28.13; 1 João 1.9). Em outras palavras, os filhos somente serão santos no período da inocência, ou seja, até os 12 anos de idade. Verdadeiramente a santidade dos filhos é um preparo intelectual, moral e espiritual que promove o desenvolvimento da criança para a  futura conversão. É preciso que estes pais ensinem desde cedo os seus filhos a seguirem o Caminho da Verdade (Prov 22.6, João 14.6). É notável que segundo o ensino de Paulo, os filhos são «santos», não em decorrente do batismo infantil ou até mesmo porque foram apresentados nos púlpitos (como fazem erroneamente alguns, dizendo ainda que  estão seguindo o exemplo de Jesus;  estes precisam saber por que é que Jesus foi apresentado no Templo Luc 2.22-24), mas do convívio com o pai e (ou)  mãe convertido(s), pela influência direta do Espírito Santo (1 Cor 7.14).   

    Em suma; o batismo em água somente pode e deve ser administrado a pessoas que tenham realmente convertidas, que tenham recebido o batismo espiritual,  e que tenham consciência da necessidade e importância do batismo no plano salvífico. Além disso, o batismo só pode ser administrado a alguém que tenha 12 anos idade, ou mais (At 2.38; 10.48; Rom 6.3-11; Col 2.12). E assim, o batismo era administrado aos novos convertidos que podiam fazer uma «profissão inteligente de fé» no Senhor Jesus Cristo (Atos 8.36,38). Essa profissão de fé deve ser estendida a uma profissão «eterna de fidelidade» e obediência aos mandamentos de Jesus (Mat 10.22; Apoc 2.10). Por fim, não se pode batizar alguém que não esteja comprometido com a Causa de Cristo e principalmente com Cristo. Para se batizar é preciso estar «...em Cristo» (2 Cor 5.17), e não fora ou distante de Cristo. Pois o batismo está reservado a pessoas convertidas.

   

     

                                                  

   

        

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 By:  David Pereira Tiburcio Filho