

A identidade de Jesus de Nazaré é um dos maiores temas (ou senão o maior
do cristianismo). E de se esperar, que sem o conhecimento desta identidade o
cristianismo se torna uma religião qualquer.
A humanidade de Jesus Cristo é uma doutrina por demais negligenciada pelos
cristãos atuais. Os cristãos de modo geral, enfatizam a divindade de Cristo,
ignorando a sua humanidade, principalmente quando se diz respeito aos seus
milagres, só aceitam de modo completo a humanidade de Jesus ao se referir sobre
a sua crucificação.
Na verdade os cristãos atuais se dizem crer na humanidade de Jesus Cristo,
mas na prática, negam-na. É comum alguém dizer, «Jesus multiplicou os pães,
porque ele era Deus»! Esta é uma prática «docética» (no grego dokeo, que
significa «parecer»). Explicando, na opinião dos cristãos atuais, Cristo foi
humano apenas na «aparência», e isso representa uma antiga heresia gnóstica, a
qual os apóstolos a combatiam (1 João 5.6).
A doutrina trinitariana define Jesus Cristo como sendo a segunda pessoa
da Trindade divina, fato este que, não tem nenhum respaldo bíblico. Fico
profundamente chocado diante de um dos um dos maiores erros doutrinários de
todos os tempos, que é a Trindade. Homens bons e intelectuais têm caído neste
grande desvio da verdade, a Trindade. A doutrina da Trindade não faz parte da
Teologia, mas de uma humanologia bem elaborada ou talvez de uma Teologia
fracassada e deficiente. Nisto constitui em uma das grandes aberrações, que é
aquela que diz que Maria é mãe de Deus. Para termos uma idéia; Deus
Yahweh é um Ser Eterno, sem princípio e sem fim - como teria Ele mãe? Além
disso, um ser mortal (como Maria) não poderia ter gerado um Ser imortal (como é
o caso de Deus). Também poderíamos indagar: Se Deus teve mãe, porventura também
não teria pai? E, em seguida, avôs e avós? A Bíblia jamais atribui a Maria o
título de «mãe de Deus». Resumindo, este é o fruto daqueles que propagam a
doutrina trinitariana. O Deus Yahweh, o qual eu sirvo não tem mãe!!! Maria foi
mãe da natureza humana de Yahweh, chamada de Jesus, o Cristo. Há uma grande
diferença entre a natureza divina e a humana de Jesus, isto é, na sua natureza
divina Ele é o «Pai» e na sua natureza humana Ele é o «Filho». Como Pai, na sua
natureza divina, Ele não teve princípio de dias, Ele é o Eterno. Como
Filho, na sua natureza humana, Ele veio a existir por ocasião de seu nascimento
virginal, e, é dessa natureza, a humana, que Maria veio a ser mãe. Mãe foi mãe
do homem chamado Jesus de Nazaré, também conhecido como o Cristo, o Filho de
Deus. Em Seu Ministério Público, Jesus não possuía duas naturezas, uma divina e
uma humana, mas unicamente uma natureza, a humana. Veja mais sobre a
Origem Celestial de Jesus.
A Bíblia inteira ensina a humanidade de Cristo. Já em Gênesis 3.15 o
Messias é representado, como sendo a «semente da mulher», comparar com Mat 1.18
ss.; Luc 1.26 e ss. e então em Isaias 7.14. Cristo seria descendente de Abraão e
nele todas as nações seriam abençoadas (Gên 22.18), e esse descendente, conforme
Paulo explicou, era exatamente Cristo (ver Gál 3.16); Além disso, o Messias
prometido pertenceria à «Tribo de Judá» (Gên 49.10), e seria da «Linhagem real
de Davi» (Isa 11.10 e Jer 23.5). Assim é que Mateus traça a genealogia de Cristo
partindo de Abrão, através de Davi (Mat 1.1 e ss.), ao passo que Lucas traça a
genealogia de Cristo para trás, passando por Davi, por Abrão, e chegando até
Adão, o primeiro homem (Luc 3.23 e SS.). A genuína humanidade de Cristo é ainda
confirmada desde o seu nascimento, a sua infância, até à idade adulta (ver Luc
2.40,52), pelo fato que experimentou a tentação (Mat 4.1 ss., e referências, Heb
2.18 e 4.15), pelo fato de que padeceu fome (Mat 21.18); sede (João 4.7 e
19.28), fadiga (Marc 4.38 e João 4.6); tristeza (João 11.35), pelo fato que não
sabia todas as coisas (Mat 24.36), e pelo fato que sofreu, e, sobretudo, pelo
fato que morreu (Mat 26.57 a 27.50), finalmente, é importante observarmos que a
humanidade de Jesus Cristo foi retida até mesmo após a sua ressurreição dentre
os mortos (Luc 24.38-42) 2 Ped 1.4. (Ver mais sobre a Autêntica Humanidade de
Jesus e as Suas Limitações).