
Definindo o vocábulo «Santificação»:
Santificação (gr agiasmos) significa «tornar-se santo»,
«consagrar», «separar do mundo» e «apartar-se do pecado», a
fim de termos ampla comunhão com Cristo e servi-lo com alegria
(1Cor 6.14-18). Todo aquele que aceita a Jesus Cristo como Seu
Salvador pessoal e, a Sua Palavra como regra de fé e conduta,
deverá palmilhar-se neste Caminho Santo, em «santificação»
(Efés 4.20-32). O povo de Jesus Cristo deve ser Santo,
diferente e separado de todos os outros povos. A Santidade é
por Excelência a Natureza de Yahweh dos Exércitos e, por isso
o Seu povo é exortado para que sejais santos, assim
como Ele é (Lev 11.44; Is 8.13: 1 Tess 4.1-8; 1 Ped 1.15,16).
O verdadeiro cristão deve deferir da sociedade em redor,
quanto a comer, beber, falar, vestir-se e, pela rejeição de
todos os costumes pecaminosos e sociais dos ímpios, de tal
modo que o Nome de Jesus Cristo seja glorificado no seu corpo
(Sal 1.1; 1 Cor 6.20; 10.31; Gál 5.19-21; Efés 4.29; Col 3.5;
1 Ped 2.11,12). «Sede vós também santos em toda a vossa
maneira de viver» (1 Tess 5.23; 1 Ped 1.15). A santidade
é o alvo e o propósito da nossa eleição em Cristo Jesus (Efés
1.4); isto significa ser semelhante a Ele (2 Ped 1.4), ser
dedicado a Ele, viver para agradar a Ele e pertencer a Ele
(Rom 6.19-22; 12.1; Efés 2.10; Heb 12.14; 1 João 3.2,3). Sem
santidade ninguém pode ser útil a Cristo (2 Tim 22.19-22) e,
sem santificação ninguém verá a Deus (Sal 15.1-5; Mat 5.8; 1
João 3.2-7).
A santificação é o requisito fundamental que precisa
ser observado e levado a sério pelos participantes da Santa
Ceia. É extremamente necessário que estejamos santificando
continuamente as nossas vidas ao Senhor Jesus. Tudo, menos
a santificação, torna-nos impossibilitados de celebrarmos a
Santa Ceia (Heb 12.14). Todos os requisitos como «conhecer o
valor e o propósito da Santa Ceia » , «cultivar uma
consciência santa», «cultivar a nossa comunhão com Cristo e
com os irmãos», devem nos levar para uma vida de santificação,
se isso não estiver acontecendo, alguma coisa deve estar
errado, ou não estamos levando a sério à ordem de Cristo. Para
ser ter uma idéia de como a santificação está sendo desprezada
ou ignorada no âmbito da Santa Ceia, basta refletirmos, por
exemplo; no caso daquelas pessoas que se reconciliam com
Cristo e com a Sua Igreja nos dias de ceias, muitas delas
neste mesmo dia atrevidamente e ignorantemente (sem saber)
participam da Ceia (isto porque são exortadas pelos seus
lideres a participarem deste ato) sem qualquer senso de
respeito para com a mesma. Agora se pergunta, porventura,
essas pessoas, tiveram tempo suficiente para santificarem as
suas vidas? Vamos tomar como exemplo a santificação dos judeus
para celebração da Páscoa ou para outros fins. Na Páscoa
judaica, todos aqueles (judeus ou não-judeus) que não
estivessem cerimonialmente limpos, por ocasião da Páscoa, não
podiam celebrá-la (Núm 9.6,7; 2 Crôn 30.3,15,17). Para isso,
uma outra oportunidade lhes era facultada para o próximo mês
(Núm 9.10-12; 2Crôn 29-30). E, ainda mais, o processo de
purificação para aqueles que encontravam impuros, por tocar
num cadáver de um homem, eram de «sete dias» (Núm
19.11-13,19). Após os «sete dias» de purificação, daí então, é
que se poderia aproximar do Senhor Yahweh dos Exércitos.
Nota-se, porém, que somente era concedida outra oportunidade
para participar da Páscoa, porque haviam sido contaminados ou
tornados impuros inconscientemente, acidentalmente
(Núm 9.6,7). Portanto, as suas impurezas não foram
intencionais. Vede
☞
A Páscoa Judaica celebrada no Segundo
Mês
e a A
Purificação Exigida pela Lei
Os judeus levavam bem a
sério o processo de santificação, representado pelas purificações cerimoniais.
Não celebravam a Páscoa, de qualquer maneira, antes tinham o devido cuidado e a
preocupação de estarem devidamente puros (no sentido cerimonial), para
daí celebrar a Páscoa de Yahweh, sendo assim, os peregrinos que iam a Jerusalém
para celebrar a Páscoa, deveriam estar lá, alguns dias antes do sacrifício da
Páscoa, porque caso fossem contaminados na viagem, o tempo era suficiente para
se purificarem e assim pudessem participar da Festa da Páscoa (João 11.55). Por
esta razão, eles iam à Jerusalém com alguns dias de antecedência, para lá se
purificarem.
Um dos fatores importantes na influência da santificação é a
«castidade» e, era exigida pelo Senhor Jeová desde a antigüidade (ver em Êxodo
19.15). O termo castidade vem do latim castitas, castitatis,
«casto», «puro», correspondente ao termo grego agnos. O uso primário
dessa palavra, no campo da ética, é a «pureza moral», «sexual». Essa conotação é
óbvia em II Coríntios 11.2, onde as virgens são assim caracterizadas; e em Tito
2.5 e I Pedro 3.2, onde a palavra é usada para descrever as mulheres casadas.
Ver também Filipenses 4.8, onde há uma referência geral a tudo quanto é puro,
incluindo a pureza moral e religiosa dos rapazes (1 Tim 5.22). Para os
israelitas, um certo período de castidade, ou abstinência de relações
sexuais não era uma exigência estranha e nem anormal, pois sabiam eles, que
isto era algo necessário para receber a revelação de Yahweh e para se chegar a
Ele, ou ainda para realizar alguns serviços sagrados (Êx 19.15). Por exemplo;
Moisés, para receber a Lei de Yahweh, permaneceu por 40 dias e 40 noites no
Monte Sinai, em santificação e meditação, que logicamente incluía a sua
castidade, como parte importante de sua santificação. Pelos motivos de
pureza, durante uma expedição militar, as forças de Israel, inclusive os
não-israelitas tinham-se de permanecer cerimonialmente limpos e, para isto,
também não podiam manter relações sexuais com as suas esposas (1
Sam 21.1-6). Os sacerdotes não podiam comer do pão da preposição, se não
estivessem isentos de suas relações sexuais (2 Sam 11.8-13).
Comparando; Se na celebração da páscoa judaica,
no A.T., haviam regras que regiam a sua observância, como, «estar totalmente
limpos e puros»; muito mais na Ceia do Senhor Jesus, a Páscoa Cristã, que carece
também a nossa total santificação, para que assim possamos celebrá-la
reverentemente. Por isso, para participarmos da Santa Ceia, é preciso
fazermos uma «rigorosa santificação», que inclui também a abstinência de
relações sexuais, ou seja, a castidade. Aqueles que levam uma vida
espiritual relaxada, não podem de maneira alguma celebrar a Ceia do Senhor
Jesus, do modo como vem acontecendo em nossos dias. Precisamos estar plenamente
conscientes de que ela (a Santa Ceia) é um ato bastante sagrado.
Especificamente a santificação exigida para celebrar a Santa
Ceia é dita «rigorosa», porque também se faz necessário a «abstinência de
relações sexuais». E, isso é um ato, que os crentes atuais não levam em
consideração, não se pensa no impacto positivo que a abstinência sexual causa na
nossa santificação, principalmente quando se tem em vista certas atividades ou
propósitos espirituais. A Igreja atual não é ensinada, porque os líderes não
estão preparados para tal questão. É claro que não estamos desprezando o ato
sexual, mas apenas ensinando que há uma necessidade de se fazer um certo
controle sobre os nossos impulsos sexuais, é preciso que haja uma certa
autodisciplina sobre esses impulsos.
Esta santificação deve obedecer a um período completo
de «sete dias», antes da celebração da Santa Ceia, ou seja, na véspera da mesma,
a contar desde as 18h00min horas do dia que será celebrada até às
18:00 horas do sétimo dia, anterior ao dia da Santa Ceia. Perfazendo um
total de «168 horas». Por que o horário das 18h00min horas? Porque o horário das
18h00min horas é o horário correto, pois, marca justamente o início e término do
dia judaico e, é o horário que está de acordo com as Escrituras Sagradas (Gên
1.5; Lev 23.32), lembrando que este horário tem ser feito pelo relógio solar.
Para entender melhor este período de santificação, siga o exemplo abaixo:
No Ano 2004
Teve Início:
às 18:00 horas do dia vinte e nove de março.
Término: às
18:00 horas do dia cinco de abril.
Celebração da Santa Ceia
: Foi a partir das 18:00 horas do dia cinco de abril.
Dias de Santificação:
Sete dias completos, ou seja, 168 horas.
Observa-se, que o período da celebração da Ceia do Senhor
Jesus, começa exatamente no período completo de «sete dias», às 18:00 horas.
Esta é outra razão porque o horário referencial precisa ser 18:00 horas.
Após o término da Santificação, que termina com a igreja reunida, começa então o
período da celebração da Santa Ceia. Esse período de celebração deve começar «a
partir das 18:00 horas» podendo se estender até «à meia-noite». A regra sobre o
horário deve ser mantida (às 18:00 horas), conforme visto acima, o que vai
variar a cada ano são os dias e os meses, às vezes em março e às vezes em abril
(já vimos isto anteriormente). Lembrando que tudo isso é uma exigência do
Espírito Santo, o qual eu sirvo.
Por que «sete dias» de santificação? A resposta sobre os «sete
dias» de santificação está na Bíblia. O número sete ocorre
freqüentemente nas Escrituras para denotar «inteireza», «perfeição», ou a
«realização completa de uma obra». Por exemplo: As Festas dos Pães Asmos e dos
Tabernáculos duravam «sete dias» cada uma (Êx 34.18; Lev 23.34), vede outras
referências bíblicas que falam a respeito do «número sete» (Lev 4.6; 16.14,19;
Núm 28.11; 1 Reis 18.42-44; Prov 24.16; Sal 119.64; Apoc 1.4,12,16; 5.1,6; 8.2;
10.3; 12.3; 13.1; 15.1,7; 17.3,10 etc.). Além disso, o tempo de purificação de
uma pessoa era de sete dias completos (Lev 14.7,8,16,27,51; Núm
19.11,12,19). Miriã ficou sete dias fora do arraial porque estava leprosa
e, sendo assim, os filhos de Israel, só puderam partir de Hazerote depois dos
sete dias, no tempo de sua purificação (Núm 12.14-16). Naamã, leproso, teve
de mergulhar-se por sete vezes no rio Jordão, para ficar purificado (2
Reis 5.10-14). A pureza, a inteireza, a perfeição e a excelência das declarações
do Senhor Jeová, são comparadas com força e intensidade poética à prata refina
num forno, depurada sete vezes (Sal 12.6 – ARA). A ordem de Deus a Josué
era para que os israelitas rodeassem o muro de Jericó por sete dias, uma
vez em cada um dos seis dias e, «sete vezes» no sétimo dia. Josué e o
povo obedeceram, e na sétima volta, a muralha desmoronou (Josué 6.1-20).
Os Israelitas exerceram plena fé e obediência (pois a fé produz obediência) nas
Palavras de Jeová, mesmo parecendo uma ordem estranha, mas confiaram naquEle que
sabe o que faz, não duvidaram (Prov 8.14). Por isso temos que ter fé, a fé que
produz obediência nas Palavras de Jesus. Na simbologia bíblica, sete é o
número da «perfeição», o número de Yahweh Deus; enquanto, que o número seis,
é o número da «imperfeição», o número do homem (Apoc 13.18). Os «sete dias»
exigidos de Santificação para celebrar a Santa Ceia têm em vista «a perfeição do
celebrante». Portanto, todas estas passagens bíblicas e outras muitas que foram
mencionadas, são suficientes para nos convencer sobre a necessidade dos «sete
dias» de santificação, para assim celebrarmos a Ceia do Senhor Jesus.
Esclarecemos que, no caso da «abstinência de relações sexuais», tanto o esposo
como a esposa, devem estar conscientes sobre essa necessidade, por isso dever
ser por «mútuo consentimento» do casal, para não dar ocasião ao diabo (1 Cor
7.5). Contudo, é necessário que ambos (o esposo e a esposa) estejam convictos da
importância da castidade em todos os sentidos nestes sete dias. Quem não
levar a sério estas ordenanças do Espírito Santo, pode cometer o pecado
imperdoável.
Neste sete dias que antecedem à celebração da Santa
Ceia, os nossos pensamentos devem estar voltados de modo exclusivo para este ato
sagrado, é claro, porém, que ninguém precisa ou deve deixar de trabalhar nestes
dias, contudo, que não deixe de se santificar. Como já dissemos, esta é uma
santificação completa, ela é especificamente voltada para a Santa Ceia (Sal
24.3-5; 73.1; Mat 5.8; 1 Tess 5.23; 2 Tim 2.21; Tiago 4.8; 2 Cor 7.1; 1 Ped
1.22; 1 João 3.3). Devemos praticar todos os meios que possam promover a
santificação, como oração, adoração, meditação, jejum, domínio próprio,
abstinências de relações sexuais, vigilância, cultivo da fé, busca incessante da
presença do Espírito Santo, estudo da Palavra de Cristo, etc.
(Mat 5.37; 6.16; 17.20; 26.41; Marc 9.29; 13.33; Atos 10.30; Rom 12.1,2,9-21;
13.8-14; Gál 5.16,22; Efés 4.25,27,29; 5.1-4,26,27; 6.18; Col 3.1,5,14-17; Heb
11.6; 12.14,15; 1 Ped 1.15; 1 João 2.15-17).
Esta santificação precisa ser feita com fé, é preciso estar
crendo na sua importância (da Santa Ceia) espiritual e no seu propósito para a
Igreja de Cristo, deve-se crer no seu caráter sagrado e no que ela representa
para nós (Rom 14.23, Heb 11.6). Aqueles que com intenção não se santificarem,
conforme as exigências descritas acima, não poderão celebrar a Santa Ceia no dia
determinado e, não mais haverá oportunidade naquele vigente ano e nem em outros
anos seguintes, pois desprezou a ordem Divina (Heb 10.29). Isto significa que
tais pessoas não farão parte do Corpo de Cristo (isso parece uma brincadeira,
mas não tem nada de brincadeira nisso) não tendo parte com Ele e com Sua Igreja
(Núm 9.13; João 6.53; Col 1.18). E, quem participar da Santa Ceia indignamente,
será réu do próprio juízo Divino (1 Cor 11.27).
Meios de Santificação: Somos santificados mediante a fé
(Atos 26.18; Heb 11.6), pela união com Cristo na Sua Morte e Ressurreição (João
15.4-10; Rom 6.1-13; 1 Cor 1.30), pelo sangue de Cristo (Heb 13.12; 1 João
1.7-9), pela Sua Palavra (João 17.17; Efés 5.26), pela comunhão mística com o
Espírito Santo, que se caracteriza pelo Seu poder regenerador e santificador em
nossos nossas vidas (Jer 31.31-34; Rom 8.13; 1 Cor 1.2; 6.11; 2 Tess 2.13; 1 Ped
1.2). Ficando claro, que a santificação é uma obra do Espírito Santo, juntamente
com a cooperação do Seu povo (2 Cor 7.1; Filip 2.12,13; 1 João 3.3). Para
cumprir a vontade Divina quanto a santificação, o crente deve participar da obra
santificadora do Espírito Santo, ao cessar de praticar o mal (Isa 1.16; Amós
5.15; Rom 12.9; Heb 1.9), ao se purificar de toda a imundícia da carne e do
espírito (Rom 6.12,13; 2 Cor 7.1; Gál 5.16-25; 1 Ped 2.11) e, ao guardar-se da
corrupção do mundo (Sal 1.1; Rom 6.19; 8.13; Efés 5.18; Tiago 1.27; 4.8; 1 João
2.15-17).
Nota Importante :
Os líderes (pastores etc.) devem deixar a Igreja de Cristo consciente sobre o
período de santificação, isto é, eles devem reunir a Igreja, para que se possa
começar o período da santificação, a fim prepará-la e conscientizá-la, sobre a
importância e necessidade que se tem de se santificar, para que assim, possa
celebrar a Ceia do Senhor Jesus. O pastor precisa conscientizar a Igreja para
não haver esquecimento. No dia do início da santificação, que deve ser às 18:00
horas, conforme foi explicado anteriormente, se possível for, deverão estar
presentes todos celebrantes. Os sete dias de consagração, conforme
exigida, não significa que seja permitido nos demais dias um relaxamento
espiritual, muito pelo contrario, precisamos continuamente ter uma vida
consagrada ao Senhor Jesus Cristo, se quisermos ter a Vida Eterna (Heb 12.14).
Agora, este período determinado para a santificação, quer dizer uma preparação
específica para um ato específico, a Ceia do Senhor Jesus. Se alguém quer tomar
como padrão esta santificação, amém. Lembrando, a abstinência de relações
sexuais nestes dias, é imprescindível.
Portanto, fica bem claro que qualquer que seja aquele que infringir as
exigências bíblicas conforme exaradas acima, quanto à santificação e outros
requisitos citados, será réu do juízo divino, tendo em vista a violação da
santidade de Cristo e a profanação do caráter sagrado da Santa Ceia do Senhor
Jesus Cristo (1 Cor 11.27-30; Heb 10.29).